Aspartame
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
| Este artigo encontra-se parcialmente em língua estrangeira. Ajude e colabore com a tradução.
O trecho em língua estrangeira encontra-se oculto. |
| Aspartame[1] | |
|---|---|
| Nome IUPAC | N-(L-α-Aspartyl)-L-phenylalanine, 1-methyl ester |
| Outros nomes | NutraSweet Canderel Equal |
| Identificadores | |
| Número CAS | |
| SMILES | [NH3+] [C@@H](CC([O-])=O)C(N[C@@H] (CC1=CC=CC=C1)C(OC)=O)=O |
| Propriedades | |
| Fórmula molecular | C14H18N2O5 |
| Massa molar | 294.301 g/mol |
| Ponto de fusão |
246-247 °C |
| Ponto de ebulição |
decomposes |
| Riscos associados | |
| NFPA 704 |
|
| Excepto onde denotado, os dados referem-se a materiais sob condições PTN Referências e avisos gerais sobre esta caixa |
|
O aspartamo ou aspartame é um adoçante/ edulcorante utilizado para substituir o açúcar comum. Ele tem maior poder de adoçar (cerca de 200 vezes mais doce que a sacarose) e é menos denso. O aspartamo geralmente é vendido junto com outros produtos. É o adoçante mais utilizado em bebidas.
O aspartamo é consumido por mais de 200 milhões de pessoas, em todo o mundo e está presente em mais de 6000 produtos. [1]
Segundo a nomenclatura Europeia, o aspartamo corresponde ao edulcorante E 951.[2]
A ingestão diária aceitável (ADI) de aspartamo, na Europa, é de 40mg/kg de peso corporal. Nos EUA é de 50mg/kg.[3]
Índice |
[editar] Estrutura química
Quimicamente, o aspartamo é N-L-alfa-aspartil-L-fenilalanina 1-metilester. É portanto um dipéptido sintético composto pelos aminoácidos aspartato e fenilalanina.[4] Por esta razão, produtos alimentares contendo aspartamo devem mostrar um aviso do tipo "Contém uma fonte de fenilalanina", pois a ingestão excessiva deste aminoácido pode ser prejudicial em indíviduos com fenilcetonúria.
[editar] Estabilidade
O aspartamo é muito estável em ambientes secos, mas sofre degradação em soluções aquosas, quando submetido a um calor prolongado.
O seu grau de degradação em solução aquosa depende do pH, da temperatura, da actividade da água e da composição do produto alimentar.
Só o α-aspartamo é que é doce, logo a degradação tem como consequência a perda de doçura do produto alimentar. O produto é assim rejeitado pelos consumidores. [4] [5]
[editar] Farmacocinética
O aspartamo é metabolizado no tracto gastrointestinal por esterases e peptidases, em três metabolitos: dois aminoácidos, o ácido aspártico (aproximadamente, em 40%) e a fenilalanina (aproximadamente, em 50 %) e em metanol (aproximadamente, em 10%).
A metabolização dos três componentes parece ser idêntica àquela que se verifica quando são ingeridos individualmente.
A metabolização deste edulcorante providencia, aproximadamente, 4 kcal/g de energia. No entanto, esta contribuição energética é negligenciável, uma vez que as quantidades de edulcorante adicionadas aos alimentos são muito pequenas devido ao seu potente poder adoçante. [4] [5]
[editar] Polêmica
Existe uma polêmica quanto aos seus possíveis efeitos maléficos na saúde humana. Existem até hoje diversos estudos contraditórios sobre a segurança no consumo de aspartamo. É considerado por alguns uma neurotoxina (mata neurônios) e também como carcinogênico (provoca câncer).
A Fundação Européia de Oncologia e Ciências do Meio Ambiente B. Ramazzini, instalada em Bolonha, Itália, anunciou que os resultados de um estudo feito com 1.800 ratos "mostram pela primeira vez que o aspartamo é um agente cancerígeno".
"A substância é capaz de provocar linfomas e leucemia em ratos, mesmo quando administrada em doses muito parecidas com a dose diária admitida para o homem", diz o instituto em um comunicado.
"O estudo gera novas dúvidas sobre os vínculos em potencial entre a exposição ao aspartamo e o câncer, embora confirme a ausência de ligação entre o aspartamo e tumores cerebrais", destacou a Agência Francesa de Segurança Sanitária dos Alimentos (AFSSA).
"Estes resultados preliminares ainda devem ser confirmados antes que a Autoridade Européia de Segurança Alimentar (EFSA) faça uma reavaliação dos riscos ligados ao aspartame", diz o comunicado da AFSSA.
A EFSA divulgou a 4 de maio de 2006 um parecer sobre este estudo´. Este considera que os resultados apresentados eram consistentes com a existência de doença respiratória crônica na colônia de animais usados para o teste, e que o nível de tumores apresentado não pode ser considerado na sua totalidade, já que determinados tumores eram compatíveis com efeitos a longo prazo de tratamentos administrados aos animais.
Uma revisão de 2004 da literatura referente ao poder cancerígeno de diferentes adoçantes refuta a perigosidade do aspartamo, ao comparar diversos estudos científicos publicados nos últimos anos.
Magnuson, B. A. et al realizaram um estudo intitulado Aspartame: A Safety Evaluation Based on Current Use Levels, Regulations, and Toxicological and Epidemiological Studies e publicado a 8 de Setembro de 2007, na Critical Reviews in Toxicology. Através de estudos toxicológicos e epidemiológicos, ficou comprovada, mais uma vez, a segurança do aspartamo: "não há evidências que suportem uma associação entre o aspartamo e o cancro", do mesmo modo que, "não é suportada a hipótese de que o consumo do aspartamo possa afectar o sistema nervoso central, a aprendizagem ou o comportamento".[4]
[editar] Saber mais...
Ao contrário da sacarose, os edulcorantes não contribuem para o desenvolvimento de cáries dentárias. [6][7]
O aspartamo não afecta a resposta glicémica em indivíduos normais nem em indivíduos com diabetes, assim como não afecta o controlo metabólico nem a libertação de insulina.[4]
Os estudos vão ainda mais longe, admitindo que o uso do aspartamo é seguro por diabéticos, incluindo aqueles com falência renal crónica.[4]
Quando adicionado a um programa multidisciplinar de gestão de peso, o aspartamo, além de favorecer a variedade e a palatabilidade da dieta, pode ser um instrumento eficaz na gestão do peso corporal, a longo prazo. [4][7]
[editar] Referências
[1] Aspartame Information Center
[2] Autoridade de Segurança Alimentar e Económica
[3] SCF (2002); Opinion of the Scientific Committee on Food: Update on the Safety of Aspartame.
[4] Magnuson, B. A.; Burdock, G. A.; Doull, J.; Kroes, R. M.; Marsh, G. M.; Pariza, M.W.; Spencer, P. S.; Waddell, W. J.; Walker, R.; Williams, G. M.; (2007) Aspartame: A Safety Evaluation Based on Current Use Levels, Regulations, and Toxicological and Epidemiological Studies; Critical Reviews in Toxicology, 37:629–727.
[5] ToxNet
[6] BMJ (2004); Aspartame and its effects on health; 329:755-756.
[7] Gougeon, R., Spidel, M., Lee, K., and Field, C.J. (2004). Canadian diabetes association national nutrition committee technical review: Non-nutritive intense sweeteners in diabetes management. Canadian Journal of Diabetes 28:385 399.

