Brazópolis

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Município de Brazópolis
Vista parcial de Brazópolis. Ao fundo, a Igreja Matriz de São Caetano.

Vista parcial de Brazópolis. Ao fundo, a Igreja Matriz de São Caetano.
Bandeira de Brazópolis
Brasão de Brazópolis
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 16 de setembro de 1901
Gentílico brazopolense
Prefeito(a) João Mauro Bernardo (PT)
(2013–2016)
Localização
Localização de Brazópolis
Localização de Brazópolis em Minas Gerais
Brazópolis está localizado em: Brasil
Brazópolis
Localização de Brazópolis no Brasil
22° 28' 26" S 45° 36' 28" O22° 28' 26" S 45° 36' 28" O
Unidade federativa  Minas Gerais
Mesorregião Sul/Sudoeste de Minas IBGE/2008 [1]
Microrregião Itajubá IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Piranguinho (N e NE), Piranguçu (L), Campos do Jordão (S) e Paraisópolis, Conceição dos Ouros e Cachoeira de Minas (O).
Distância até a capital 453 km
Características geográficas
Área 361,160 km² [2]
População 14 663 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 40,6 hab./km²
Altitude 850 m
Clima tropical de altitude
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,735 alto PNUD/2000 [4]
PIB R$ 103 126,521 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 6 964,71 IBGE/2008[5]
Página oficial

Brazópolis é um município da Microrregião de Itajubá, no estado de Minas Gerais, no Brasil. Sua população estimada em 2004 era de 15 911 habitantes. A área é de 362,1 km² e a densidade demográfica, de 43,94 habitantes por quilômetro quadrado.

História[editar | editar código-fonte]

Até o século XVI, o sul do atual estado de Minas Gerais era ocupado pelos índios puris[6] .

A partir do século XVII, a região foi ocupada por bandeirantes à procura de jazidas de ouro e de pedras preciosas e de mão de obra escrava indígena. Diante do esgotamento das poucas jazidas encontradas na região (mais precisamente, no Arraial de Santo Antônio de Itagybá, depois Nossa Senhora da Soledade de Itagybá, atual cidade de Delfim Moreira), os moradores passaram a dedicar-se à produção agrícola[7] . Através da Carta-régia de 9 de Novembro de 1709, a região passou a vincular-se à Capitania de São Paulo e Minas Gerais. Em 1712, a região de Brazópolis passou a fazer parte do município de Vila Rica, a atual Ouro Preto. Em 8 de dezembro de 1713, o município se dividiu e a região de Brazópolis passou a pertencer ao novo município de São João del-Rei. Nessa época, a região era chamada Sertão do Cuieté. O Alvará-régio de 2 de Dezembro de 1720 dividiu a capitania e a região de Brazópolis passou a ficar subordinada à Capitania de Minas Gerais, também chamada Minas dos Cataguá ou Minas do Ouro[8] .

Em 2 de outubro de 1737, passou a pertencer ao município de Campanha. A partir de 3 de abril de 1847, através da Lei Provincial 384, passou a pertencer ao município de Pouso Alegre. Em 26 de abril de 1847, o escravo alforriado Pai Domingos, junto com outras pessoas oriundas de Moçambique, começaram a recolher donativos, na atual Praça Monsenhor Noronha, para a construção da Capela de Nossa Senhora do Rosário, no mesmo local[9] . Em 27 de setembro de 1848, através do Decreto 355, foi anexado ao município de Itajubá.

Foi incorporado ao município de São José do Paraíso (atual Paraisópolis) em 25 de novembro de 1867 através do Decreto 1 396. Em 26 de fevereiro de 1868, nasceu, na cidade (então chamada de São Caetano da Vargem Grande), Venceslau Brás, que viria a se tornar presidente do país entre 1914 e 1918[10] . Foi reincorporado ao município de Itajubá em 22 de julho de 1868 através do artigo um do Decreto 1 576[11] . Em 3 de maio de 1878, foi inaugurada a Igreja Matriz da cidade, dedicada a São Caetano e edificada no lugar da antiga capela[12] .

Em 15 de novembro de 1890, foi lançado o primeiro jornal da cidade: o Vargem-grandense[13] . Em junho de 1898, foi inaugurado o Mercado Público da cidade[14] .

Pela Lei 319, de 16 de setembro de 1901, o distrito e freguesia de São Caetano da Vargem Grande separou-se do município de Itajubá e passou a constituir município autônomo[15] . A Lei Estadual 513, de 11 de outubro de 1909, modificou o nome de São Caetano da Vargem Grande para Vila Braz, em homenagem a um importante político estadual natural da cidade, Francisco Braz Pereira Gomes. A Lei Estadual 152, de 12 de setembro de 1911, criou o distrito de Piranguinho, subordinado a Vila Braz[16] .

A Lei Estadual 843, de 7 de setembro de 1923, tornou Vila Braz cidade com o nome de Brazópolis, em homenagem a Francisco Braz Pereira Gomes e seu filho, o presidente brasileiro Wenceslau Braz. Ao longo da década de 1930, foi criado o distrito de Candelária. Em 1943, Candelária passou a chamar-se Luminosa, em homenagem a Nossa Senhora das Candeias. Piranguinho separou-se de Brazópolis em 1962. No mesmo ano, foi criado o distrito de Dias[17] . ´

Em 22 de abril de 1980, começou a operar o Observatório do Pico dos Dias, vinculado ao Laboratório Nacional de Astrofísica, na divisa entre Brazópolis e Piranguçu[18] .

Brasópolis ou Brazópolis?[editar | editar código-fonte]

Existe uma certa polêmica sobre a grafia correta do nome da cidade. Isso porque, durante trinta anos, entre 1967 e 1997, vigorou uma lei que alterava a grafia original com "z" para uma grafia nova com "s". O topônimo da cidade, que foi baseada no nome do coronel Francisco Braz, um dos que mais contribuíram para a emancipação da cidade e pai do ex-presidente brasileiro Wenceslau Braz[19] , foi restabelecida com "z" através da Lei Estadual 18 033, assinada em 12 de janeiro de 2009. [20] .

Educação[editar | editar código-fonte]

A cidade ficou famosa pela sua escola técnica em eletrônica "Técnico Industrial Tancredo de Almeida Neves", atualmente "Centro Educacional Profissionalizante"(CEP).

Economia[editar | editar código-fonte]

Com uma economia voltada para a agropecuária, a banana vem se destacando, especificamente a banana-prata, com percentual de 27 a 30 por cento de teor de açúcar no fruto. Do tronco da bananeira, são extraídas as fibras, que, depois de processadas, incrementam o artesanato e a renda familiar. Os objetos de arte e decoração feitos com fibras de bananeira vêm sendo comercializados com sucesso.

O eucalipto também vem se destacando. As carvoarias estão tendendo a somente utilizar madeira legalizada, o que resulta em uma demanda maior por eucalipto.

Além disso, na cidade existe o Observatório Pico dos Dias, coordenado pelo Laboratório Nacional de Astrofísica, que, além de ser um dos símbolos da cidade, é um ponto turístico.

Filhos ilustres[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
  6. http://blog-do-netuno.blogspot.com/2009/10/populacao-indigena-de-minas-gerais.html
  7. CINTRA, E. P. Do Litoral a Vargem Grande: Brasópolis, Aspectos Históricos Gerais. Belo Horizonte: Mazza edições, 1995. pp. 42-50
  8. CINTRA, E. P. Do Litoral a Vargem Grande: Brasópolis, Aspectos Históricos Gerais. Belo Horizonte: Mazza edições, 1995. p.73
  9. CINTRA, E. P. Do Litoral a Vargem Grande: Brasópolis, Aspectos Históricos Gerais. Belo Horizonte: Mazza edições, 1995. p.178
  10. CINTRA, E. P. Do Litoral a Vargem Grande: Brasópolis, Aspectos Históricos Gerais. Belo Horizonte: Mazza edições, 1995. p.180
  11. PINTO, A. M. Apontamentos para o Diccionario Geographico do Brazil. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1899. Volume três. Letras p-z. pp 718-719
  12. CINTRA, E. P. Do Litoral a Vargem Grande: Brasópolis, Aspectos Históricos Gerais. Belo Horizonte: Mazza edições, 1995. p.181
  13. CINTRA, E. P. Do Litoral a Vargem Grande: Brasópolis, Aspectos Históricos Gerais. Belo Horizonte: Mazza edições, 1995. p.182
  14. CINTRA, E. P. Do Litoral a Vargem Grande: Brasópolis, Aspectos Históricos Gerais. Belo Horizonte: Mazza edições, 1995. p.182
  15. CINTRA, E. P. Do Litoral a Vargem Grande: Brasópolis, Aspectos Históricos Gerais. Belo Horizonte: Mazza edições, 1995. pp.69,70
  16. CINTRA, E. P. Do Litoral a Vargem Grande: Brasópolis, Aspectos Históricos Gerais. Belo Horizonte: Mazza edições, 1995. p.74
  17. CINTRA, E. P. Do Litoral a Vargem Grande: Brasópolis, Aspectos Históricos Gerais. Belo Horizonte: Mazza edições, 1995. pp.75-80
  18. http://www.lna.br/opd/opd.html
  19. http://www.bussolanet.com.br/cidades/inicial.asp?id=57. Página visitada em 26 de julho de 2009.
  20. Brazópolis com "Z" - Lei Estadual nº. 18.033/2009
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