Aspartame

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Aspartame
Alerta sobre risco à saúde1
Aspartame.svg
Aspartame-3D-balls.png
Nome IUPAC Éster metílico da L-α-aspartil-L-fenilalanina
Outros nomes N-(L-α-Aspartyl)-L-phenylalanine,
1-methyl ester
NutraSweet
Canderel
Equal
Identificadores
Número CAS 22839-47-0
PubChem 134601
SMILES
Propriedades
Fórmula molecular C14H18N2O5
Massa molar 294.301 g/mol
Ponto de fusão

248−250 ºC 2

Ponto de ebulição

decomposes

Riscos associados
NFPA 704
NFPA 704.svg
1
1
0
 
Frases R -
Frases S S22, S24/25
LD50 > 10.000 mg·kg–1 (Camnundongo, Rato, oral) 3 4
> 5.000 mg·kg–1 (Camundongo, Rato intraperitoneal) 4
TDLo 3,71 mg·kg–1 (Mulheres, oral) 5
Compostos relacionados
Adoçantes relacionados Neotame (com um 3,3-dimetil-butil- no N do ácido aspártico)
Compostos relacionados Ácido aspártico
Éster metílico da fenilalanina
Beta-aspartame
Excepto onde denotado, os dados referem-se a
materiais sob condições PTN

Referências e avisos gerais sobre esta caixa.
Alerta sobre risco à saúde.

O aspartamo ou aspartame é um aditivo alimentar utilizado para substituir o açúcar comum e foi criado em 1965 pela empresa americana G.D. Searle & Company 6 e comprada posteriormente pela Monsanto. Ele tem maior poder de adoçar (cerca de 200 vezes mais doce que a sacarose) e é menos denso. O aspartamo geralmente é vendido junto com outros produtos. É o adoçante mais utilizado em bebidas. É formado quimicamente por (L-fenilalanina e L-aspártico), sendo que a fenilalanina se encontra metilada no grupo carboxílico, formando um éster metílico.(metanol).7

O aspartamo é consumido por mais de 200 milhões de pessoas, em todo o mundo e está presente em mais de 6000 produtos.8

Segundo a nomenclatura Europeia, o aspartamo corresponde ao edulcorante E 951.9

A ingestão diária aceitável (ADI) de aspartamo, na Europa, é de 40mg/kg de peso corporal. Nos Estados Unidos é de 50mg/kg.10

Índice

Estrutura química [editar]

Quimicamente, o aspartamo é N-L-alfa-aspartil-L-fenilalanina 1-metilester. É portanto um dipéptido sintético composto pelos aminoácidos aspartato e fenilalanina.11 Por esta razão, produtos alimentares contendo aspartamo devem mostrar um aviso do tipo "Contém uma fonte de fenilalanina", pois a ingestão excessiva deste aminoácido pode ser prejudicial em indivíduos com fenilcetonúria.

Estabilidade [editar]

O aspartamo é muito estável em ambientes secos, mas sofre degradação em soluções aquosas, quando submetido a um calor prolongado.

O seu grau de degradação em solução aquosa depende do pH, da temperatura, da actividade da água e da composição do produto alimentar.

Só o α-aspartamo é que é doce, logo a degradação tem como consequência a perda de doçura do produto alimentar. O produto é assim rejeitado pelos consumidores. 11 12

Farmacocinética [editar]

O aspartamo é metabolizado no tracto gastrointestinal por esterases e peptidases, em três metabolitos: dois aminoácidos, o ácido aspártico (aproximadamente, em 40%) e a fenilalanina (aproximadamente, em 50%) e em metanol (aproximadamente, em 10%).

A metabolização dos três componentes parece ser idêntica àquela que se verifica quando são ingeridos individualmente.

A metabolização deste edulcorante providencia, aproximadamente, 4 kcal/g de energia. No entanto, esta contribuição energética é negligenciável, uma vez que as quantidades de edulcorante adicionadas aos alimentos são muito pequenas devido ao seu potente poder adoçante. 11 12

Referências

  1. Merck Index, 11th Edition, 861.
  2. Herstellerangaben der Firma Acros Organics. Rearch.be.acros.com (30 de março de 2007).
  3. (en) « Aspartame » em ChemIDplus
  4. a b Toksikologicheskii Vestnik. Vol. (3), Pg. 37, 1996.
  5. Kulczycki A. Jr.: Aspartame-induced urticaria. In: Annals of Internal Medicine. Vol. 104, Pg. 207, 1986. PMID 3946947
  6. Apartame Nutra Sweet. Monsanto.com.br.
  7. ANVISA. Considerações sobre o Uso do Edulcorante Aspartame em Alimentos. Anvisa.gov.br. Página visitada em 30 de abril de 2009.
  8. Aspartame Information Center. Aspartame.org.
  9. Autoridade de Segurança Alimentar e Económica. Asae.pt.
  10. SCF (2002); Opinion of the Scientific Committee on Food: Update on the Safety of Aspartame.
  11. a b c Magnuson, B. A.; Burdock, G. A.; Doull, J.; Kroes, R. M.; Marsh, G. M.; Pariza, M.W.; Spencer, P. S.; Waddell, W. J.; Walker, R.; Williams, G. M.; (2007) Aspartame: A Safety Evaluation Based on Current Use Levels, Regulations, and Toxicological and Epidemiological Studies; Critical Reviews in Toxicology, 37:629–727.
  12. a b ToxNet. Toxnet.nlm.nih.gov.

Ligações externas [editar]

Ver também [editar]

Ícone de esboço Este artigo sobre Química é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.