Jorge Edwards

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Jorge Edwards Bello (nascido a 29 de Julho de 1931, em Santiago do Chile) é uma das figuras de proa da literatura chilena contemporânea. Escreveu poesia e romances. Como muitos escritores e poetas chilenos, enveredou pela carreira diplomática. Um passo que ele afirmou ser natural num país onde um escritor não assegurar uma existência com uma média de vendas de 800 exemplares por título.

Foi um amigo e colega profissional de Pablo Neruda, outro embaixador chileno. Tornou-se célebre com o seu romance de 1973 "Persona Non Grata", no qual relata a sua experiência pessoal como embaixador do Chile (enviado pelo governo de Salvador Allende) na Cuba de Fidel Castro). Edwards permaneceu apenas 3 meses e meio em Cuba, tendo-se dado conta da faceta totalitarista do regime Castrista. Fidel Castro ordenou o isolamento de Edwards - ninguém podia falar com ele enquanto permanecesse na ilha. Foi exigida a sua retirada da ilha (Edwards tornou-se uma "persona non grata"). Seu livro é pois um relato de alguém de esquerda, que de uma posição privilegiada pôde observar o regime cubano com olhos críticos. Tornou-se um best-seller no mundo latino-americano.

Distinções[editar | editar código-fonte]

Edwards recebeu o prémio nacional espanhol de literatura de 1994. Foram-lhe atribuídas várias distinções no Chile, "Premio Atenea" da Universidade de Concepción, "Premio Municipal de Literatura" da cidade de Santiago, em 1996 recebeu o "Premio Nacional de Literatura de Chile", a "Orden al Mérito Gabriela Mistral" foi-lhe concedida pelo Ministério da Educação chileno. Em 1999 foi-lhe atribuido o Prêmio Miguel de Cervantes.

Excerto da obra[editar | editar código-fonte]

  • Persona non grata, 1973
  • Adiós Poeta (biografia de Pablo Neruda)

Referências[editar | editar código-fonte]