Cirurgia de redesignação sexual

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A Cirurgia de Redesignação Sexual (CRS) é o termo para os procedimentos cirúrgicos pelos quais a aparência física de uma pessoa e a função de suas características sexuais são mudadas para aquelas do sexo oposto. É parte do tratamento para a desordem do transtorno de identidade para transexuais e transgêneros.

Introdução[editar | editar código-fonte]

Outros termos para CRS incluem: cirurgia de redesignação de gênero, cirugia de reconstrução sexual, cirurgia de reconstrução genital, cirurgia de confirmação de gênero e mais recentemente cirurgia de afirmação de sexo. Os termos comumente usados "mudança de sexo" ou "operação sexual" são considerados imprecisos. Os termos genitoplastia de feminilização e genitoplastia de masculinização são mais usados pela área médica em alguns países.

Para as mulheres transexuais (MtF — Male to Female, de homem para mulher, em inglês), a cirurgia de redesignação sexual envolve essencialmente a reconstrução dos genitais (embora outros procedimentos possam ocorrer; em muitos casos, algumas mulheres transexuais decidem não se submeter à cirurgia de redesignação genital), enquanto que nos homens transexuais (FtM — Female to Male, de Mulher para Homem, em inglês) ela compreende um conjunto de cirurgias, incluindo remoção dos seios, reconstrução dos genitais e lipoaspiração. A retirada dos seios é freqüentemente o único procedimento que eles se submentem, além da histerectomia, principalmente porque as técnicas atuais de reconstrução genital para homens transexuais ainda não criam genitais com uma qualidade estética e funcional satisfatória. Muitos optam por fazer uma faloplastia (ou mais precisamente uma metoidioplastia) com médicos renomados do exterior. Para mulheres transexuais, a cirurgia de feminilização facial e o aumento de seios são passos do processo de redesignação sexual.

Durante a construção da neovagina, em algumas técnicas cirúrgicas de redesignação sexual em transexuais MtF, a glândula bulbouretral, bem como a próstata, são mantidas para possibilitar que a neovagina tenha alguma lubrificação natural.

No Brasil, o cirurgião Jalma Jurado foi o que mais fez transgenitalizações de mulheres transexuais (MtF): ao todo mais de 500 cirurgias.[1] Contudo, a primeira cirurgia de mudança de sexo do país foi realizada em 1971 pelo cirurgião Roberto Farina. A polêmica gerada pelo caso o levou a ser condenado em 1978 a dois anos de reclusão sob alegação de haver infringido o disposto no artigo 129, § 2°, III, do Código Penal Brasileiro. O processo foi movido pelo Conselho Federal de Medicina, que o acusou de “lesões corporais”.[2]

Vaginoplastia em mulheres[editar | editar código-fonte]

Vaginoplastia não reconstrutiva ("rejuvenescimento vaginal").

Geralmente é uma cirurgia feita em mulheres com a Síndrome de Rokitansky, que é o nascimento sem a abertura do canal vaginal (agênese vaginal), que ocorre em um a cada 5.000 — 7.000 nascimentos de bebês do sexo feminino. O intuito é criar um canal vaginal que tenha aparência e funções sexuais de uma vagina biológica.

Cronologia[editar | editar código-fonte]

Na sociedade ocidental as cirurgias de redesignação sexual são recentes:[3]

  • 1931 - A primeira cirurgia de readequação sexual é apresentada para Lili Elbe pelo Instituto Hirschfeld de Ciência Sexual, em Viena.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Revista TPM
  2. Site Terra – Notícias
  3. Cristiane Segatto. Nasce uma Mulher Época. Página visitada em 2008-04-06.
  4. Conjur A cirurgia para mudança de sexo e o preconceito no Brasil. Página visitada em 25-09-2009.
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