Acróstico

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

Os acrósticos são formas textuais onde a primeira letra de cada frase ou verso formam uma palavra ou frase. Podem ser simples, com frases ou palavras que não tenham ligação entre si ou podem mesmo ser o encerramento de uma poesia

Eis um exemplo de acróstico simples

Verdes
Iguais
Desejamos
Amar

Outros acrósticos são famosos, como por exemplo o Hino nacional dos Países Baixos, composto por 15 estrofes, onde a primeira letra de cada estrofe forma o nome "Willem van Nazzov" (Guilherme de Nassau).

Exemplo de Acróstico em poesia.

Sou em você o ser mais completo e mais perfeito
Uma combinação como se nunca estivéssemos separados
Ying e Yang girando até não se ver a distinção
Amantes autofágicos em nós mesmos inebriados
Nascidos a cada instante, a cada pulsar do coração,
Esquecidos do mundo, em nossos corpos entrelaçados.

Insistindo em ser eterno, nosso amor infinito
Não foi por acaso que nos reencontramos, mas
Foi por castigo por termos nos deixado a
Intensidade de tudo que sentimos agora.
Não me lembrava mais o que era a paixão
Inexpressivos estavam meus sentimentos
Também era inexpressiva para mim a solidão
Agora uma algoz me matando de saudades
Mata-me como se fosse uma falta de ar
E só a sua voz me faz de novo respirar
No silêncio da noite, tenho só a memória
Tenho a lembrança de cada detalhe e cada som
Então durmo sonhando com você, num sonho bom.

Muitos foram os caminhos que seguimos até agora
Incontáveis foram os amores que tivemos e esquecemos
Nada do que ficou para trás irá tirar a nossa glória
Hoje começamos uma nova vida, ainda que recomecemos.
Aqui se inicia a melhor parte da nossa história.

O texto acima forma a frase "Suyane infinitamente minha", que pode finalizar ou iniciar a leitura da poesia.

Outro exemplo de acróstico:

Mañanita de radiante sol
Acunando ensueños de tierna niñez
Rie princesita,rie con el viento...rie con el sol
Imitando el canto de algun ruiseñor
Alegra tus diaz ,contagia tu felicidad

O poema abaixo costuma ser atribuído a Fagundes Varela.

Oh! Excelso monarca, eu vos saúdo!
Bem como vos saúda o mundo inteiro,
O mundo que conhece as vossas glórias.
Brasileiros, erguei-vos e de um brado.
O monarca saudai, saudai com hinos.
Do dia de dezembro o dois faustoso,
O dia que nos trouxe mil venturas!
Ribomba ao nascer d'alva a artilharia.
E parece dizer em tom festivo:
Império do Brasil, cantai, cantai!
Festival harmonia reine em todos;
As glórias do monarca, as vãs virtudes.
Zelemos decantando-as sem cessar.
A excelsa imperatriz, a mãe dos pobres.
Não olvidemos também de festejar.
Neste dia imortal que é para ela
O dia venturoso em que nascera
Sempre grande e imortal, Pedro II.

==
==