Usina Hidrelétrica de Salto Caxias

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Usina Hidrelétrica de Salto Caxias
Nome oficial Usina Hidrelétrica Governador José Richa
Localização
Rio Iguaçu
Localização Capitão Leônidas Marques
Nova Prata do Iguaçu
Dados gerais
Inauguração 26 de Março de 1999
Características da barragem
Altura 67 m
Comprimento 1,083 m
Capacidade de geração 1,240 MW
Unidades geradoras 4
Reservatório
Área alagada 131 km km²
Construção
Início de construção 1995
Término da construção 1999
Período de construção 1995-1999
Custo R$ 1 bilhão
Operação e distribuição
Empresa operadora Copel
Empresa distribuidora Copel
Website Usina Hidrelétrica de Salto Caxias

A Usina Hidrelétrica Governador José Richa, mais conhecida como Usina hidrelétrica de Salto Caxias é uma usina hidrelétrica brasileira construída no trecho final do Rio Iguaçu, entre os municípios de Capitão Leônidas Marques e Nova Prata do Iguaçu, distantes cerca de 400 quilômetros da capital Curitiba, no estado do Paraná.

Foi inaugurada no dia 26 de março de 1999 e teve um custo final de R$ 1 bilhão.[1] Possui uma capacidade de 1.240 MW de potência instalada, suficiente para abastecer uma cidade de 4 milhões de habitantes e assegurando ao Estado o fornecimento de energia vital para novos planos de expansão industrial. Foi a primeira usina brasileira a seguir toda a legislação ambiental[carece de fontes?] e a primeira a ter indenizado todas as propriedades um ano antes de formar o seu reservatório.[1]

História[editar | editar código-fonte]

Estudos iniciais previram a construção de duas usinas: Salto Caxias Baixo e Cruzeiro. Contudo, em 1978, a Copel realizou uma reavaliação, concluindo ser economicamente mais vantajoso o aproveitamento do trecho Salto Osório / Salto Caxias em uma única usina / Salto Caxias Alto, englobando o projeto Cruzeiro e eliminando a Usina Julio de Mesquita Filho, na foz do Rio Chopim. Depois de muitos estudos, as obras de construção da usina se iniciaram em 1995 e ela começou a operar em 1999.

Desde a fase de planejamento e de estudos preliminares de Salto Caxias, a Copel dedicou máxima atenção aos impactos decorrentes de sua construção. O Relatório de Impacto Ambiental da Usina de Salto Caxias foi previamente debatido com a população e aprovado, e resultou na implantação de 26 programas voltados para a compensação dos efeitos ambientais da obra. Ao mesmo tempo, também ajudou a melhorar a qualidade de vida da população atingida.

Indenizações e legislação ambiental[editar | editar código-fonte]

A U.H de Salto Caxias foi a primeira usina brasileira a seguir toda a legislação ambiental e a primeira a ter indenizado todas as 600 famílias um ano antes de formar seu reservatório. A indenização foi concluída em julho de 1997, com o pagamento de R$ 45 milhões pelas 1.108 propriedades (23.128 hectáres) que foram alagadas. Dos 26 programas de natureza ambiental e social desenvolvidos a partir do Relatório de Impacto Ambiental (Rima), 19 visaram o reassentamento das famílias que residiam e trabalhavam nas áreas alagadas. Ao todo, foram beneficiadas cerca de 2.800 pessoas. Neste programa de reassentamento, que é considerado um modelo de reforma agrária, o governo paranaense investiu R$ 95 milhões.

Os agricultores, pequenos proprietários de terras, arrendatários, meeiros, parceiros e trabalhadores rurais, que ocupavam a área hoje alagada, foram instalados em terras que eles mesmos ajudaram a escolher. Outras 425 famílias optaram por receber cartas de crédito.

A empresa de energia adquiriu l0 áreas, num total de 18.590 hectares, nos municípios de Cascavel, Ibema, Catanduvas, Campo Bonito, Três Barras do Paraná, Boa Esperança do Iguaçu e Nova Prata do Iguaçu. Nenhuma das áreas está distante mais de l50 quilômetros do ponto de origem das famílias. Nas terras foram implantadas estradas internas, construídas moradias, galpões e paióis, preparado o solo para o plantio, instaladas redes de água e energia elétrica, e edificadas estruturas comunitárias.

Infra estrutura Municipal[editar | editar código-fonte]

A Copel investiu R$ 17,8 milhões em obras de melhoria dos setores de saúde, educação, segurança, sistema viário, rural e de turismo nos nove municípios que tiveram terras submersas pelo lago da Usina de Salto Caxias. Os investimentos integram o Pró-Caxias, o projeto de desenvolvimento integrado e auto-sustentável dos municípios em torno do reservatório da hidrelétrica. Além do Pró-Caxias, a Copel implantou outros 26 programas indicados pelo Relatório de Impacto Ambiental da obra, num investimento de R$ 250 milhões, ou 25% do custo total da usina, de R$ 1 bilhão. O projeto Pró-Caxias começou em dezembro de 1997 e é uma parceria entre a Copel e o Sebrae. O seu principal objetivo foi identificar as potencialidades dos nove municípios e apoiar o potencial da região com investimentos e estudos técnicos, além de financiar a construção de 22 barracões industriais nos nove municípios e destinar outros R$ 850 mil para os Fundos de Desenvolvimentos Municipais.

O Lago[editar | editar código-fonte]

Pela primeira vez na história do setor energético brasileiro, uma hidrelétrica teve perfeitamente resolvida a questão das desapropriações mais de um ano antes de o seu reservatório começar a ser formado[carece de fontes?].

O Programa de Desapropriações da Copel para a área de ocupação do lago de Salto Caxias foi concluído em julho de 1997, depois de indenizar 1.108 propriedades, total ou parcialmente atingidas. O lago, com 131 km² de superfície, começou a ser formado no dia 6 de outubro de 1998, e na noite de 20 de novembro atingiu, pela primeira vez, sua capacidade máxima de acumulação.

A Barragem[editar | editar código-fonte]

Com 67 metros de altura, 1,083 metros de comprimento e 912,000 m³, a barragem da Usina Hidrelétrica Governador José Richa, do tipo gravidade em CCR (Concreto compactado a rolo) é a maior da América do Sul e a 8ª barragem de CCR em volume do mundo.[1] O CCR leva em sua composição baixa quantidade de cimento e é utilizado basicamente na edificação do corpo da barragem. As áreas onde há contato e atrito com a água são revestidas com Concreto Convencional (CCV), também utilizado em toda a construção da casa de força.

Unidades geradoras[editar | editar código-fonte]

Produção de energia
Ano Número de
unidades instaladas
MWh
03-1999 0–1 310
06-1999 0–2 620
08-1999 0–3 930
18-10-1999 0–4 1,240
Total 4 1,240 MW

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c «"Salto Caxias garante energia para 4 milhões"». Revista Cidades do Brasil. Consultado em 8 de agosto de 2008  Erro de citação: Código <ref> inválido; o nome "lifecycle" é definido mais de uma vez com conteúdos diferentes

Ligações externas[editar | editar código-fonte]