Aspartame

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Aspartame[1]
Nome IUPAC N-(L-α-Aspartyl)-L-phenylalanine,
1-methyl ester
Outros nomes NutraSweet
Canderel
Equal
Identificadores
Número CAS 22839-47-0
SMILES [NH3+] [C@@H](CC([O-])=O)C(N[C@@H]
(CC1=CC=CC=C1)C(OC)=O)=O
Propriedades
Fórmula molecular C14H18N2O5
Massa molar 294.301 g/mol
Ponto de fusão

246-247 °C

Ponto de ebulição

decomposes

Riscos associados
NFPA 704

1
1
0
 
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O aspartamo ou aspartame é um adoçante/ edulcorante utilizado para substituir o açúcar comum. Ele tem maior poder de adoçar (cerca de 200 vezes mais doce que a sacarose) e é menos denso. O aspartamo geralmente é vendido junto com outros produtos. É o adoçante mais utilizado em bebidas.

O aspartamo é consumido por mais de 200 milhões de pessoas, em todo o mundo e está presente em mais de 6000 produtos. [1]

Segundo a nomenclatura Europeia, o aspartamo corresponde ao edulcorante E 951.[2]

A ingestão diária aceitável (ADI) de aspartamo, na Europa, é de 40mg/kg de peso corporal. Nos EUA é de 50mg/kg.[3]


Índice

[editar] Estrutura química

Quimicamente, o aspartamo é N-L-alfa-aspartil-L-fenilalanina 1-metilester. É portanto um dipéptido sintético composto pelos aminoácidos aspartato e fenilalanina.[4] Por esta razão, produtos alimentares contendo aspartamo devem mostrar um aviso do tipo "Contém uma fonte de fenilalanina", pois a ingestão excessiva deste aminoácido pode ser prejudicial em indíviduos com fenilcetonúria.


[editar] Estabilidade

O aspartamo é muito estável em ambientes secos, mas sofre degradação em soluções aquosas, quando submetido a um calor prolongado.

O seu grau de degradação em solução aquosa depende do pH, da temperatura, da actividade da água e da composição do produto alimentar.

Só o α-aspartamo é que é doce, logo a degradação tem como consequência a perda de doçura do produto alimentar. O produto é assim rejeitado pelos consumidores. [4] [5]


[editar] Farmacocinética

O aspartamo é metabolizado no tracto gastrointestinal por esterases e peptidases, em três metabolitos: dois aminoácidos, o ácido aspártico (aproximadamente, em 40%) e a fenilalanina (aproximadamente, em 50 %) e em metanol (aproximadamente, em 10%).

A metabolização dos três componentes parece ser idêntica àquela que se verifica quando são ingeridos individualmente.

A metabolização deste edulcorante providencia, aproximadamente, 4 kcal/g de energia. No entanto, esta contribuição energética é negligenciável, uma vez que as quantidades de edulcorante adicionadas aos alimentos são muito pequenas devido ao seu potente poder adoçante. [4] [5]


[editar] Polêmica

Existe uma polêmica quanto aos seus possíveis efeitos maléficos na saúde humana. Existem até hoje diversos estudos contraditórios sobre a segurança no consumo de aspartamo. É considerado por alguns uma neurotoxina (mata neurônios) e também como carcinogênico (provoca câncer).

A Fundação Européia de Oncologia e Ciências do Meio Ambiente B. Ramazzini, instalada em Bolonha, Itália, anunciou que os resultados de um estudo feito com 1.800 ratos "mostram pela primeira vez que o aspartamo é um agente cancerígeno".

"A substância é capaz de provocar linfomas e leucemia em ratos, mesmo quando administrada em doses muito parecidas com a dose diária admitida para o homem", diz o instituto em um comunicado.

"O estudo gera novas dúvidas sobre os vínculos em potencial entre a exposição ao aspartamo e o câncer, embora confirme a ausência de ligação entre o aspartamo e tumores cerebrais", destacou a Agência Francesa de Segurança Sanitária dos Alimentos (AFSSA).

"Estes resultados preliminares ainda devem ser confirmados antes que a Autoridade Européia de Segurança Alimentar (EFSA) faça uma reavaliação dos riscos ligados ao aspartame", diz o comunicado da AFSSA.

A EFSA divulgou a 4 de maio de 2006 um parecer sobre este estudo´. Este considera que os resultados apresentados eram consistentes com a existência de doença respiratória crônica na colônia de animais usados para o teste, e que o nível de tumores apresentado não pode ser considerado na sua totalidade, já que determinados tumores eram compatíveis com efeitos a longo prazo de tratamentos administrados aos animais.

Uma revisão de 2004 da literatura referente ao poder cancerígeno de diferentes adoçantes refuta a perigosidade do aspartamo, ao comparar diversos estudos científicos publicados nos últimos anos.

Magnuson, B. A. et al realizaram um estudo intitulado Aspartame: A Safety Evaluation Based on Current Use Levels, Regulations, and Toxicological and Epidemiological Studies e publicado a 8 de Setembro de 2007, na Critical Reviews in Toxicology. Através de estudos toxicológicos e epidemiológicos, ficou comprovada, mais uma vez, a segurança do aspartamo: "não há evidências que suportem uma associação entre o aspartamo e o cancro", do mesmo modo que, "não é suportada a hipótese de que o consumo do aspartamo possa afectar o sistema nervoso central, a aprendizagem ou o comportamento".[4]


[editar] Saber mais...

Ao contrário da sacarose, os edulcorantes não contribuem para o desenvolvimento de cáries dentárias. [6][7]

O aspartamo não afecta a resposta glicémica em indivíduos normais nem em indivíduos com diabetes, assim como não afecta o controlo metabólico nem a libertação de insulina.[4]

Os estudos vão ainda mais longe, admitindo que o uso do aspartamo é seguro por diabéticos, incluindo aqueles com falência renal crónica.[4]

Quando adicionado a um programa multidisciplinar de gestão de peso, o aspartamo, além de favorecer a variedade e a palatabilidade da dieta, pode ser um instrumento eficaz na gestão do peso corporal, a longo prazo. [4][7]

[editar] Referências

[1] Aspartame Information Center

[2] Autoridade de Segurança Alimentar e Económica

[3] SCF (2002); Opinion of the Scientific Committee on Food: Update on the Safety of Aspartame.

[4] Magnuson, B. A.; Burdock, G. A.; Doull, J.; Kroes, R. M.; Marsh, G. M.; Pariza, M.W.; Spencer, P. S.; Waddell, W. J.; Walker, R.; Williams, G. M.; (2007) Aspartame: A Safety Evaluation Based on Current Use Levels, Regulations, and Toxicological and Epidemiological Studies; Critical Reviews in Toxicology, 37:629–727.

[5] ToxNet

[6] BMJ (2004); Aspartame and its effects on health; 329:755-756.

[7] Gougeon, R., Spidel, M., Lee, K., and Field, C.J. (2004). Canadian diabetes association national nutrition committee technical review: Non-nutritive intense sweeteners in diabetes management. Canadian Journal of Diabetes 28:385 399.


[editar] Ligações externas

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