Fulcanelli

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Frontispício de O Mistério das Catedrais de Fulcanelli (1926), ilustração de Jean-Julien Champagne que incluiu diversos símbolos da alquimia.

Fulcanelli (1839 - 1923) é o pseudônimo de um alquimista francês contemporâneo, autor de O Mistério das Catedrais (em 1926) e de As Mansões Filosofais (em 1930), duas famosas obras de alquimia. O seu discípulo Eugene Canseliet, um pouco antes de falecer, revelou importantes detalhes para a sua identificação.

Vida[editar | editar código-fonte]

Segundo Canseliet, Fulcanelli foi um antigo aluno da Escola Politécnica de Paris[1], nascido em 1839 e de nacionalidade francesa. Durante a guerra Franco-Prussiana (1870-1871) defendeu Paris sob as ordens do arquiteto Eugène Viollet-le-Duc, tenente-coronel na Legião dos engenheiros auxiliares da Guarda Nacional parisiense, formada pelos engenheiros politécnicos de Pontes e Calçadas, o que significa que Fulcanelli só podia ser um destes engenheiros.

Das pesquisas efectuadas aos engenheiros, demonstrou-se, efectivamente, que Paul Decœur(1839-1923)[2] foi o único engenheiro de Pontes e Calçadas nascido em 1839 que esteve presente na defesa de Paris durante o cerco. Além disso, vários outros pormenores evidenciam este homem como sendo o verdadeiro Fulcanelli. Aliás, na entrevista que concedeu ao jornalista Bernard Lesueur, do Le Figaro, entre 12 e 13 de Junho de 1965, Canseliet afirma que Fulcanelli desapareceu pouco antes da publicação do seu primeiro livro, para passar a viver na clandestinidade em 1923, o ano da sua morte oficial[3] e que só lhe voltou a aparecer em 1952, na cidade espanhola de Sevilha.

Em Setembro de 1922, após produzir a Pedra Filosofal, operou com o seu discípulo, na presença do pintor Julien Champagne (1877-1932) e do químico Gaston Jean-Baptiste Sauvage (1897-1968), uma transmutação de cem gramas de chumbo em ouro no laboratório da fábrica de gás de Sarcelles.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  • [4]Jean Artero Présence de Fulcanelli Arqa
  • [5]Walter Grosse Fulcanelli un secret violé