Economia da Venezuela

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Economia da Venezuela
Centro financeiro de Caracas
Moeda Bolívar Venezuelano
Ano fiscal Ano calendário
Blocos comerciais OMC, Unasur, Mercosul
Estatísticas
PIB $491,5 bilhões (2015) (50º lugar)
Variação do PIB Baixa 5,7% (2015)[1]
PIB per capita $15 891 (2015)
PIB por setor agricultura 3,7%, indústria 35,3%, comércio e serviços 61,1% (2012)
Inflação (IPC) AumentoNegativo ≈ 270% (2015)
População
abaixo da linha de pobreza
AumentoNegativo ~ 80%[2]
Coeficiente de Gini 39 (2011)
Força de trabalho total 14,3 milhões (2016)
Força de trabalho
por ocupação
agricultura 7,3%, indústria 21,8%, serviços 70,9% (2011)
Desemprego AumentoNegativo 14% (2015)[3]
Principais indústrias petróleo, materiais de construção, processamento de alimentos, têxtil; mineração de ferro, produção de aço e alumínio; montagem de veículos a motor
Exterior
Exportações $43,2 bilhões (2015)
Produtos exportados petróleo, bauxita e alumínio, aço, produtos químicos, produtos agrícolas, manufaturados básicos
Principais parceiros de exportação Estados Unidos 34,6%, Índia 15,1%, China 12,9%, Cuba 5,3% (2014)
Importações 50,35 bilhões (2015)
Produtos importados matérias primas, máquinas e equipamentos, equipamentos de transporte, materiais de construção
Principais parceiros de importação Estados Unidos 24,2%, China 12,1%, Brasil 9,9%, Colômbia 4,3%, Argentina 4,1% (2014)
Dívida externa bruta $109,5 bilhões (2015)
Finanças públicas
Receitas $142,6 bilhões (2014)
Despesas $204 bilhões (2014)
Fonte principal: [[4] CIA World Fact Book]
Salvo indicação contrária, os valores estão em US$

A economia da Venezuela, depois da Primeira Guerra Mundial, de uma essencialmente agrícola para uma economia centrada na produção e exportação de petróleo. Venezuela tem uma economia voltada para a exportação. A principal atividade econômica é a exploração da Venezuela e de refino de petróleo. É a quinta maior economia da América Latina, depois do Brasil, México, Argentina e Colômbia.

O petróleo é responsável por cerca de um terço do PIB, por cerca de 80% das receitas de exportação e por mais de metade do financiamento da administração pública. Os responsáveis venezuelanos estimam que o PIB cresceu 2.7% em 2001. Uma forte subida nos preços internacionais de petróleo alimentou a economia, depois da grave recessão de 1999. A Venezuela participa também da OPEP.

Em 2003 seu coeficiente de Gini foi estimado pela ONU em 48.2, um dos trinta piores resultados no planeta. Alguns países que possuem produção petrolífera muito acima de seu consumo e baseiam sua economia nisso (alguns países árabes por exemplo), costumam ter sua riqueza extremamente mal distribuída e não desenvolvem outros potenciais econômicos pela facilidade demasiada que a extração de petróleo proporciona.[5]

Desde 2013 a situação econômica venezuelana vem se deteriorando, com os índices de inflação subindo vertiginosamente e os medidores do PIB encolhendo. A economia do país entrou em recessão oficialmente em 2014, os salários dos trabalhadores encolheu e o poder de compra da população caiu, puxado pela inflação e pelo desemprego. A nação sofre com a escassez de produtos de subsistência, gerando um caos social. Apesar das medidas tomadas pelo governo socialista do presidente Nicolás Maduro (em continuidade as políticas econômicas de Hugo Chávez), a situação não melhorou com os índices de pobreza e os tamanho da dívida pública (e externa) crescendo de forma alarmante. Vários fatores contribuíram para a forte recessão, como más políticas de Estado, gastos governamentais fora de controle e retração da atividade econômica, puxada principalmente pela queda no valor de commodities (especialmente o preço do petróleo, principal produto de exportação da Venezuela) no mercado internacional.[6]

Século XX[editar | editar código-fonte]

No início do século XX, as principais exportações foram café, cacau, gado, açúcar, tabaco, batata doce, couros bovinos e borracha. Mas, no ano de 1920 é um ponto de viragem na economia venezuelana, a partir daí, as exportações de petróleo ocupam um lugar central. A 19 de junho de 1920 o governo de Juan Vicente Gómez promulga a primeira Lei de Hidrocarbonetos, que impôs um royalty de 15% e também estabeleceu o direito de reverter o Estado venezuelano a metade da área de concessão. Em 1928, a Venezuela se tornou o segundo maior produtor de petróleo e exportador, para chegar a 275 mil barris por dia.[7]

Século XXI[editar | editar código-fonte]

O Presidente Chavez começou em 2003 a canalizar os proventos do petróleo obtidos pela companhia estatal PDVSA para financiar programas sociais. Graças ao crescimento económico do país reduziu substancialmente os níveis de pobreza, as famílias abaixo da linha de pobreza caiu de 54% em 2003 para 27,4% em 2011 e 23.9% em 2013[8] , a extrema pobreza foi reduzida de 25,1% (2003) a 7,3% (2011).[9]

Em 2015, mais de 70 por cento das famílias venezuelanas vive numa situação de pobreza, refere um estudo divulgado em novembro de 2015, um número considerado recorde na história do país. Os dados fazem parte de um estudo elaborado em conjunto pelas universidades Católica Andrés Bello, Central da Venezuela e Simón Bolívar e foram divulgados durante um fórum sobre a situação do país, que tem uma das maiores reservas de petróleo e gás do mundo.[10]

Em 2005 o 68,13% da eletricidade consumida na Venezuela é produzida em usinas hidrelétricas. A estatal Corporación Venezolana de Guayana em Bolívar desenvolvido Raul Leoni Hidrelétrica e Macagua. Com eles, contribuiu com mais de 70% da produção da Venezuela nos últimos anos. De acordo com dados do INE, gerou 99,2 milhões de kWh de eletricidade, produção de energia elétrica da Venezuela foi equivalente a 757 mil barris de petróleo.

No final de 2010, a Venezuela voltou a registar um crescimento económico de 0,6%, no primeiro trimestre de 2011 o país cresceu 4,5%.[11] Em 2012, a economia venezuelana fechou com um crescimento de 5,5%[12] O desemprego caiu para 6,4%. Os setores que mais cresceram foram finance com 32,90%, a construção 16,80%, o comércio com 9,20% e 7,20% das comunicações.[13] Naquele ano, a pobreza caiu 20%. Em 31 de julho de 2012, Venezuela foi incluída como membro oficial do Mercado Comum do Sul (MERCOSUL), os Estados Unidos seguiam como o principal parceiro comercial da Venezuela.[14]

Desde 1999 a dívida pública caiu de 60% ​​para 25%, o PIB da Venezuela triplicou de 90 mil milhões de US $ 300.000 milhões.[15] [16] e houve falta de produtos básicos [17]

Desde 2014, a economia do país está em forte recessão, com a redução da atividade econômica, aumento do desemprego e da inflação, além de um maior endividamento por parte do Estado, que não conseguia colocar suas contas em dia. Como resultado, o PIB encolheu e os índices de pobreza aumentaram. Frente a números tão ruins economia, a oposição venezuelana vem ganhando força e critica com cada vez mais veemência o governo chavista do presidente Nicolás Maduro (que vê uma vertiginosa queda na sua popularidade em decorrência da situação caótica que o país se encontra).[18]

Agricultura[editar | editar código-fonte]

Pecuária na Venezuela

Venezuela produziu 699 mil toneladas de arroz para 1998 e 1080 em 2008[19] Na última década tem havido muitos sistemas de culturas anuais e mecanizadas modernos, tais como os que se especializam em milho, arroz, sorgo, de sésamo, de amendoim, de girassol e algodão. Em 2005, o gado da Venezuela tinha 16.300.000 bovinos, 3,1 milhões de suínos, 530 mil ovinos e aves 110.000.000. Nas planícies estabeleceu uma área próspera de produção intensiva de carne e leite.[20] [21]

Petróleo[editar | editar código-fonte]

Venezuela tem reservas de petróleo significativas no Orinoco, que é considerado o maior acúmulo de petróleo pesado no mundo.[22]

Moeda[editar | editar código-fonte]

A moeda da Venezuela é o bolívar (alusão a Simón Bolívar, prócer da independência de grande parte da América espanhola).No início de 2002, o governo alterou o regime de taxas de juro de um regime indexado para um sistema de flutuação livre, o que fez com que o bolívar desvalorizasse significativamente.

Referências

  1. "Resultados del Índice Nacional de Precios Al Consumidor, Producto Interno Bruto y Balanza de Pagos Cuarto Trimestre De 2015 – Cierre Del Año 2015". Página acessada em 20 de maio de 2016.
  2. "Chamber of Commerce: 80% of Venezuelans are in poverty". Página acessada em 20 de maio de 2016.
  3. http://pt.actualitix.com/pais/ven/venezuela-taxa-de-desemprego.php
  4. «The World Factbook». 
  5. «Venezuela tenta diminuir sua dependência do petróleo - [[O Globo]], 30 de janeiro de 2009.».  Ligação wiki dentro do título da URL (Ajuda)
  6. "Violência e escassez de produtos agravam crise na Venezuela". Página acessada em 20 de maio de 2016.
  7. Lagomarsino Verónica. Las Concesiones petroleras: soberanía de los Petróleos de Venezuela. Biblosec, Caracas, 1999.
  8. http://www.aporrea.org/actualidad/n241247.html
  9. http://www.ine.gov.ve/index.php?option=com_content&view=article&id=376:la-pobreza
  10. «Níveis de pobreza batem recorde na Venezuela». 
  11. "El pib crecio 0.6 en el cuarto trimestre". Página acessada em 27 de feveiro de 2014.
  12. http://globovision.com/articulo/producto-interno-bruto-de-venezuela-cierra-2012-en-55
  13. http://www.elmundo.com.ve/noticias/economia/banca/cifras-claves-de-la-economia-durante-2012.aspx
  14. "U.S. Relations With Venezuela". Página acessada em 7 de janeiro de 2013.
  15. http://www.publico.es/internacional/451816/el-pib-de-venezuela-se-triplico-durante-el-mandato-de-chavez
  16. http://www.publico.es/internacional/451816/el-pib-de-venezuela-se-triplico-durante-el-mandato-de-chavez
  17. Bernardo, Alvaréz Herrera. «El PBI de Venezuela se triplicó durante el mandato de Chávez». Publico.es [S.l.: s.n.] Consultado em 14 de dezembro de 2013. 
  18. "Venezuela’s Lying Statistics". Página acessada em 20 de maio de 2016.
  19. http://www.saber.ula.ve/bitstream/123456789/29605/1/ponencia_fuaz_kassen.pdf
  20. http://www.scielo.org.ve/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1316-03542007000200003&lng=en&nrm=iso
  21. Machado, Carlos y Ponte, Verónica. 2002. Perfil agrícola de Venezuela. En: C. Machado y V. Ponte (ed.). Agronegocios en Venezuela: 287-312. Caracas: Ediciones IESA.
  22. http://www.pdvsa.com/index.php?tpl=interface.sp/design/readmenuprinc.tpl.html&newsid_temas=96


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