Torcida Verde

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A Torcida Verde é uma claque apoiante do Sporting Clube de Portugal que foi formada em 11 de Novembro de 1984, e reconhecida oficialmente pelo clube em 1988.

História[editar | editar código-fonte]

A conjuntura que antecedeu a formação das claques em Portugal, transmitia a ideia generalizada de ser o Brasil o "país das Torcidas", a única realidade conhecida no nosso país em termos de claques organizadas[carece de fontes?]. No próprio Sporting, o grupo impulsionador "Vapores do Rêgo", conhecia origens "sambistas".

As origens "sambistas" datam do inicio dos anos 70. A claque na época era formada por estudantes brasileiros residentes em Lisboa (na sua maioria estudantes de Medicina) e residentes no Bairro do Rego em Lisboa (ao lado do Hospital de Santa Maria onde estudavam) daí o nome da banda, VAPORES DO REGO.

Acompanhavam o Sporting Club de Portugal, não só no Estádio Jose Alvalade, mas, também pelo pais fora.

Ficaram celebres os famosos "autocarros verdes", "comboios verdes" e até os "aviões verdes".

O último "avião verde" em que os VAPORES DO REGO viajaram, foi quando o Sporting se deslocou a Magdeburg (na época Alemanha de Leste). Essa viagem ficou famosa porque, no regresso, ficaram retidos em Madrid devido ao celebre 25 de Abril de 1974 e tinha dado inicio a "Revolução dos Cravos". O regresso só foi possível, por via terrestre "autocarro verde" e pela fronteira de Badajoz.

Aparecidos em 1983, mas devido ao grande número de grupos de apoio existentes no clube na altura, aceitaram um convite da Juventude Leonina para se juntarem. A experiência não resultou e juntaram-se então à "Força Verde". Mais uma vez, esta experiência fracassou e em 11 de Novembro de 1984, formaram um grupo autónomo.

Conquistaram o seu espaço próprio, sempre presentes em diferentes actividades como voleibol, basquetebol, andebol, atletismo e claro, futebol. Através destas iniciativas, o Sporting Clube de Portugal reconheceu o seu trabalho e em 1988 como grupo oficial de apoio ao clube.

Ecletismo Verde & Branco[editar | editar código-fonte]

A Torcida Verde destaca-se pelo trabalho na defesa do ecletismo dentro do Sporting, enquanto bandeira do Ideal de Francisco Stromp.

A defesa das modalidades, em paralelo com a defesa de atletas míticos e figuras histórias do Clube, não apenas da modalidade rei mas também do Hóquei em Patins, do Atletismo, do Andebol e muitas outras, transforma a Torcida Verde num dos últimos baluartes do genuíno ideal leonino.

O Grupo Ultra Sportinguista está habitualmente nas bancadas a apoiar o Andebol, o Futsal e o Hóquei em Patins, modalidades que sobreviveram ao Projecto Roquette no final da década de 90.

Direitos dos Adeptos[editar | editar código-fonte]

Outra das áreas de intervenção é o Futebol Negócio. A denúncia dos nefastos interesses dos empresários, da influência negativa da Pay TV nos horários dos jogos, os preços proibitivos dos bilhetes de futebol e outros temas relacionados com o Futebol Moderno, são alguns dos assuntos abordados pela Torcida Verde

Por outro lado, o Grupo denuncia o fosso criado entre os dirigentes e os futebolistas, que pautam a sua actividade por interesses comerciais e os adeptos, que vivem os clubes com paixão. Duas realidades antagónicas, que têm destruído a vertente popular do desporto rei.

Para a história fica a faixa "Liga: Regulamentem o preço dos bilhetes" que durante a época 2001/2002 percorreu todos os estádios de Portugal.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]