Histerectomia
A histerectomia é uma operação cirúrgica da área ginecológica que consiste na retirada do útero. A histerectomia pode ser total, quando se retira o corpo e o colo do útero, ou subtotal, quando só o corpo é retirado. Às vezes esta cirurgia é acompanhada da retirada dos ovários e trompas (histerectomia total com anexectomia bilateral ou histerectomia radical).1
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Procedimento cirúrgico [editar]
Existem três formas de histerectomia:
- Histerectomia abdominal - é feita através de uma incisão no abdome, por onde se retira o útero.
- Histerectomia vaginal - é feita através de uma operação através da vagina, por onde se retira o útero.
- Vídeo-laparoscopia - é a histerectomia onde a cirurgia é realizada por pequenos orifícios de 5 a 10 mm no abdome e a retirada do útero é feita pela vagina.
Necessidade da histerectomia [editar]
Este procedimento é feito para muitas condições além do câncer, incluindo o sangramento uterino disfuncional (endometriose); crescimentos não-malignos do útero, cérvix e anexos; problemas de relaxamento pélvico e prolapso; e dano irreparável ao útero. As condições malignas requerem uma histerectomia abdominal total e uma salpingooforectomia bilateral.
Em raros casos, uma histerectomia pode ser a única opção para se salvar a vida de uma paciente.
As situações abaixo são alguns exemplos, que dependem da evolução da doença:
- Câncer ou patologias pré cancerosas do útero.
- Câncer dos ovários.
- Hemorragia incontrolável no pós parto.
- Infecção pélvica severa.
- Ter sofrido muitos abortos ou praticado muitos abortos.
Efeitos colaterais de uma histerectomia [editar]
O Colégio Norte Americano de Obstetras e Ginecologistas estima que 25 a 50% das pacientes submetidas a uma histerectomia terão uma ou mais complicações, embora de pequeno porte ou reversíveis.
Em primeiro lugar, uma histerectomia encerra a possibilidade de uma mulher ter filhos. Outras complicações incluem: lesões ao intestino, à bexiga, ureteres (fino tubo que liga o rim à bexiga, levando a urina), sangramento vaginal, infecção, dor pélvica crônica e diminuição da resposta sexual.
Como qualquer outro tipo de cirurgia, a histerectomia pode levar a riscos maiores como: 500 mulheres morrem a cada ano, devido a uma histerectomia nos EUA. [carece de fontes]
O útero também produz uma substância chamada prostaciclina, que é responsável pela inibição da formação de coágulos sanguíneos. Em virtude disto, a remoção do útero pode deixar a mulher mais sujeita a ter tromboses e pode ser um fator de aumento do risco de um infarto.
Se os ovários são retirados, a mulher perde sua fonte do hormônio feminino estrogênio. As mulheres que não podem se submeter a terapia de reposição hormonal, terão uma menopausa instantânea e terão uma chance aumentada de desenvolver osteoporose e infartos cardíacos.
Mesmo entre as pacientes que não tiveram seus ovários retirados, muitas mulheres relatam sintomas como: fadiga, ganho de peso, dores articulares, alterações urinárias e depressão, após uma histerectomia.
Cuidados de enfermagem na histerectomia [editar]
Pré-operatório [editar]
- O profissional de enfermagem deve preparar a paciente para a realização de exames físicos e laboratoriais;
- Ficar atento aos sinais vitais e dar apoio psicológico;
- Verificar roupa cirúrgica (de acordo com a instituição);
- Anti-sepsia da pele, tricotomia, jejum e preparo intestinal.
Intra-operatório [editar]
Constitui-se no conjunto de medidas que inicia-se no ato de entrada da paciente no centro cirúrgico, até ao término da cirurgia.Dentre as quais:Receber o paciente;punção venosa de grosso calibre,verificar pressão aterial e pulso,realizar cateterismo vesical de demora ( sonda de Foley de preferencia n° 18, preparar o paciente para anestesia colocando sentado apos anestesia realizar anti-sepsia,
Pós-operatório imediato [editar]
- Transportar o paciente e mantê-lo em decúbito dorsal;
- Verificar os sinais vitais de duas em duas horas;
- Observação constante;
- Atenção a hemorragias;
- Apoio emocional ao paciente;
- Observar nível de consciência;
- Aquecer o paciente, de acordo com suas necessidades;
- Instalar balanço hídrico.
Pós-operatório tardio [editar]
- Controlar e anotar parâmetros vitais de acordo com evolução clínica do paciente e/ou prescrição médica;
- Controle da hidratação venosa;
- Mudança de decúbito;
- Prestar higiene;
- Trocar o curativo de 12 em 12h (de acordo com a prescrição do enfermeiro chefe).
- Ficar atento ao aparecimento de alterações como:
-
- Alterações urinárias.
- Aconselha o paciente a retornar ao hospital em caso de:
Referências