Camille Cabral

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Camille Cabral no escritório do PASTT.
Camille Cabral
Militante pelos Direitos Humanos e ex-Conselheira Municipal pelo XVIIème Arrondissement de Paris
Mandato 2001 (cinco anos)
Vida
Nascimento 31 de Maio de 1944 (67 anos)
Cabaceiras (PB)
Partido Partido Verde (França)
Profissão Dermatologista

Camille Cabral (Cabaceiras, 31 de maio de 1944) é uma política e médica dermatologista transexual franco-brasileira. Foi a primeira transexual eleita da história da República Francesa (vereadora do XVIIème Arrondissement pelo Partido Verde). Camille é fundadora do PASTT - Prévention Action Santé Travail pour les Transgenres (Prevenção, Ação, Saúde e Trabalho para os Transgêneros).[1][2]

Nascida em uma fazenda em Cabaceiras, sertão paraibano do Cariri, Camille Cabral desde pequena adorava quando seu pai a levava para assistir a filmes italianos em Campina Grande, o mais próximo grande centro urbano de sua cidadezinha natal. Segunda de uma família de oito irmãos, nos anos 70 passou no vestibular para Ciências Médicas, que cursou em uma faculdade privada de Recife. Com o diploma na mão, foi para São Paulo fazer estágio no Hospital das Clínicas. Na capital paulista, ela decidiu pela primeira vez vestir-se publicamente de mulher, após seus expedientes como médico.[3]

Em 1980, decidiu ir para a França, onde foi fazer um estágio em dermatologia, no que acabou se especializando. Trabalhava no Hospital Saint-Louis, de Paris, e já não escondia o jeito feminino. Nessa época uns a chamavam de monsieur, outros de madame, segundo certa vez chegou a revelar em entrevista. Radicada na França e com dupla cidadania, Camille ficou um longo tempo sem ver sua família. Quando voltava para visitá-los no Brasil, desembarcava em São Paulo como mulher, mas no Nordeste como homem. Seus pais jamais a viram de tailleur. Na França, Camille casou-se duas vezes. Na primeira, de papel passado e com divórcio no final. Ficou viúva de seu segundo marido.[4]

O prenome Camille ela escolheu quando adotou a nacionalidade francesa, na década de 1990. "Queria um nome muito francês, mas refinado", chegou a declarar em entrevista. O sobrenome Cabral é o mesmo de batismo e de sua família nordestina, formada por fazendeiros e políticos paraibanos. Seus parentes foram ou são vereadores, prefeitos e presidentes de organismos regionais. Um de seus irmãos é assessor do governador eleito da Paraíba, Cássio Cunha Lima.[5]

Cquote1.svg A identidade de gênero não está ligada à mudança de sexo. Nosso fenômeno não é genital, mas de sensibilidade, de atitude. Não existe nenhum parâmetro que exija que nós tenhamos de fazer operações genitais para podermos ter nossos direitos reconhecidos. Por isso prefiro usar o neologismo transgênera e não a palavra transexual. Eu sou uma mulher transgênera! Cquote2.svg
Em entrevista à Folha de São Paulo.

Referências

[editar] Ligações externas

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