Almodis de la Marche

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Almodis de la Marche
Nascimento 990 ou c. 1020
Morte 16 de outubro de 1071
Nacionalidade França Francesa
Progenitores Mãe: Amélie de Montignac
Pai: Bernardo I de La Marche
Raimundo Berengário I de Barcelona e a sua esposa, Almodis de la Marche.[1]

Almodis de la Marche (c. 1020 - 16 de Outubro de 1071) era filha do conde occitano Bernardo I de La Marche, Conde de La Marche (cujos pais eram descendentes de Carlos Magno) e de sua esposa, Amélie de Rasés.

Ela se casou com Hugo V de Lusignan por volta de 1038. Tiveram dois filhos e uma filha:

  • Jordão de Lusignan
  • Mélisende de Lusignan (n. antes de 1055), que se casou antes de 1074 com Simão I "o Arcebispo".

Almodis e Hugo de Lusignan divorciaram-se por consanguinidade, e Hugo fez com que ela se casasse com o Conde Pons de Toulouse em 1040. Estes tiveram vários filhos, incluindo:

Este matrimônio durou cerca de dez anos, até que o conde de Barcelona Raimundo Berengário I a raptou , em Narbona, com a ajuda de uma frota de navios enviada por seu aliado, o emir muçulmano de Tortosa, e, apesar de os cônjuges de ambos ainda estarem vivos, Raimundo se casou com ela 1052, repudiando a sua segunda esposa, a condessa Branca. O casal apareceu com seus filhos gêmeos no ano seguinte. Branca apelou ao Papa e conseguiu o apoio da avó de Raimundo Berengário, a condessa Ermesenda, obtendo de Vítor II a excomunhão para Raimundo e Almodis, fato que provocou uma guerra que não se resolveu até o final de 1057. A excomunhão de ambos se manteve até 1065. O casal teve quatro filhos:

Sepulcros de Raimundo Berengário I e Almodis de la Marche. Catedral de Barcelona.

Almodis manteve contato com os ex-maridos e os filhos dos primeiros casamentos. Em 1066/1067 ela foi a Toulouse para assistir o casamento de sua filha. Poucos anos antes, em 1060, Hugo V de Lusignan tinha se revoltado contra seu senhor, o duque Guilherme VIII da Aquitânia, em apoio ao filho de Almodis, Guilherme IV de Toulouse. Seus filhos se apoiavam uns aos outros em campanhas militares. Hugo VI de Lusignan, Raimundo IV de Toulouse e Berengário Raimundo - todos foram Cruzados.

Almodis presidia, tal como Ermesinda de Carcassonne, a julgamentos e os juízes prestavam-lhe juramentos de fidelidade. Desenvolveu uma prática ativa como pacifista e uma política diplomática, governando juntamente com o seu marido um estado feudal. [2]

Seu terceiro marido, Raimundo tinha um filho de um casamento anterior, Pedro Raimundo, que era seu herdeiro. Pedro aparentemente se ressentia da influência de Almodis e acreditava que ela estava manobrando para que seus dois filhos fossem os sucessores de Raimundo Berengário. Pedro acabou por matar a madrasta em outubro de 1071 e, por esse crime, foi deserdado e exilado, deixando o país. Quando seu pai morreu, em 1076, Barcelona foi dividida entre os gêmeos Berengários Raimundo e Raimundo Berengário, os filhos de Almodis. Um novo assassinato ocorre na família, quando Berengário Raimundo mata seu irmão gêmeo, ganhando o cognome de "o fratricida".

Fontes[editar | editar código-fonte]

Notas[editar | editar código-fonte]

  1. Charles Julian Bishko (1968-9), "Fernando I and the Origins of the Leonese-Castilian Alliance with Cluny," Studies in Medieval Spanish Frontier History (Variorum Reprints), 40.
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