Alto Peru
[editar] A ocupação portuguesa no Alto Peru
Ocupação ocorrida na Região do Alto Peru (atual Bolívia) entre os meses de Jullho-Dezembro de 1822, que mobilizou as tropas reais portuguesas estacionadas na Capitania do Mato Grosso e que ocuparam os três departamentos do Alto Peru: La Paz, Santa Cruz de La Sierra e o chamado Departamento Marítmo (Deserto de Atacama).
[editar] História da Ocupação
Em 1821, o Império colonial espanhol na América estava se esfacelando por causa da ocupação napoleônica na Espanha, e as tropas dos generais Bolívar e Sucre, que já tinham libertado a Venezuela, Colômbia e Equador, já estavam se aproximando da Região do Alto Peru.
Com medo da carnificina que as tropas libertárias poderiam causar na população local, em junho de 1822, os três governadores dos departamentos do Alto Peru se reuniram em Cuiabá (Capitania do Mato Grosso/Brasil) e pediram ao governador que tome partido junto ao príncipe regente (futuro D. Pedro I ) para que ocupe o território em favor do Reino Unido do Brasil, Portugal e Algarves. Era melhor (pensavam os governadores) ser ocupado por uma nação de caráter monárquico do que se aventurar numa frágil e incerta república.
De imediato, em julho daquele ano, o governador de Mato Grosso enviou para o Alto Peru as tropas estacionadas na capitania, estas tropas fecharam as fronteiras e impediu o avanço das tropas libertárias no Peru, e em carta, o governador (de Mato Grosso) enviou ao príncipe regente o a proposta das autoridades locais e o comunicado sobre a ordem de envio das tropas.
A carta chegou a D. Pedro I em Novembro de 1822, ou seja, o Brasil já tinha tinha se declarado independente e, o pior, não interessava ao Brasil anexar aquele território, pois o novo país estava mais preocupado em pacificar as províncias do norte e nordeste. Assim, a ordem dada pelo Imperador foi chamar de volta as tropas (deixando o caminho livre aos libertários para ocupar esses territórios) a alegação do Imperador foi que " o Brasil não interfere em assuntos externos".
Esse episódio é pouco documentado, o curioso é que os Generais Antonio José de Sucre e Simón Bolívar, sabendo do que estava ocorrendo, conseguiram enviar diplomatas em tempo recorde ao Rio de Janeiro, esses diplomatas chegaram mais rápido do que a carta do governador de Mato Grosso, pelo que o resultado foi que quando chegou a carta, o Imperador já estava de "cabeça feita" e a ordem de desocupação já estava ordenada.