Dominó (banda)

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Dominó
Informação geral
Também conhecido(a) como Conjunto Dominó, Grupo Dominó
Origem Osasco,  São Paulo
País  Brasil
Gênero(s) Synthpop, pop, pop rock, teen pop
Período em atividade 1984-2009
Gravadora(s) CBS Discos/Epic (1984-1990)
Sony Music (1992-1993)
Halloween/Polygram (1995)
Paradoxx Music (1997-1999)
RDS (2001)
Via Brasil (2002-2004)
Afiliação(ões) Turma do Balão Mágico, Angélica, Mara Maravilha
Ex-integrantes Afonso Nigro
Nill
Marcos Quintela
Marcelo Rodrigues
(ver outros ex-integrantes)

Dominó foi uma boy band brasileira que teve seu auge nos anos 80 e depois no final dos anos 90. Foi criado pela produtora do apresentador Gugu Liberato. Venderam cerca de 6 milhões de discos no Brasil nos anos 80. A formação original contava com Afonso Nigro, Nill, Marcos Quintela e Marcelo Rodrigues. Os maiores sucessos foram "Ela Não Gosta de Mim", "Companheiro", "'P' da Vida", "Manequim" e "Com Todos Menos Comigo".

Entre 1992 e 1995, o ator e apresentador Rodrigo Faro fez parte do grupo. Com a formação de Rodrigo Phavanello, Rodriguinho, Cristiano Garcia e Héber Albêncio, a banda atingiu a fama nacional em 1997 com a canção "Baila, Baila Comigo" que se tornou um grande sucesso comercial e vendeu mais de três milhões de cópias no Brasil neste período.

História[editar | editar código-fonte]

Primórdios (1984)[editar | editar código-fonte]

Concebido nos moldes da boy band portorriquenha Menudo, apareceu em 1984, com o hit "Companheiro". Ao mesmo tempo em que o Menudo estava estourado no Brasil, o então apresentador do programa Viva a Noite, Augusto Liberato (Gugu), através de sua agência Promoart, resolveu formar uma versão nacionalizada do grupo. Para a formação do grupo, diversos garotos com idades entre 14 e 15 anos realizaram testes nos quais precisavam saber cantar e dançar. Os selecionados foram Affonso Celso Lucatelli Nigro (Afonso Nigro), Lenilson dos Santos (Nill), Marcos Roberto Quintela (Marcos) e Marcelo Henrique Rodrigues (Marcelo). Ainda em 1984, o grupo lançou um compacto pela CBS Discos com duas versões de sucessos do grupo mexicano Timbiriche: "Ela Não Gosta de Mim" e "Companheiro", que foi a primeira música a estourar nas rádios, com direito a videoclipe lançado no programa Fantástico da Rede Globo.[1]

Sucesso internacional e a "dominómania" (1985-1988)[editar | editar código-fonte]

Em 1985, quando o Dominó já era uma febre, o grupo lançou seu primeiro LP pela CBS e vinha com, além das famosas "Companheiro" e "Ela Não Gosta de Mim", a música "Ainda Sou Você", single desse álbum. Além disso, contava com a participação especial do grupo Turma do Balão Mágico nas faixas "Chega Mais um Pouco" e "Fim de Semana". Em 1986, além de ser presença constante em programas de TV, principalmente da TVS, o grupo ganha um especial da emissora em um resort. No mesmo ano o Dominó lança um disco em espanhol e estoura no mercado latino. Esse LP tinha uma regravação da música "Lindo Balão Azul", de Guilherme Arantes. Por aqui, o segundo álbum vinha seguido pelos sucessos "Guerreiros", "Mariá", "Amor e Música" e "Jura de Amor".

Em 1987, o Dominó já tinha três anos de estrada e um enorme sucesso de vendagens, público e crítica. O terceiro LP é o ápice da "dominómania" que assolava o país. Esse disco contou com sucessos como "'P' da Vida", que vendeu muito em seu lançamento, seguido de "Manequim" e "Medusa". Nesse mesmo ano, eles participaram do filme Os Fantasmas Trapalhões juntamente com seu padrinho e empresário Gugu Liberato. Em 1988, o "álbum preto", como é conhecido, mostra uma fase de amadurecimento do grupo e traz músicas de caráter mais reflexivo. Esse LP trouxe os sucessos "Com Todos Menos Comigo", "Bruta Ansiedade" e "As Palavras", com a participação especial de Angélica, na época apresentadora dos programas Clube da Criança e Milk Shake, na Rede Manchete. Nesse mesmo ano o quarteto ainda participou de dois filmes: Os Heróis Trapalhões - Uma Aventura na Selva e Os Trapalhões na Terra dos Monstros, onde cantam a canção "Paraíso". Já venderam cerca de 6 milhões de discos em todo o Brasil.

Saída de Nill, o aparecimento do Polegar e novas formações (1989-1995)[editar | editar código-fonte]

Tudo ia bem até Nill deixar o grupo e partir em carreira solo. A despedida foi no programa Viva a Noite em 19 de outubro de 1989. A Promoart preferiu seguir a carreira do grupo somente com os três integrantes e lançou, em 1990, o quinto LP que vinha acompanhado pelas faixas "Maria", "Felicidade Já" e "Leilão". Porém, desde a saída de Nill, o grupo havia perdido grande parte de sua popularidade e de seu espaço na mídia.

Isso se deve também à formação do grupo Polegar (banda juvenil lançada também pela Promoart Shows). Ao contrário do Dominó, o Polegar não se utilizava de coreografias e sim de instrumentos musicais se destacando por ser a primeira banda juvenil lançada a nível nacional, formada por Alan Frank; Alex Gill; Rafael Ilha e Ricardo Costa.

O grupo Dominó ainda lançou mais um álbum autointitulado em 1992, porém não contava mais com seu principal integrante e vocalista Afonso Nigro, que deixou o grupo alguns meses antes do LP ser gravado. A Promoart e a Sony Music, que havia comprado a CBS Discos, preferiram reativar o quarteto, escolhendo dois novos integrantes: um garoto chamado Ítalo Coutinho[2] e o apresentador do programa infantil ZYB Bom, da Rede Bandeirantes, Rodrigo Faro. O single "Sem Compromisso" foi o único sucesso do álbum, que era cantada por Marcelo Rodrigues e contava com a participação especial da namorada dele na época, a apresentadora do SBT Mara Maravilha. Em seguida veio com "O Que Eu Te Ponho", a música era bem divulgada nas TVs e que teve seu rápido sucesso.

Em 1993, Marcos Quintela deixou o grupo e foi substituído por Fábio.[nota 1] No final do mesmo ano, foi a vez de Marcelo Rodrigues se despedir no programa Sabadão, em que relembrou o antigo sucesso "Manequim". Em seu lugar ficou Valmir. A formação passou a ser com Rodrigo Faro, Ítalo Coutinho, Fábio e Valmir.

Em 1995, surgiu mais uma formação, desta vez com os integrantes Rodrigo Phavanello, Héber Albêncio, Valmir e Ricardo. Foi lançado o álbum Provocante que vinha com o single "Oh! Carol", uma versão da canção de Neil Sedaka.

Sem a Promoart, esquecimento e retorno (1997-2006)[editar | editar código-fonte]

Logo depois do ano de 1992, o grupo caiu no esquecimento, porém em 1997, o grupo reapareceu e voltou a fazer sucesso, graças à canção "Baila, Baila Comigo". Esta formação era composta por Rodrigo Phavanello, Héber Albêncio, Rodriguinho e Cristiano Garcia. O álbum Comvido! vendeu 290 mil cópias na França, ficando em quinto lugar na parada musical[3] e o grupo se apresentou em países como Turquia, Tunísia e Líbano.[4] Essa mesma formação também gravou um álbum chamado Give Me Love em 1999 e nesse mesmo ano gravou um videoclipe na Jordânia, da canção "Diz Que Sim", desse mesmo álbum.

Em 2001, com a saída de Rodrigo Phavanello, quem entrou no grupo foi Klaus Hee, foi então que o grupo gravou o álbum La bomba e como o nome já diz o single "La bomba", foi o carro chefe e gravada em espanhol, música que no Brasil também foi gravada pela banda Braga Boys, mas em português.

Após alguns anos sumidos, o grupo voltou em 2003 com novos integrantes e nova proposta, porém não pertencendo mais à Promoart. O empresário apenas pagava o direito pelo uso da marca Dominó a Gugu. A formação foi composta por Maike Eversong, Ricky Fell, Diego Pompeu e Leandro Lemos. Depois saiu Maike Eversong (em 2002) e entrou dois integrantes Julio Rua (cover oficial do Backstreet Boys), ficou conhecido nos anos 1999 a 2002, fazendo shows em todo Brasil e abrindo show dos Backstreet Boys, fazendo algumas apresentações na TV e o ex-modelo e ator Arthur Cezar. O grupo apareceu algumas vezes em programas de televisão, como é o caso do Domingo Legal, do SBT, em julho de 2003, e dos programas Superpop e Bom Dia Mulher, na RedeTV!. As músicas eram compostas pelos integrantes e os singles foram "Coração Parou" e "Baby", mas o sucesso não durou muito tempo. Porém essa formação foi considerada pela produtora como a última formação oficial do grupo Dominó e as seguintes, somente como fase de testes.

DMO e mais mudanças na formação (2008-2009)[editar | editar código-fonte]

No ano de 2008 os ex-integrantes Arthur Cezar, Leandro Lemos, Alexandre Albertoni; e o novo membro Isaac resolvem formar um novo grupo chamado DMO.[5] O grupo não durou e acabou. Anteriormente em 2007, Alexandre Albertoni (que é primo da modelo e apresentadora Gianne Albertoni[6]) posou para a revista G Magazine.[7]

Em fevereiro de 2008 houve uma nova seleção para escolher os novos integrantes no Rio de Janeiro e escolheram os cariocas Rafael Pires, Vinícius, Thalis e Jojo para integrar a nova formação. Eles ficaram dividindo um apartamento na Barra da Tijuca e ensaiando e gravaram o primeiro álbum que teria quatro canções inéditas e oito regravações da primeira formação. Mas essa formação foi considerada como uma fase de testes pela produtora e não prosseguiu. Em março, o cantor Rafael Pires sofre um sequestro relâmpago e depois é solto; na época a notícia repercutiu nas emissoras de TV.

Segundo o jornal O Globo, o grupo iria até abril de 2008 se apresentar no programa Domingo Legal (do SBT) com o Afonso Nigro e o Rodriguinho, mas depois não se tem notícias do grupo.[8]

No final de 2008 fizeram o show de lançamento da nova formação na festa agropecuária ExpoBauru-SP para mais de 60 mil pessoas. O grupo lançado pelo SBT contava com os integrantes João Paulo Damazio, Leandro Naiss, Rachid Camargo e Thiago Ruffineli.[9] O grupo se desfez em 2009.

Vida após Dominó[editar | editar código-fonte]

Depois que saiu do grupo em 1992, seguiu carreira solo e trabalhou com artistas latino americanos. Ainda nos anos 90, participou das novelas Colégio Brasil e Estrela de Fogo. Em 2001 fez um projeto chamado Rock 80 com Leo Jaime, Roger Moreira, Kiko Zambianchi, Paulo Ricardo, Kid Vinil, Paulo Miklos, entre outros. Entre 2002 e 2006 fez musicais e depois virou jurado dos programas Cantando no SBT (em 2011) e Ídolos Kids (entre 2012 e 2013). Afonso se tornou produtor musical e fez trilhas sonoras para o SBT.[10]

  • Marcos Quintela

Foi empresário da apresentadora Eliana, sua ex-namorada.[11] Marcos foi nomeado em 2010 presidente da Young, agência de publicidade de Roberto Justus, e continua no cargo atualmente.[12] É casado e tem três filhos.[13]

  • Nill

Nill se tornou advogado e professor de direito. Também é pastor em Curitiba, Paraná formado em Teologia. Ele viaja pelo país pregando o evangelho juntos de seus irmãos, Bruno e Lidiane.[14][15] Na carreira solo, lançou um single chamado "O Primeiro" e os álbuns Fugi de Casa (1990), Com Amor (1996), Nill (1998) e Uma História (2001). Tem um livro intitulado Nill: Nova Vida ao Lado do Senhor. Depois que saiu do grupo, ainda participou de mais dois filmes dos Trapalhões, Uma Escola Atrapalhada (1990) e Os Trapalhões e a Árvore da Juventude (1991).

  • Marcelo Rodrigues

Marcelo tem uma empresa de transportes e mora em Orlando, Flórida.[10][16]

Formou-se em rádio e televisão em 1994.[17] Depois fez diversas novelas, a maioria na Rede Globo, até virar apresentador de TV na Rede Record.

  • Ítalo Coutinho

Viajou para a Europa para seguir carreira solo. Integrou-se no grupo Brasil Tropical na Inglaterra e depois foi para a Itália, onde criou sua própria companhia, a Ítalo Show. Já na França, ele fez parte do grupo Badegança como vocalista.[2][18] Em janeiro de 2014, em uma entrevista para o site Pure People, Ítalo assume sua homossexualidade e disse que iria lançar um álbum de música sertaneja.[19]

Depois de ter passado pelo grupo, Rodrigo se tornou ator e seu primeiro papel na televisão foi o Roberval da novela Alma Gêmea da Rede Globo.[20]

  • Klaus Hee

Antes de entrar no grupo Klaus Já foi assistente de palco do programa Passa ou Repassa no SBT nos anos de 1995 a 2000, e também era modelo, posou para a revista G Magazine nos anos de 2004 e 2006. Ele formou uma banda na época chamada Kilometro Cúbico (KM3), que tocava covers dos anos 80 e 90.

  • Ricardo

Formou uma dupla sertaneja em 2000 com Vander Ávila, seu amigo de infância. A dupla se chama Wander & Ricardo.[21]

  • Maike Eversong

Maike é coreógrafo e produtor musical. Já foi candidato na segunda temporada do programa Ídolos e tem um álbum solo lançado em 2006. Depois se afastou da carreira artística para se dedicar ao esporte, mas voltou a ser cantor em 2011.

  • Arthur Cezar

É ator, ex-modelo e cantor paraense. Após sair do grupo, voltou a atuar e começou a dirigir peças de teatro. Também é fotógrafo, atualmente está em produção de seu primeiro CD solo na carreira com músicas autorais, além de dirigir a empresa Boulevard Produções, produtora de shows e superproduções musicais de São Paulo.

  • João Paulo Damázio

Já foi modelo antes de entrar no grupo e depois da última formação ter acabado, começou a trabalhar como bancário em Sorocaba, São Paulo. Ainda faz eventuais trabalhos para agências como modelo.[22]

Na cultura popular[editar | editar código-fonte]

Integrantes[editar | editar código-fonte]