Flora Gomes

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Text document with red question mark.svg
Este artigo ou secção contém uma lista de fontes ou uma única fonte no fim do texto, mas esta(s) não são citadas no corpo do artigo, o que compromete a confiabilidade das informações. (desde junho de 2010)
Por favor, melhore este artigo introduzindo notas de rodapé citando as fontes, inserindo-as no corpo do texto quando necessário.

Flora Gomes (Cadique, 13 de Dezembro de 1949) é um cineasta da Guiné-Bissau, pioneiro do cinema local e um dos mais representativos cineastas africanos. É conhecido pelo modo original de traçar retratos africanos recorrendo ao mito e à história actual, numa fusão de elementos com delicada carga poética e forte sentido universal.

Índice

Biografia [editar]

Filho de pais iletrados, empenha-se desde criança, lutando contra toda a espécie de dificuldades, em superar a sua condição social de origem. Conhece as adversidades que o sistema colonial português, gerido pela mão férrea de Salazar, impõe aos seus súbditos. Vê com admiração os líderes do seu país baterem-se de armas na mão contra a injustiça e não esconde a sua admiração por Amílcar Cabral, que, nas suas palavras, terá sido para com ele «como um pai». Conhece a dura experiência do exílio e, empenhado no seu próprio combate, estabelece laços de amizade com outros lutadores: não só os dos seu país como gente de Cabo Verde e de vários outros países africanos.

Estuda cinema em Cuba (1972) no Instituto Cubano de Artes e Cinematografia, sob a orientação de Santiago Alvarez. Prossegue a sua aprendizagem no Senegal, no Jornal de Actualidades Cinematográficas Senegalesas, sob a direcção de Paulino Vieira (Paulino Soumarou-Vieyra). Co-realiza dois filmes com Sérgio Pina.

É assistente de Chris Marker e de Anita Fernandez. Regressado ao seu país, filma a sua independência (24 de Setembro de 1974), satisfazendo o desejo de Amílcar Cabral de serem os próprios guineenses a registar em película esse momento histórico. A Guiné, que se liberta do jugo colonial, é visitada por repórteres e cineastas progressistas e, dados os conhecimentos já adquiridos nas lides de cinema, Flora Gomes é bastante solicitado para os ajudar, o que enriquece o seu saber. Trabalha no final da década como fotógrafo e operador de câmara, colaborando com o Ministério da Informação.

Realiza documentários históricos. A sua primeira longa-metragem de ficção é de 1987: Mortu Nega, um filme que invoca a luta pela independência. A obra é exibida em vários festivais internacionais e Flora Gomes desperta a atenção de comentadores e críticos. Em França será acolhido de braços abertos, o que no futuro lhe permitirá reunir meios financeiros para a produção de novos filmes. Será distinguido neste país em 2000, com o título de «Chevalier des Arts et Lettres».

Participará e será premiado em festivais como os Veneza e Cannes, entre outros. Dada a sua nacionalidade e o facto de vários dos seus filmes serem co-produções com Portugal, Flora Gomes ocupa ainda um lugar especial na história do cinema português.

Filmografia [editar]

Referências

Biográficas [editar]

Filmográficas [editar]

Outras [editar]

Ver também [editar]

Ligações externas [editar]