Parque Estadual da Ilha do Cardoso

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Parque Estadual da Ilha do Cardoso
Categoria II da IUCN (Parque Nacional)
Localização  São Paulo,  Brasil.
Dados
Área 15.100 hectares[1]
Criação 3 de julho de 1962 (52 anos) [1]
Gestão Instituto Florestal
Coordenadas 25° 11' 6" S 47° 59' 43" O
Parque Estadual da Ilha do Cardoso está localizado em: Brasil
Parque Estadual da Ilha do Cardoso

O Parque Estadual da Ilha do Cardoso é um parque estadual paulista localizado no litoral sul do Estado de São Paulo, na divisa com o Estado do Paraná, abrangendo uma área aproximada de 151km2, situando-se entre as coordenadas 48o05′42” W, 25o03′05” e 48o53′48”, 25o18′18” S, separada do continente pelo canal do Ararapira e Baia de Trapandé.

As principais vias de acesso, partindo-se de São Paulo, são a Rodovia BR-116 (Régis Bittencourt) até o o trevo de acesso ao município de Pariquera-Açu, distante cerca de 215 km da Capital. Deste trevo ruma-se para Pariquera Açu e Cananéia pela Rodovia SP-222 e depois pela rodovia municipal até a cidade de Cananéia. De Cananéia o acesso a Ilha do Cardoso é feito por barcos particulares.

História[editar | editar código-fonte]

A história do Parque Estadual da Ilha do Cardoso contém muitos aspectos peculiares. Pode-se citar que sua origem é fruto da solicitação e empenho do pesquisador e professor da USP, Paulo Duarte, cujo discernimento somado à vontade e ousadia, geraram condições para transformar a Ilha do Cardoso na primeira área insular especialmente protegida do Estado de São Paulo19. Segundo a mesma autora, o professor Paulo Duarte inseriu os seguintes objetivos de preservação em sua justificativa técnica para criação do Parque Estadual: conter as ações e os empreendimentos imobiliários iniciados na ilha, paralisar a exploração de sambaquis, da fauna e da flora; criar um parque natural, estabelecer uma base de estudos da Comissão de Pré-história e implantar uma estação de pesquisa do Instituto Oceanográfico da USP. O ofício estadual, encaminhado em 23 de junho de 1958 ao Presidente da República, Dr. Juscelino Kubitschek de Oliveira, solicitava que se declarassem protetoras as matas que revestiam a Ilha do Cardoso.

O Governador Carlos Alberto A. de Carvalho Pinto assinou o Decreto Estadual nº 40.319, em 03 de julho de 1962, transformando essa ilha marítima — dotada de excepcionais atributos naturais em Parque Estadual, na vigência da Constituição Federal de 1946 e do primeiro Código Florestal (Decreto Federal n.º 23.793, de 23 de janeiro de 1934)21. O parque possui cerca de 15.100 hectares.

As áreas antropizadas da Ilha do Cardoso somam, aproximadamente, 5% da sua extensão total. São ocupadas por comunidades caiçaras e indígena, e pela infraestrutura criada para a implantação do parque. A presença humana na Ilha é caracterizada por ocupantes, visitantes, pesquisadores e funcionários. Os ocupantes estão caracterizados em tradicionais (caiçaras), não tradicionais (veranistas e outros) e índios da etnia guarani-mbyá, perfazendo um total de cerca de 480 pessoas. As comunidades estão distribuídas pelas localidades de Marujá, Enseada da Baleia, Pontal de Leste, Foles, Cambriú, Itacuruçá, Pereirinha e os diversos sítios da face lagunar. As atividades de visitação e pesquisa são desenvolvidas nos Núcleos Perequê e Marujá.

Como aponta Parada (2001), as principais fontes de renda atuais dos moradores da Ilha do Cardoso são as atividades pesqueiras estuarina e costeira e as atividades vinculadas ao turismo. Dentre as atividades ligadas ao turismo destacam-se as ligadas à hospedagem (aluguel de casas, pousadas e área para acampamento), aos serviços de alimentos e bebidas (bares, restaurantes e comércio informal de doces e salgados), aos serviços gerais (caseiros, faxineiros e empregados do comércio alheio), aos serviços de transporte (barcos para passeio, traslado e aluguel de bicicletas) e aos serviços de lazer (monitoria ambiental e pesca amadora). As atividades secundárias são serviços gerais (pedreiros, cozinheiros, carpinteiros, carretos e faxineiras), artesanato e agricultura em caráter de subsistência. Vale ressaltar que vários indivíduos desempenham mais de uma atividade como, por exemplo, donos de comércio que são aposentados e também praticam a pesca.

Atualmente, as atividades turísticas se concentram nos Núcleos Perequê e Marujá. Contudo, as localidades de Itacuruçá, Praia do Pereirinha, Enseada da Baleia, Pontal do Leste, Foles, Cambriú e Praia do Ipanema apresentam também infra-estrutura para recebimento de visitantes. No Marujá, o turismo tem um caráter sazonal: acentua-se nos períodos da temporada de verão e nos feriados, durante o ano. No carnaval de 2001, o Marujá recebeu 1014 visitantes (Santa Rita et all, 2001). O Núcleo Perequê conta com maior visitação coincidente com o ano letivo, em virtude do recebimento de grupos escolares direcionados para estudo do meio. No ano de 2001, 4551 pessoas visitaram o Núcleo Perequê. A capacidade total de hospedagem no Parque Estadual da Ilha do Cardoso é de aproximadamente 1300 pessoas (alojamentos, áreas de acampamento, pousada e aluguel de residências). O controle da visitação se dá pelo monitoramento do número de leitos e da infra-estrutura sanitária de cada comunidade.


A Comunidade do Marujá é a mais organizada para receber os turistas. Eles possuem um site da comunidade com informações sobre hospedagem e passeios: www.maruja.org.br

Legislação[editar | editar código-fonte]

  • Criado pelo Decreto Estadual No 40.319/62;
  • Incluído no Tombamento da Serra do Mar - Resolução - CONDEPHAAT Nº 40/85;
  • Integra a Zona Núcleo da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica - UNESCO – 1991;
  • Portaria Ministerial Nº. 139/94 – Cessão da Ilha do Cardoso da União para o Estado;
  • Relatório sobre a Proteção Ambiental da Ilha do Cardoso aprovado pelo CONSEMA – Diário Oficial do Estado/95;
  • Integra o Sítio do Patrimônio Mundial Natural– reconhecido pela UNESCO em 1999;
  • Lei Federal Nº 9.985/00 e Decreto Federal 4.340/2002 – Sistema Nacional de Unidades de Conservação.

Dados gerais[editar | editar código-fonte]

  • Localiza-se na região central do Complexo Estuarino – Lagunar de Iguape, Cananéia e Paranaguá;
  • Principais espécies da fauna (raras, ameaçadas, endêmicas): mono-carvoeiro Brachyteles arachnoides, papagaio da cara-roxa Amazona brasiliesis, harpia Harpya harpyja, jacutinga Pipile jacutinga, jacu-guaçu Penelope obscura, sabiá-cica Triclaria malachitacea, jacaré-do-papo-amarelo Caiman latirostris, onça-pintada Panthera onca, onça parda Puma concolor, lontra Lutra longicaudis, veado-mateiro Mazama americana, entre outras.
  • Principais espécies da flora: Leguminosae como jatobá Hymenea altissima e copaíba Copaifera trapezifolia, Meliaceae como cedro Cedrela fissilis, Lecythidaceae como jequitibá Cariniana estrellensis, Euphorbiaceae como tapiá Alchornea triplinervia, Moraceae como figueira-branca Ficus insipida, Arecaceae como palmito-juçara Euterpe edulis, jerivá Syagrus romanzoffiarum, além de inúmeras espécies de Orchidaceae, Bromeliaceae, Cactaceae, Araceae, Lauraceae, Myrtaceae, entre outras.
  • Tipos de ecossistemas: praia arenosa e vegetação de dunas, costões rochosos, brejos de água doce/salobra, manguezais e ambiente lagunar, floresta permanentemente inundada - “caxetal”, floresta periodicamente inundada - “guanandizal”, floresta na restinga, floresta de planície litorânea, floresta montana, floresta nebular e campos de altitude.
  • Belezas cênicas/atrativos: costões rochosos, praias, ilhas, braços de mar, estuários, barras, lagunas, restingas, manguezais, rios, planície litorânea e montanhas cobertas de florestas, cachoeiras e piscinas naturais.
  • O Parque conta com inúmeros sambaquis (sítios arqueológicos), além de ruínas do período colonial.
  • A Ilha do Cardoso é dividida em dois compartimentos distintos: o relevo montanhoso, no centro e norte e as planícies costeiras, bordejando a ilha e tendo um estirâncio arenoso de grande desenvolvimento do centro para o sudoeste da ilha _ a restinga do Marujá.
  • A ocupação humana é caracterizada pela presença do caiçara (pescador-lavrador), existindo 6 (seis) povoamentos característicos, além de alguns sítios isolados na ilha e vários outros no entorno. Uma comunidade da etnia guarani-mbya estabeleceu-se no Parque em 1992.
  • O Parque conta com serviços de recepção para visitação pública (pousadas, restaurantes, camping) e serviços de monitoria ambiental.

Sede Administrativa Av. Prof. Wladimir Besnard, s.no, Morro de São João Cananéia – SP, CEP 11.990-000 Tel./fax: (0XX13) 3851-1163 - 3851-1108 pe.ilhacardoso@fflorestal.sp.gov.br

Referências bibliográficas[editar | editar código-fonte]

  1. Plano de Manejo do Parque
  2. Fundação Florestal (www.fflorestal.sp.gov.br)
  3. PARADA, Isadora Le Senechal . Mudanças sócio-ambientais de comunidades caiçaras do Parque Estadual da Ilha do Cardoso. In: Antonio Carlos Sant'Anna Diegues. (Org.). Enciclopédia Caiçara. São Paulo: NUPAUB/USP/HUCITEC, 2004, v. 1, p. -.
  4. SANTA RITA, Beatriz.S., PARADA, Isadora. L.S., CAMPOLIM, Marcos. B., “O Turismo de Base Comunitária no Parque Estadual da Ilha do Cardoso”, in revista SESC/SENAC - 2º lugar no Prêmio Sesc-Senac de Turismo Sustentável, dezembro de 2002
  5. CAMPOLIM, Marcos B ; PARADA, Isadora Le Senechal ; GRECO, J. . Ordenamento Participativo da Visitação Pública na Comunidade do Marujá - Parque Estadual da Ilha do Cardoso. Revista do Instituto Florestal, v. 33, p. 39-49, 2008.

Referências

  1. a b Parque Estadual da ILHA DO CARDOSO. Visitado em 08 de agosto de 2012.