Heróstrato
Heróstrato (em grego Ηρόστρατος) foi um incendiário grego, responsável pela destruição do Templo de Diana em Éfeso,[1] na atual Turquia, considerado uma das Sete Maravilhas da Antiguidade, por volta de 20 de julho de 356 a.C..[Nota 1]
O templo, construído em mármore, era considerado um dos mais belos de cerca de trinta santuários construídos pelos gregos para honrar a sua deusa da caça, da vida selvagem e do nascimento. Tinha 130 metros de comprimento, sendo mantido em pé por colunas de 18 metros de altura.
Segundo a história, seu único desejo era conseguir fama a qualquer preço. Disse Valério Máximo: "Descobriu-se que um homem havia planejado incendiar o templo de Ártemis em Éfeso, de maneira que pela destruição do mais belo dos monumentos, seu nome seria conhecido no mundo inteiro". Longe de tentar furtar-se à responsabilidade de seu ato enlouquecido, Heróstrato alegou com orgulho o seu feito, para imortalizar seu nome na história. Para que futuros aventureiros fossem desencorajados, as autoridades de Éfeso não apenas o executaram, mas também o condenaram a uma posteridade obscura, através da proibição da menção de seu nome pelas gerações futuras, sob pena de morte. Isto não impediu que Heróstrato conseguisse sua meta, no entanto, já que o historiador Teopompo registrou o evento e o seu perpetrador na história.
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Notas e referências
Notas
- ↑ O nascimento de Alexandre, o Grande teria ocorrido no mesmo dia, embora os historiadores da Antiguidade possam ter manipulado a data para que ela coincidisse com a destruição do templo, e assim favorecer suas alegações de ligação com a divindade.
Referências
[editar] Bibliografia
- Borowitz, Albert. Terrorism for Self-glorification: The Herostratos Syndrome. Ohio: Kent State University Press, 2005.
- Smith, William, ed. (1870) Dictionary of Greek and Roman Antiquities, V. 2, p. 439.