Guerra da Rainha Ana

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Guerra da Rainha Ana
Parte da(o) Guerra de Sucessão Espanhola
QueenAnnesWarBefore.svg
Ocupação europeia na América do Norte em 1702
Data 1702 – 1713
Local América do Norte
Desfecho Tratado de Utrecht
Mudanças
territoriais
França cedeu Acádia, Terra Nova, Baía de Hudson e Ilha de São Cristóvão para o Império Britânico
Combatentes
Royal Standard of the King of France.svg Reino da França

Espanha Espanha

 Wabanaki Confederacy
 Caughnawaga Mohawk
 Choctaw
 Timucua
 Apalachee
 Natchez

 Inglaterra[1]
Flag of Reino Unido Grã-Bretanha

[1]

 Creek
 Chickasaw
 Yamasee

Iroqueses
Principais líderes
Joseph de Zúñiga y Zérda
Daniel d'Auger de Subercase
Philippe de Rigaud, Marquis de Vaudreuil
Sebastian Rale
Jean-Baptiste Hertel de Rouville
Joseph Dudley
James Moore
Francis Nicholson
Hovenden Walker
Teganissorens
Vítimas
Espanha: 50–60[2]

Colonias francesas:
Aliados indígenas franceses: 50[2] Aliados indígenas espanhóis: vários[2]

Grã-Bretanha: 900[2]

Nova Inglaterra: 200[2]
Carolina: 150[2]
Aliados indígenas: poucos[2]

Baixas nas populações acadianas ou ações na Terra Nova não são conhecidos.

A Guerra da Rainha Ana (1702-1713), como é conhecido o teatro de operações da Guerra de Sucessão Espanhola que ocorreu nas colônias britânicas, foi a segunda de uma série de guerras francesas e indígenas entre a França e a Inglaterra, mais tarde a Grã-Bretanha,[1] na América do Norte para controlar o continente. A Guerra de Sucessão Espanhola foi inicialmente na Europa. Além de dois combates principais, a guerra também envolveu numerosas tribos nativo-americanas aliadas com cada nação, e Espanha, então aliada da França. Esta também é conhecida com a Terceira Guerra Indígena.[3]

A guerra ocorreu em três locais:

  1. A Flórida espanhola e a Província da Carolina (pertencente à Grã-Bretanha) foram submetidos à ataques, e os ingleses empenharam combate contra os franceses em Mobile no que era essencialmente uma guerra por procuração envolvendo inicialmente os aliados indígenas. A guerra da região sul, apesar de não resultar em significantes mudanças territoriais, teve o efeito de quase exterminar a população indígena do Flórida espanhola, incluindo partes do atual sul da Geórgia, e destruindo as missões da Espanha na área.
  2. As colônias britânicas da Nova Inglaterra lutaram com as forças francesas e indígenas, com base em Acádia e Canadá. Quebec foi um alvo durante muitas vezes (mas nunca tendo alcançado sucesso) por expedições britânicas, e a capital acadiana de Port Royal foi tomada em 1710. Os franceses e a Confederação Wabanaki tentaram impedir a expansão da Nova Inglaterra para Acádia, cuja fronteira da Nova França foi definida como o rio Kennebec no sul de Maine.[4] Por fim, eles realizaram ataques contra alvos em Massachusetts (incluindo o atual Maine), a mais famosa invadindo Deerfield em 1704.
  3. Na Terra Nova, os colonos ingleses com base no controle disputado de São João da Terra Nova com os franceses baseado em Placentia. A maior parte do conflito consistiu em ataques contra assentamentos economicamente destrutivos do outro lado. Os franceses tomaram com sucesso São João, em 1709, mas os britânicos rapidamente reocuparam-lo após a França abandoná-lo.

Na sequência de uma paz preliminar em 1712, o Tratado de Utrecht pôs fim à guerra em 1713. Isso resultou na concessão de territórios franceses para a Inglaterra: a Baía de Hudson, Acádia, Terra Nova e Ilha de São Cristóvão, enquanto manteve a Ilha Cape Breton e o Golfo de São Lourenço. Alguns de seus termos eram ambíguas, e as preocupações de várias tribos indígenas não foram incluídos no tratado, estimulando futuros conflitos.

Referências

  1. a b c Em 1707, os reinos da Inglaterra e Escócia foram unificadas como o Reino da Grã-Bretanha, compartilhando um único Parlamento em Westminster sob o Ato de União de 1707. Depois disso, as tropas escocesas uniram suas contrapartes inglesas em todas as guerras coloniais.
  2. a b c d e f g Peckham, p. 74.
  3. A Primeira Guerra Indígena foi a Guerra do Rei Felipe, the second was Guerra do Rei William e a quarta foi Father Rale's War). Ver Taylor, Alan. Writing Early American History. Philadelphia: University of Pennsylvania Press, 2005; pg. 74.
  4. William Williamson. The history of the state of Maine. Vol. 2. 1832. p. 27; Griffiths, E. From Migrant to Acadian. McGill-Queen's University Press. 2005. p.61; Campbell, Gary. The Road to Canada: The Grand Communications Route from Saint John to Quebec. Goose Lane Editions and The New Brunswick Heritage Military Project. 2005. p. 21.
  • Peckham, Howard (1964). The Colonial Wars, 1689–1762. Chicago: University of Chicago Press. OCLC 1175484.
  • Este artigo foi inicialmente traduzido do artigo da Wikipédia em inglês, cujo título é «Queen Anne's War».
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