Jorge Mikhailovich, Conde Brassov

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Question book.svg
Este artigo não cita fontes confiáveis e independentes. (desde Janeiro de 2011). Por favor, adicione referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Conteúdo sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Jorge Mikhailovich
Conde Brassov
Governo
Casa Real Romanov
Vida
Nascimento 24 de Julho de 1910
Udinka, Flag of Russia.svg Império Russo
Morte 22 de Julho de 1931 (20 anos)
Auxerre, Flag of France.svg, França
Filhos sem descendência
Pai Grão-duque Miguel Alexandrovich da Rússia
Mãe Natalia Brassova (1880-1954)

Jorge Mikhailovich, Conde Brasov (em russo: Георгий Михайлович, граф Брасов), (24 de Julho de 191022 de Julho de 1931) foi um nobre russo e descendente da Casa Romanov.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Primeiros Anos[editar | editar código-fonte]

Os seus pais eram o Grão-duque Miguel Alexandrovich da Rússia e a sua amante, Natália Sergeyevna Sheremetyevskaya. O seu pai era filho do czar Alexandre III da Rússia e da sua esposa, a czarina Maria Feodorovna, uma irmã da Rainha Alexandra do Reino Unido.

Jorge nasceu em Udinka, perto de Moscovo. A sua mãe tinha acabado de se divorciar do seu segundo marido, o Capitão Rittmeister, um oficial que servia no regimento do pai de Jorge. Recebeu o seu nome em honra do seu tio, o Grão-duque Jorge Alexandrovich da Rússia, que tinha morrido de Tuberculose em 1899.

Quando nasceu, o seu pai estava em segundo lugar da linha de sucessão para se tornar Imperador da Rússia, apenas atrás do primo de Jorge, Alexis.

Alexis sofria de Hemofilia e receava-se que não vivesse o tempo suficiente para herdar o trono. De acordo com a lei da sua Casa Real, o pai de Jorge não se podia casar sem a permissão do monarca reinante.

Esta permissão não foi concedida, visto que a sua mãe era duas vezes divorciada e não pertencia à realeza. Em 1912, Alexis sofreu uma grave hemorragia quando estava de férias com a família em Spala, na Polónia. Temendo que o seu sobrinho não resistisse e, assim, se visse forçado a um casamento nobre, o seu pai Miguel casou-se com a sua mãe na Igreja Ortodoxa Sérvia no dia 30 de Outubro de 1912. O significado deste tipo de cerimónia era de que o casamento não podia ser invalidado nem pelos tribunais russos nem pela Igreja Ortodoxa Russa. O acto foi visto como cobarde e traiçoeiro para com os deveres do Grão-duque para com a Família Imperial, especialmente tendo em conta o grave estado de saúde do czarevich. Miguel e a família foram condenados ao exílio e viajaram durante muito tempo pela Europa até assentarem na Inglaterra.

Regresso Imperial[editar | editar código-fonte]

No Outono de 1914, o seu pai pediu autorização para regressar à Rússia com o objectivo de se juntar ao exército para combater na Primeira Guerra Mundial. Este pedido foi aceite e o Grão-duque regressou ao seu país de origem juntamente com a família. O seu pai tornou-se General e, mais tarde, recebeu a Ordem de São Jorge por bravura. O seu tio, o czar Nicolau II da Rússia, elevou a sua mãe a Condessa Brasova, o estado de Miguel. Jorge herdou o título da sua mãe e tornou-se no Conde Brasov. Apesar de ser legitimado, ele e os seus futuros descendentes seriam excluídos da linha de sucessão. Mais tarde o Grão-duque Cyril Vladimirovich, o pretendente ao trono, concedeu-lhe o título de Príncipe. Revolução.

Em 1917, durante a Revolução de Fevereiro, Nicolau II abdicou do trono por si e pelo seu filho Alexis, nomeando Miguel como seu sucessor. Contudo, todas as tropas de Petrogrado já se tinham juntado aos manifestantes, forçando Miguel a adiar a posse oficial do trono até serem realizadas eleições. O poder foi assim entregue ao Governo Provisório. Jorge e a sua família foram colocados em prisão domiciliária no Palácio de Gatchina e, mais tarde, o seu pai seria exilado para a remota cidade de Perm, nos Montes Urais. Antes de ser exilado, o seu pai conseguiu retirá-lo a ele e à sua meia-irmã Natália (filha do primeiro casamento da sua mãe) da Rússia enviando-os para Copenhaga onde ficaram a cuidado de parentes da sua avó Maria Feodorovna, antiga princesa da Dinamarca.

Nas primeiras horas do dia 12 de Junho de 1918, o seu pai foi morto a tiro nos arredores de Perm por agentes da Cheka e o seu cadáver foi queimado. As circunstâncias da sua morte seriam apenas descobertas após a própria morte de Jorge.

Vida no Exílio e Morte[editar | editar código-fonte]

Jorge e a sua mãe passaram os primeiros anos de exílio em Londres onde ele ingressou na Harrow, um proeminente internato público. Em 1927, devido a problemas financeiros, a sua mãe mudou-se para Paris e ele permaneceu na Inglaterra para completar os seus estudos. Depois entrou noutro internato, a École dês Roches, em Verneuil, na Normandia. Apesar de a ideia de ele reclamar o trono o tenha circulado durante toda a sua vida, Jorge tratava esse pensamento com humor quando se lhe era dirigido. Quando amadureceu, muitos realçaram a semelhança entre ele e o seu pai.

No Verão de 1931, depois de ter terminado os seus exames finais em Sorbonne, Jorge decidiu celebrar a ocasião com umas férias no sul de França com o seu amigo holandês, Edgar Moneanaar. Os dois planearam ir de carro de Paris até Cannes, mas o carro derrapou na estrada e embateu contra uma árvore. Edgar, de 19 anos, que estava a guiar, morreu de imediato. Jorge foi ainda levado para um hospital próximo com as ancas partidas e várias hemorragias internas, no entanto acabou por morrer sem chegar a recuperar a consciência.

Foi enterrado no Cemitério Passy, em Paris. Em 1952, quando a sua mãe morreu de cancro, foi enterrada a seu lado. A campa de ambos é marcada por uma cruz eslava de pedra por cima de mármore negro e verde com a simples inscrição “Fils et Epouse de S.A.I Grand Duc Michael de Russie”.