Francisco Matarazzo Pignatari

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Francisco "Baby" Matarazzo Pignatari (Nápoles, 11 de fevereiro de 1917 - São Paulo, 27 de outubro de 1977) foi um empresário ítalo-brasileiro.

Histórico familiar e pessoal[editar | editar código-fonte]

Nascido com o nome de Francesco Matarazzo Pignatari, ficou conhecido como Baby Pignatari, sendo um personagem singular na vida econômica e cultural do Brasil do século XX, começou trabalhando na Laminação Nacional de Metais (aos 17 anos), herda de seu pai (aos 20 anos), e funda, posteriormente mais outras dez empresas diversas.

Neto do conde Francesco Matarazzo, e Filomena Sansivieri, imigrantes italianos que foram os fundadores das I.R.F.M. (Indústrias Reunidas Fábricas Matarazzo), um dos maiores conglomerados da história brasileira, com 365 indústrias dos mais diversos segmentos.

História[editar | editar código-fonte]

Era filho dos italianos Lydia Matarazzo, condessa de Matarazzo, e Giulio Pignatari, médico, de família nobre genovesa.

Em 11 de fevereiro de 1917 nasce Baby Pignatari, em Nápoles, Itália.

Nos anos 60, o romancista Harold Robbins escreveu uma semificção sobre a vida do bilionário norte-americano Howard Hughes. Pois Baby era o nosso Hughes. Era Pignatari e era Matarazzo (neto do Conde Matarazzo).

Empreendedor nato, tinha minas de cobre: a Companhia Brasileira do Cobre - CBC (nas Minas do Camaquã, 3º Distrito de Caçapava do Sul/RS), , fundada por "Baby Pignatari" em 02 de Setembro de 1942, e autorizada a minerar em 22 de Outubro de 1942. Onde, depois de sua morte, ainda existe um povoado por ele construído, com várias Vilas. Ainda vivem antigos funcionários à época de baby, que o conheceram e sentem saudades do grande Empresário-Patrão.

Onde existiam minas à Céu Aberto e Subterrânea. Hoje um local turístico de belezas exuberantes e naturais. Sua casa construída em 1968, residência oficial da presidência, permanece intacta com seus móveis e zelada até os dias de hoje pela antiga governanta, à qual Baby chamava carinhosamente de macaca, Sra. Alvina de Freitas Alves (pseudônimo Helena), nascida em 1938, que começou trabalhando na casa da diretoria, desde os 13 anos (em 1951), e até hoje zela pela casa do patrão velho (como expressa, quando fala em Baby).

A antiga residência, parte de alvenaria e outra de madeira, hoje pertencente a um Grupo de Acionistas majoritários.

Nas Minas do Camaquã, construiu uma cidade, para atender seus funcionários. Diversas Vilas foram construídas. Onde existia Hospital, com Gabinetes Médicos e Odontológicos, Cinema, Rodoviária, Clubes de Lazer, Campo de Aviação e etc... Uma verdadeira estrutura, onde viveram cerca de 5 mil habitantes, no auge da mineração. Hoje vivem antigos funcionários da CBC, à época de Baby, como: Alvina de Freitas Alves (governanta de Baby), Evaldo Martins de Macedo, "o homem bomba" (antigo mineiro que carregava explosivos à tiracol, nas galerias subterrâneas), Jair Dias (antigo assador de Baby) entre outros. E, descendentes de ex-mineiros que por lá ainda vivem. O Vilarejo continua intacto, com pequenas mudanças na infra-estrutura. A CBC pertence a um Grupo privado, e é administrada por Rui Ferreira, nas Minas do Camaquã.

Tinha ainda uma fábrica de aviões de aeroclube (os Paulistinhas), ainda hoje bastante conhecidos. Quando Assis Chateaubriand lançou a campanha nacional para a criação de aeroclubes, impulsionou extraordinariamente a produção dos Paulistinhas. Em troca, Baby o presenteou com um Rolls Royce.

Tinha, também, fábrica de purpurina, botões, alumínio, entre outras, chegando a possuir 11 indústrias diversas. Em fins dos anos 40 construiu uma mansão, onde hoje em dia é o parque Burle Marx, adquirido pela Bunge & Born. Era uma chácara em plena São Paulo, de 138 mil metros quadrados, com os jardins desenhados por Roberto Burle Marx e casa projetada por Oscar Niemeyer.

Depois de namorar várias as atrizes de Hollywood[carece de fontes?], nos anos 60 apaixonou-se pela princesa Ira von Furstenberg, cunhada de Diane von Furstenberg, descendente da Casa de Zähringen e ex-amante do príncipe Rainier III de Mônaco, ela era 24 anos mais nova que ele. Seqüestrou a princesa de seu marido e a trouxe para o país. Ira era também descendente do bispo de Strassburgo, que provocou uma guerra entre a França e os principados alemães. Era relações-públicas do figurinista Valentino e herdeira da Fiat.

A princesa havia se casado com 15 anos e as bodas duraram 16 dias. Cinco anos depois, no esplendor dos 20 anos, largou tudo e fugiu com Baby. Casaram-se em 1961, separaram-se em 1964, mas a paixão persistiu por muitos e muitos anos, gerando um número infindável de reportagens e seqüestros apaixonados.

Aqueles que acompanhavam Baby Pignatari em suas viagens e aventuras pelo mundo, imaginavam que, após o seu famoso affaire com a princesa Ira, tão cedo não voltaria a ser notícia de repercussão internacional. Realmente, após o rompimento com Ira, o grande rival de Porfírio Rubirosa e Ali Khan retornou ao velho ritmo de trabalho, à frente de suas numerosas indústrias. E esse seu retorno não viria a ser interrompido, nem mesmo pelo rumoroso processo movido pela princesa, reclamando pensões atrasadas. Mergulhado na liderança do seu grupo e responsabilizando-se pelo trabalho de milhares de homens em todo o Brasil, Francisco Pignatari dava seus passos com firmeza, rumo a uma nova vida. Por isso ninguém esperava que Baby, o famoso ex-playboy, agora com 54 anos (em 1971), pudesse retornar ao cenário público com a mesma intensidade dos tempos das aventuras e das noites europeias.

Ele ressurge como notícia, surpreendendo a opinião pública, com a doação, ao governo federal, de parte substancial das ações de suas empresas, entusiasmado com as perspectivas de tornar o Brasil auto-suficiente na produção de cobre, o ex-playboy mostra-se um nacionalista convicto. Em 1973 entrega o que sobrara de seu patrimonio, à Companhia Brasileira do Cobre - CBC, em Caçapava do Sul - RS, e Caraiba Metais, em Jaguarari - BA, ao governo federal, como quitação de dívidas contraídas em empréstimos bancários, avaliados em torno de U$ 50.000.000,00 (cinquenta milhões de dólares).

No final da vida, Baby cismou em explorar uma mina de cobre na Bahia, a Caraíba Metais. Durante alguns anos, já no final do empreendimento, seu principal executivo foi Justo Pinheiro da Fonseca, pai dos Gianetti da Fonseca. Enterrou-se ali, nas enormes dificuldades de exploração da mina.

Casou-se novamente, faleceu pouco depois. E a aventura prosseguiu depois de morto. Tinha um filho que veio a falecer por problemas de saúde. Advogados espertos conseguiram desinterditar o rapaz. Ganhou um preceptor e, em pouco tempo, a fortuna das empresas Baby foi ma administrada sendo paga para empresas que desapareceram e doações para entidades fraudulentas. O dinheiro que a Bunge pagou pela Panamby, um empreendimento importante para nossa cidade, gerando um novo bairro com vários empreendimentos e um ganho milionário para família e herdeiros, fez com que os herdeiros Claudia, Julio e Leopoldo Pignatari seguissem caminhos prósperos em projetos novos. Hoje os herdeiros vivem entre Europa, New York, Cape Town, Rio de Janeiro e São Paulo, com projetos e empresas em todos esses locais...

Relacionamentos[editar | editar código-fonte]

Teve quatro casamentos oficiais: Marina Parodi Delfino (Mimosa), que lhe deu o único filho (Giulio Cesare Pignatari - *1940 - +13 de fevereiro de 1987). Nelita Alves de Lima (divorciou-se em 1957), Princesa Ira de Furstenberg (*18.04.1940 - +...)com quem casou-se em Reno, Nevada, em 1961 (e divorciando-se em 1964), Maria Regina Fernandes (*1945 - +1978), casou-se em Las Vegas em 26 de fevereiro de 1971 em Las vegas, Nevada(divorciando-se em 7 de outubro de 1977).

Dados retirados de artigos escritos por Luiz Nascif