William Silvio Modesto

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
William Silvio Modesto
Nascimento 8 de março de 1953
São Paulo
Morte 23 de fevereiro de 2008 (54 anos)
Guarulhos
Cidadania Brasil
Ocupação futebolista
Causa da morte tuberculose

William Silvio Modesto, o Bio (Araraquara, 8 de março de 1953Guarulhos, 23 de fevereiro de 2008) foi um futebolista brasileiro. Atacante central, caracterizado pelo corpo forte e pelo seu estilo 'afro', destacou-se não só no Brasil, onde jogou pelo Palmeiras e pela Ferroviária, mas fora dele, em especial na Espanha, onde jogou pelo Terrassa e pelo Barcelona.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Depois de se destacar no futebol de salão desde cedo, foi levado à Ferroviária, no fim da década de 1960. Em 1971, já no time principal, após enfrentar o Palmeiras, teria encantado o então técnico da equipe paulistana, Osvaldo Brandão, que insistiu na sua contratação. No Palmeiras Bio pôde atuar ao lado de Dudu, Ademir da Guia, Leivinha, César Maluco, Leão, e do ex-companheiro de Ferroviária, Nei, e foi campeão brasileiro de 1972.[1] Também disputou com a equipe o Troféu Ramón de Carranza, na Espanha, onde chamou a atenção dos clubes europeus e foi contratado pelo futebol da Bélgica. Posteriormente, foi para Portugal, onde jogou pelo Vitória de Setúbal, e de lá para a Espanha, mais especificamente, no Terrassa FC - de onde foi para o Barcelona. Foi levado para este depois que o então técnico, o holandês Rinus Michels, e o principal astro do time, Johan Cruyff o viram jogar, numa partida entre as duas equipes, e indicaram à direção do clube a sua contratação.[2] Disputou 25 jogos com a camisa do Barça, e marcou sete gols com a camisa azul-grana, o mais importante na disputa de pênaltis contra o Anderlecht que permitiu ao Barcelona chegar à final da Recopa, vencida em Basileia diante do Fortuna, de Düsseldorf, em maio de 1979.

Além de sua passagem pelo Barcelona, onde conquistou diversos títulos - como a Copa do Rei e a Recopa - também passou por outros clubes da Espanha, como o Espanyol, o Sabadell, o Málaga e o Almería, retornando novamente ao Terrassa novamente. Com a carreira em declínio, ainda passou por diversos clubes catalães de expressão local, como o Aguila, o Sant Boi, o Polvoritense, o Collbató, o Can Jofresa e o Espluguenc, antes de retornar ao Brasil.[2] A decadência, segundo ele próprio, teria sido causada por seus excessos, especialmente na vida boêmia, e na falta de capacidade de administrar a fama e o dinheiro adquiridos. Deixou esposa e o filho, Jonathan (que atualmente joga em Tortosa, na Espanha), na Europa, e retornou ao Brasil.[1]

Decadência e morte[editar | editar código-fonte]

De volta ao Brasil, passou por uma situação econômica difícil, que o levou a ser morador de rua e trabalhar com empregos temporários, como aulas de futebol.[1] Contava com a ajuda de um grupo de amigos, o "Grêmio Esportivo 33", com quem se reunia para jogar futebol, e recebeia 400 euros por mês da Associação dos Veteranos do Barcelona.[2] Foi internado em São Paulo devido a problemas pulmonares (uma tuberculose), falecendo em 23 de fevereiro de 2008.

Sua morte foi manchete em jornais espanhóis e, no jogo Espanyol 2 x 1 Mallorca, em 16 de março de 2008, observou-se um minuto de silêncio em sua homenagem, assim como no jogo Barcelona 5 x 1 Levante - onde a foto de Bio ficou estampada no telão do Camp Nou.[1]

Referências

  1. a b c d Viviani, Tetê (25 de fevereiro de 2009). «Bio, do estrelato ao triste anonimato». Ídolos. Associação Ferroviária de Esportes Araraquara - página oficial. Consultado em 22 de abril de 2009 
  2. a b c A., R. (25 de janeiro de 2008). «Bio, un ariete que dejó huella en el Barcelona». El Pais (em espanhol). Consultado em 22 de abril de 2008