Fexofenadina

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Estrutura química de Fexofenadina
Fexofenadina
Star of life caution.svg Aviso médico
Nome IUPAC (sistemática)
(RS)-2-[4-[1-hydroxy-4-[4-(hydroxy-diphenyl-

methyl)-1-piperidyl]butyl]phenyl]-2- methyl-propanoic acid

Identificadores
CAS 153439-40-8
ATC R06A626
PubChem 3348
DrugBank APRD00349
ChemSpider 3231
Informação química
Fórmula molecular C32H39NO4 
Massa molar 501.656
SMILES OC(CCCN1CCC(CC1)C(O)(c1ccccc1)c1ccccc1)c1ccc(cc1)C(C)(C)C(=O)O
Farmacocinética
Biodisponibilidade Ainda não estabelecido
Ligação a proteínas 60-70%
Metabolismo Hepatico (5% da dose)
Meia-vida 14.4 horas
Excreção Fezes (~80%) e urina (~11%) como droga imutada
Considerações terapêuticas
Administração Oral
DL50  ?

Fexofenadina é um medicamento anti-histamínico usado no tratamento da rinite alérgica e sintomas alérgicos similares. Foi desenvolvido como sucessor e alternativa para a terfenadina, um anti-histamínico com potenciais de contra indicações sérias. A fexofenadina, assim como outros anti-histamínicos de segunda e terceira geração, não atravessa a barreira hemato-encefálica, portanto, causa menos sonolência que os antagonistas dos receptores H1 histaminérgicos de primeira geração. Sua ação se dá pelo antagonismo dos receptores H1 da histamina.[1]

A Fexofenadina já foi descrita tanto como de segunda geração,[2] quanto de terceira geração.[3]

No Brasil, a marca referência segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) é o ALLEGRA, do laboratório sanofi-aventis.

São comercializadas as seguintes apresentações:

ALLEGRA 60 mg

ALLEGRA 120 mg

ALLEGRA 180 mg

ALLEGRA D

ALLEGRA Pediátrico, em frascos com 60 e 150 mL.

Usos[editar | editar código-fonte]

A fexofenadina é indicada para o tratamento dos sintomas causados pela rinite alérgica sazonal e o tratamento da urticária idiopática crônica.

Recentemente, foram lançadas no Brasil as apresentações para uso pediátrico (a partir de 6 meses de idade).

Administração[editar | editar código-fonte]

Deve ser administrada junto com água, não podendo ser administrada com sucos, refrigerantes, café. [4]

Efeitos colaterais comuns[editar | editar código-fonte]

Sobredose[editar | editar código-fonte]

Relatos de sobredoses de fexofenadina são infrequentes, e devido a isso, os efeitos não são bem estabelecidos. Não houve ocorrência de mortes nos testes com camundongos, com doses de até 5000 mg/kg, a qual é 110 vezes maior da recomendada para humanos. Outras pesquisas não evidenciam morte em ratos na mesma concentração, o que equivale a 400 vezes o recomendado para humanos adultos. Pesquisas em humanos varia de uma dose única de 800 mg, duas doses de 690 mg por um mês, sem efeitos adversos clínicos significantes, quando comparado ao placebo.

Síntese[editar | editar código-fonte]

A fexofenadina pode ser sintetizada a partir do éster piperidina-4-carboxilato e 4-bromofenilacetonitrila.[5]

Chemical synthesis of fexofenadine.

Para produzir a parte piperidínica, dois grupos fenil são introduzidos usando a reação de Grignard no éster, produzindo um álcool terciário. O grupo amina é então alquilado com a proteção do grupo aldeído, em seguida, o aldeído é recuperado com a desproteção com ácido. A parte restante da molécula é obtida através de dupla alquilação por iodometano no carbânion derivado da nitrila. O grupo nitrila é então hidrolisado a ácido carboxílico. O brometo de aril é então litiado produzindo um composto organolítio, que pode ser conjugado com um aldeído para assim formar a fexofenadina.

Referências

  1. IngentaConnect - Fexofenadine, an H1-receptor antagonist, partially ...
  2. Dicpinigaitis PV, Gayle YE. (November 2003). "Effect of the second-generation antihistamine, fexofenadine, on cough reflex sensitivity and pulmonary function". British journal of clinical pharmacology 56 (5): 501–4. PMID 14651723.
  3. Vena GA, Cassano N, Filieri M, Filotico R, D'Argento V, Coviello C. (2002). "Fexofenadine in chronic idiopathic urticaria: a clinical and immunohistochemical evaluation". International journal of immunopathology and pharmacology 15 (3): 217–224. PMID 12575922.
  4. http://www.infarmed.pt/infomed/download_ficheiro.php?med_id=8350&tipo_doc=fi
  5. Daniel Lednicer. The Organic Chemistry of Drug Synthesis. New York: Wiley Interscience, 1999. 38–40 pp. vol. 6. ISBN 0-471-24510-0