Batalha de Hattin

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Batalha de Hattin
Cruzadas
Hattin.jpg
A Batalha de Hattin num manuscrito medieval
Data 1187
Local Hattin, próximo a Tiberíades
Resultado Vitória dos muçulmanos
Combatentes
Flag of Kingdom of Jerusalem.svg Reino de Jerusalém
Cross of the Knights Templar.svg Templários
Flag of Ayyubid Dynasty.svg Império Aiúbida
Comandantes
Guy de Lusignan
Raimundo III de Trípoli
Gerard de Ridefort
Balian de Ibelin
Reinaldo de Chatillon
Saladino
Forças
20.000 homens[1] 30.000 homens[3]
Baixas
Pesadas leves

A Batalha de Hattin, nos Cornos de Hattin, foi uma grande derrota dos cristãos nas Cruzadas. A batalha ocorreu em 1187 e os muçulmanos reconquistaram Jerusalém.

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

Europa, Palestina e Jerusalém, século XII. Nobres cristãos da Inglaterra e da França conquistaram a Terra Santa, ocuparam Jerusalém, onde cristãos, judeus e muçulmanos viviam em harmonia e criaram vários reinos, que defendem pela espada, em nome da cruz. A Primeira Cruzada havia vencido o islamismo, mas aquilo não poderia durar – como não durou.

Acossados por graves lutas internas e ataques dos maometanos ao longo de 25 anos depois da segunda cruzada, os estados cruzados mergulharam numa situação política e militar difícil. Inversamente, em termos econômicos e patrimoniais, conheceram uma época de desenvolvimento, principalmente no respeitante aos Templários e Hospitalários. O regime feudal difundia-se também, a par da miscigenação entre os vários povos europeus ali estabelecidos e da gradual latinização da Igreja. Este clima, no entanto, acicatou disputas entre os estados e os próprios cristãos. Outro perigo espreitava: Saladino, o sultão do Egipto. Saladino capturou Damasco em 1174 e Alepo, em 1183.

A batalha[editar | editar código-fonte]

Saladino e Guy de Lusignan após a Batalha de Hattin (1187).

Em 1187, Saladino avançou pela Galileia e, nos Cornos de Hattin, travou a Batalha de Hattin contra um exército cristão. Do lado cristão, as tropas do francês Guy de Lusignan, o rei consorte de Jerusalém, e o príncipe da Galiléia Raimundo III de Trípoli. Ao todo, havia cerca de 60 mil homens - entre cavaleiros, soldados desmontados e mercenários muçulmanos. Já a dinastia aiúbida, repreentada por Saladino, contava com 70 mil guerreiros. Quando os cruzados montaram acampamento em um campo aberto, forçados a descansar após um dia de exaustivas batalhas, os homens de Saladino atearam fogo em volta dos inimigos, cortando seu acesso ao suprimento de água fresca. A cortina de fumaça tornou quase impossível para os cristãos se desviarem da saraivada de flechas muçulmanas. Sedentos, muitos cruzados desertaram. Os que restaram foram trucidados pelo inimigo, já de posse de Jerusalém (tomada em em Outubro de 1187). Saladino poupou a vida de Guy, enquanto Raimundo escapou da batalha com sucesso. Após esta batalha, os muçulmanos seguiram para Jerusalém e, depois de um cerco de duas semanas, conquistaram a cidade.[4]

Eventos posteriores[editar | editar código-fonte]

A Batalha de Hattin desencadeou na cristandade uma nova onda de preocupação com a Terra Santa. Em 1189, Guy de Lusignan tentou reconquistar Jerusalém, num conflito que duraria anos e só seria resolvido com a chegada de um novo personagem: Ricardo Coração de Leão, o rei da Inglaterra.

Referências

  1. A. KONSTAM, Historical Atlas of The Crusades, 133
  2. MADDEN, Thomas. Crusades The Illustrated History. Ann Arbor: University of Michigan P, 2005.
  3. A. KONSTAM, Historical Atlas of The Crusades, 119
  4. "Saladin and the Fall of Jerusalem". Por Geoffrey Regan, página 135.
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