Utrecht

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Utreque

Utrecht

  Cidade  
A torre do Domo e a Buurkerk ("igreja vizinha")
A torre do Domo e a Buurkerk ("igreja vizinha")
Bandeira de Utreque
Bandeira
Selo de Utreque
Selo
Localização de Utreque
Administração
 - Prefeito Jan van Zanen (VVD)
Área
 - Total 99,21 km²
 - Terra 94,33 km²
 - Água 4,88 km²
População
 - Total 335 089
    • Densidade 3 552 hab./km²
Fuso horário GMT+1
Código postal 3450–3455, 3456
3500–3585
Sítio www.utrecht.nl
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Utreque[1] (Utrecht em neerlandês) é a capital e a cidade mais populosa da província homónima, nos Países Baixos. É a quarta mais populosa cidade do país, com mais de 335 000 habitantes. Situa-se no centro do país, próximo de um ramal do rio Reno. Por causa da sua locação central no país, a cidade é um importante de tráfego, tanto o rodoviário como o ferroviário.

Historicamente, Utreque foi uma das primeiras verdadeiras cidades dos Países Baixos. É conhecida internacionalmente pelos canais, com os seus cais característicos, e pela torre do Domo, com 112 metros de altura, a torre de igreja mais alta do país. Em 1808, a cidade serviu como a capital do Reino da Holanda.

Nesta cidade, encontra-se a Universidade de Utreque, uma das mais prestigiadas da Holanda.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Vista sobre Utreque desde a torre do Domo

O nome Utrecht vem do nome latino Trajeto (em latim: Traiectum), que foi dado ao local onde se podia atravessar o rio Reno.[2][3] A cidade tem vários cognomes, entre os quais Domstad (em português: Cidade do Domo), Utreg (no dialecto local da cidade) e Utca.

Gentílico[editar | editar código-fonte]

Na língua holandesa, um habitante da cidade de Utreque chama-se Utrechter e não Utrechtenaar,[4][5] porque o último termo associa-se a um caso de homossexualidade no século XVIII: atrás do catedral do Domo, havia um local onde os homossexuais se encontravam em segredo. Quando a Igreja Católica descobriu o local, as pessoas envolvidas foram condenadas à morte e a palavra Utrechtenaar, que se referia aos habitantes da cidade, passou a designar depreciativamente os homossexuais.

História[editar | editar código-fonte]

Embora existam vestígios de ocupação humana na região desde a Idade da Pedra, convencionou-se relacionar a fundação da cidade com a construção do castelo (fortificação) romano no local da atual praça do Domo, no Centro da cidade, em 50. A fortificação fez parte da linha de proteção da fronteira norte do Império Romano, os chamados limes. O castelo foi reconstruído quatro vezes entre 50 e 270. Depois que os Romanos se foram, os Frísios e os Francos lutaram para tomar posse da fortificação por muito tempo.

Em 690, o missionário e bispo anglo-saxão Vilibrordo construiu um centro espiritual com duas igrejas, às quais, mais tarde, adicionou-se mais uma. A igreja do Domo, dedicada a São Martinho de Tours, tem origem numa destas três igrejas. A partir do século XVIII, o bispo teve uma sede em Utreque e, assim, a cidade assumiu o papel de centro religioso dos Países Baixos. Também foi a capital do principado episcopal de Utreque.

Escritura de 2 de junho de 1122 em que o imperador Henrique V confirmou os direitos de cidade de Utreque.

Em 2 de junho de 1122, Utreque recebeu os direitos de cidade do imperador Henrique V. O bispo perdeu muita influência sobre a cidade enquanto os cidadãos tiveram mais influência. No mesmo ano ainda, começou-se a construção de um muro que rondava a cidade e também do Oudegracht, o canal antigo.

A partir do século XII, dois regentes vizinhos ganharam mais influência, enquanto a do bispo de Utreque diminuiu. Os condados de Holanda e Gelre tentaram conquistar a cidade e o principado. Na cidade, formaram-se dois partidos: um favorecia o condado de Holanda e o outro o condado de Gelre. Durante os séculos seguintes, estes dois partidos lutaram um contra o outro muitas vezes. Apesar da luta entre os dois partidos, Utreque permaneceu a maior e mais florescente cidade dos Países Baixos no século XIII]. A construção da Igreja do Domo gótica começou em 1254 e seguiu o exemplo das grandes catedrais francesas.

Vista do século XVII de Utreque, por Joost Corneliszoon Droochsloot.

Nos séculos XVI e XVII, Utreque teve um papel importante na pintura holandesa com a Escola de Utreque. Os pintores mais famosos de Utreque são Jan van Scorel, Joachim Wtewael, Abraham Bloemaert, Paulus Moreelse, Hendrick ter Brugghen, Gerard van Honthorst, Dirck van Baburen, Cornelis van Poelenburch, Jan Both e Jan Baptist Weenix.

A partir da Alta Idade Média até ao início do século XIX, houve várias mudanças no poder na cidade, entre as quais as mudanças da reforma protestante, as corporações de ofício e as ocupações pelos espanhóis e pelos franceses. A Universidade de Utreque foi estabelecido na primeira metade do século XVII. Nos séculos mais recentes, a cidade tem crescido muito, especialmente depois da Segunda Guerra Mundial, e é agora a quarta mais populosa cidade dos Países Baixos.

Economia[editar | editar código-fonte]

Utreque é centro de comunicações fluviais e terrestres e possui indústrias de tabaco, produtos químicos, cervejas, almofadas e tecidos de algodão.

Monumentos[editar | editar código-fonte]

Os principais monumentos da cidade são:

  • A Domkerk, a igreja do Domo; o maior catedral da cidade com a famosa Torre do Domo
  • Catedral de Santa Catarina, de estilo gótico, construída em 1521
  • A Sint Janskerk ("igreja de são João", de 1020)
  • A Universidade de Utreque
  • Casa da Moeda e outros edifícios

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima de Utreque é classificado como oceânico, similar a praticamente todas as localidades dos Países Baixos.

Gráfico climático para Utreque
JFMAMJJASOND
 
 
69
 
4
-1
 
 
48
 
6
-1
 
 
66
 
9
1
 
 
53
 
13
3
 
 
61
 
17
7
 
 
71
 
20
10
 
 
76
 
22
12
 
 
71
 
22
12
 
 
66
 
19
9
 
 
74
 
13
7
 
 
81
 
9
3
 
 
84
 
6
1
Temperaturas em °CPrecipitações em mm
Fonte: The Weather Channel

Referências

  1. Villar 1989, p. 303.
  2. «Domplein schatkamer, Binnenstad 5.9 Water». Robeheer (em holandês). Consultado em 19 de fevereiro de 2016. 
  3. «Het Utrechts Archief» (em holandês). Het Utrechtsarchief. Consultado em 19 de fevereiro de 2016. 
  4. «Nicoline van der Sijs, Chronologisch woordenboek». DBNL (em holandês). Consultado em 19 de fevereiro de 2016. 
  5. «Utrechter, Utrechtenaar». NRC (em holandês). Consultado em 19 de fevereiro de 2016. 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Villar, Mauro (1989). Dicionário contrastivo luso-brasileiro. Rio de Janeiro: Editora Guanabara