Congado

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Congado em litografia de Rugendas

O congado ou congada é uma manifestação cultural e religiosa afro-brasileira. Constitui-se em um bailado dramático com canto e música que recria a coroação de um rei do Congo.[1]

Trata basicamente de três temas em seu enredo: a vida de São Benedito; o encontro da imagem de Nossa Senhora do Rosário submergida nas águas; e a representação da luta de Carlos Magno contra as invasões mouras. A congada é muito famosa em Brás Pires, em Minas Gerais, onde os congos se encontram na Igreja do Rosário.

Origem do congado[editar | editar código-fonte]

A Congada (também conhecida como Congado ou Congo), é um folguedo folclórico religioso de formação afro-brasileira, em que se destacam as tradições históricas, usos e costumes da Angola e do Congo, com influências ibéricas em relação à religiosidade. Segundo Câmara Cascudo no Dicionário do Folclore Brasileiro, a dança lembra a coroação do Rei do Congo e da Rainha Ginga de Angola, com a presença da corte e de seus vassalos. É um ato que reúne elementos temáticos africanos e ibéricos, cuja difusão vem do século XVII.

Organizaram a irmandade do Rosário e Santa Efigênia e construíram a igreja do Alto da Santa Cruz. Por ocasião da festa dos Reis Magos, em janeiro, e na de Nossa Senhora do Rosário, em outubro, havia grandes solenidades generalizadas com o nome de "Reisados". Nestas solenidades, Chico Rei coroado, antes da missa cantada, aparece com a rainha e a corte, vestido de ricos trajes e seguido por dançarinos e músicos. Os batedores, na festa, seguem com caxambu, pandeiro, marimbas e canzás em intensas ladainhas.

O congado, também conhecido como congada ou congo, é um festejo popular religioso afro-brasileiro mesclado com elementos religiosos católicos, com um tipo de dança dramática celebrando a coroação do rei do Congo, em cortejo com passos e cantos, onde a música é o fundo musical da celebração. É um movimento cultural sincrético, um ritual que envolve danças, cantos, levantamentos de mastros, coroações e cavalgadas, expressos na festa do Rosário plenamente no mês de outubro. São utilizados instrumentos musicais como cuíca, caixa, pandeiro e reco-reco, os congadeiros vão atrás da cavalgada que segue com uma bandeira de Nossa Senhora do Rosário.

Na antiga capela de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, inaugurada no início do século 17 e completada em 1750, foi criada a Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos para zelar e cuidar das tradições da santa padroeira dos escravos. No fim do festejo, coroa-se o rei e a memória desta manifestação afro-brasileira.

O culto[editar | editar código-fonte]

Nossa Senhora do Rosário - Matriz de Pirenópolis

O congado, também chamado de congo ou congada, mescla cultos católicos com africanos num movimento sincrético. É uma dança que representa a coroação do rei do Congo, acompanhado de um cortejo compassado, cavalgadas, levantamento de mastros e música. Os instrumentos musicais utilizados são a cuíca, a caixa, o pandeiro, o reco-reco,o cavaquinho,o tarol, o tamboril, a sanfona ou acordeom. Ocorre em várias festividades ao longo do ano, mas especialmente no mês de outubro, na festa de Nossa Senhora do Rosário. O ponto alto da festa é a coroação do rei do Congo.

Na celebração de festas aos santos, onde a aclamação é animada através de danças, com muito batuque de zabumba, há uma hierarquia, onde se destacam o rei, a rainha, os generais, capitães etc. São divididos em turmas de números variáveis, chamados ternos ou guardas. Os tipos de ternos variam de acordo com sua função ritual na festa e no cortejo: moçambiques, catupés, marujos, congos, vilões, contra-danças, ternos femininos e outros.

Referências

  1. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 453.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Souza, Marina de Mello. "Reis negros no Brasil escravista: história da festa de coroação de rei congo." Ed. UFMG, 2001. ISBN 8570412746

Ligações externas[editar | editar código-fonte]