José Calderón

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José Calderón
José Calderón Pistons.jpg
Informações pessoais
Nome completo José Manuel Calderón
Data de nasc. 28 de setembro de 1981 (32 anos)
Local de nasc. Villanueva de la Serena, Espanha
Altura 1,91 m
Peso 95 kg
Apelido Mr. Catering
Informações no clube
Clube atual Toronto Raptors
Número 8
Posição Armador
Clubes profissionais
Ano Clubes Partidas (pontos)
1999–2001
2001–2002
2003–2005
2005–2013
2013
2013–
CB Lucentum Alicante
Baloncesto Fuenlabrada
TAU Ceramica
Toronto Raptors
Detroit Pistons
Dallas Mavericks
Medalhas
Jogos Olímpicos
Prata Pequim 2008 Equipe
Prata Londres 2012 Equipe
Campeonatos Mundiais
Ouro Japão 2006 Equipe
EuroBasket
Prata Suécia 2003 Equipe
Prata Espanha 2007 Equipe

José Manuel Calderón Borrallo (Villanueva de la Serena, 28 de setembro de 1981) é um basquetebolista espanhol.

Formou parte da seleção espanhola que ganhou o Campeonato Mundial de Basquetebol de 2006 no Japão.

Em 25 de abril de 2007 se converteu no primeiro espanhol em conseguir uma vitória em playoffs, diante os New Jersey Nets.[1] Calderón joga com o número 8 em sua camiseta, tanto em sua equipe como na seleção.

Carreira[editar | editar código-fonte]

ACB[editar | editar código-fonte]

Formou parte da equipe de sua cidade, o Doncel da Serena, até os 13 anos, idade com a que o Tau Vitória o contratou, indo jogar em Vitória para formar-se como jogador. Jogou na seleção da categoria cadete, júnior e sub 20. Calderón jogou seis temporadas como profissional em Espanha, estreando na liga LEB com o CB Lucentum de Alicante, clube ao que foi cedido pelo TAU, na temporada 1999-00. Seus números ao finalizar a temporada foram de 9.0 pontos e 2.1 rebotes por partida.

Na temporada 2000-01 o Lucentum ascendeu à liga ACB, pelo que se produziu sua estréia na ACB, com somente 18 anos. Sua primeira temporada se saldou positivamente com médias de 8.6 pontos em 25.3 minutos por partida. A revista Gigantes del Basket lhe premiou como o melhor estreante da competição.

Na temporada 2001-02 seu passe foi cedido ao Baloncesto Fuenlabrada. Em 35 partidas fez uma média de 9.7 pontos, 1.5 rebotes e 1.7 assistências. A revista Gigantes del Basket lhe premiou como maior progressão na ACB. Terminada a temporada, recebeu sua recompensa e foi selecionado para disputar com a seleção espanhola o Campeonato Mundial de Basquetebol de 2002. Estreou antes de começar o Mundial, em 20 de agosto de 2002.

O jogador falou sobre ser selecionado para vestir a camiseta da seleção espanhola em 2002, dizendo:

Tinha esperança de estar entre os 15 o 16 pré-selecionados, mas não pensava entrar na absoluta. Creio que posso colaborar com o combinado nacional jogando em duas posições, pivô e armador, e logo o que me peçam, tanto em defesa, como em ataque


Na temporada 2002-03 foi recuperado pelo Tau Vitoria, onde foi o reserva habitual do pivô Elmer Bennett. No entanto, seus minutos aumentaram quando Bennett sofreu uma lesão. Acabou a campanha com notáveis 17.5 pontos de média. Na Euroliga teve uma média de 7.5 pontos e 2.4 rebotes com uma efetividade de 40.5 % em triplos.

Na temporada 2003-04 com a saída de Bennett do Tau, Calderón se fez definitivamente com o posto de base titular. Nesta temporada chegou seu primeiro título nacional, a Copa do Rey ganha ante o Joventut de Badalona. Teve médias de 8.0 pontos, 2.6 rebotes e 2.0 assistências durante 41 partidas, enquanto que nos 19 que disputou em Euroliga conseguiu uma média de 7.2 pontos e 2.0 assistências, além de formar parte do melhor quinteto.

Na temporada 2004-05, o Tau terminou vice-campeão da Euroliga ao perder a final ante o Maccabi Tel Aviv na Final Four disputada em Moscou. Calderón conseguiu na Final Four médias de 14,5 pontos e 3,5 rebotes. Antes, o Tau había derrotado a Benetton Treviso em semifinais com José fazendo uma média de 9.5 pontos e 5.0 rebotes. Na liga ACB chegou a decepção após perder in extremis a última partida da final frente ao Real Madrid Baloncesto, ainda que o próprio Calderón pudesse haver forçado a prorrogação com sua intento no último tiro. Foi incluído no melhor quinteto da temporada na ACB. Nos 39 partidas de liga regular em Espanha conseguiu registros de 12.4 pontos, 2.6 rebotes e 3.0 assistências. Conseguiu 21 pontos, recorde na temporada, em duas partidas frente ao Ulker e Pau Orthez.

Após um périplo de seis temporadas em ACB, o 3 de agosto de 2005, Calderón fichou como agente livre por os Toronto Raptors da NBA.

Suas médias ACB (incluídos os Play-Offs) foram de 9.1 pontos, 2.2 rebotes, 2 assistências, 1.2 roubos em 186 partidas disputados. Em suas quatro últimas temporadas com o Tau Cerámica, fez média de 10.9 pontos, 2.2 rebotes e 2.0 assistências em 214 encontros, partidas de Copa e Euroliga, inclusive. Ha participado com o Tau em três edições da Euroliga donde firmou 9.0 pontos, 2.5 rebotes e 2.1 assistências em 58 partidas.

NBA[editar | editar código-fonte]

Temporada 2005-06[editar | editar código-fonte]

Calderón com a camiseta de os Toronto Raptors.

Calderón começou sua andada na NBA na temporada 2005-06, e começou melhor do que se esperava, já que em sua segunda partida fez 20 pontos frente ao New Jersey Nets, sua máxima anotação pessoal em toda a temporada. Pouco mais de um mês depois, em 6 de dezembro, esteve a ponto de lograr sua primeiro triple-double, após anotar 8 pontos, capturar 9 rebotes e repartir 13 assistências frente a Washington Wizards.

El 16 de dezembro conseguiu seu primeiro double-double na liga e de novo se aproximou ao triple-double com 15 pontos, 11 assistências e 7 rebotes frente a Golden State Warriors. De novo fez Double-double frente aos New York Knicks após fazer 13 pontos e 10 assistências o 15 de janeiro.

No entanto, uma lesão no calcanhar o fez perder muitas partidas, e por conseguinte, perder também a confiança do treinador, já que baixaram consideravelmente seus minutos de jogo. Essa circunstância também repercutiu negativamente em sua hipotética atuação no All-Star para a partida de novatos.

Terminou jogando de titular 7 de os últimos 20 partidas devido a diferentes lesiones que sofreram seus companheiros. La temporada para Calderón se saldou com médias de 5.5 pontos, 2.3 rebotes e 4.5 assistências em 23.2 minutos das 64 partidas que disputou. Desses 64 disputou 11 de titular, com médias de 9 pontos, 4.5 rebotes e 7.5 assistências. Uma bagagem satisfatória para sua primeira temporada na NBA.

Acabou o segundo com mais assistências em uma temporada para um novato na historia de Toronto Raptors, com 288. Além de liderar a equipe em porcentagem de tiros livres com 84.8 e acabar o 14 na relação de assistências por perda, com 2.85.

Temporada 2006-07[editar | editar código-fonte]

Em sua segunda temporada, Calderón se assentou como um jogador constante na rotação, sendo participe da classificação para playoffs, tornando-se, assim, no primeiro espanhol em lograr um triunfo em playoffs, ante ao New Jersey Nets que os Raptors venceram por 89-83.[2]

A chegada à equipe do também espanhol Jorge Garbajosa e seu bom entendimento, tanto dentro como fora da quadra, os converteu na Spanish Connection de Toronto.

Calderón demonstrou sua fiabilidade no tiro, com um 52.1 % em sua segunda temporada.

Pese a que na temporada 2006-07 disputou menos minutos que na anterior campanha (21 por os 23.2 de 2005-06), o rendimento de Calderón e seus números aumentaram. Melhorou em todos os grandes aspectos do jogo, média 8.7 pontos (com uma das melhores porcentagens da liga em pontos de campo, 52.1 %, além de dobrar seus acertos desde a linha de três) e 5 assistências.

Em playoffs caíram frente a os Nets por 4-2 a pesar de dispor da vantagem de campo. Calderón aumentou suas nesta série, indo até os 13 pontos e 5.3 assistências em 24.3 minutos.

Temporada 2007-08[editar | editar código-fonte]

Durante a temporada 2007-08, Calderón disputou um grande número de partidas como titular devido à lesão de sua companheiro de equipe T.J. Ford. Sua atuação foi tão destacada que inclusive se especulou longamente com a possibilidade de que pudesse disputar a partida All Star,[3] ainda que finalmente não acontecesse.

Durante os meses de janeiro e fevereiro jogou ao melhor nível desde que chegara à NBA, mesmo que em dezembro começou a demonstrar que tinha um nível mais que suficiente para dirigir a uma equipe NBA. Nesse mês conseguiu os 12.8 pontos (com um 52.3 em tiros de campo e um 42.9 em triplos), 3.6 rebotes e 8.6 assistências. Além disso, conseguiu em 2 ocasiones sua recorde de assistências com 16.

A partir de março e após a recuperação de T.J. Ford, Calderón manteve uma reunião com seu treinador Sam Mitchech na que concordaram em que o armador Extremenho deixaria a posição de titular ao estadunidense.[4]

Nos playoffs foram eliminados por Orlando Magic por um contundente 4-1. Calderón fez média de 11.8 pontos, 3.6 rebotes e 7 assistências, sendo chave na terceira partida donde Toronto conseguiu o triunfo com 18 pontos e 13 assistências do extremenho.

Na seleção[editar | editar código-fonte]

Sua primeira aparição com a seleção chegou o 20 de agosto em um amistoso frente a Croácia, prévio ao Campeonato Mundial de Basquetebol de 2002], donde fez 5 pontos. Naquele Mundial, a Espanha chegava como uma de as candidatas a medalha, mas a Alemanha de Dirk Nowitzki os encontrou nas quartas eliminando a Espanha. Finalmente, a seleção espanhola pode ser 5ª após vencer a Estados Unidos. Um ano depois, em 2003 conseguiu a Medalha de prata do EuroBasket de 2003 após perder ante Lituânia.

Na Jogos Olímpicos de 2004, Calderón foi nomeado o capitão da equipe. Espanha culminou uma primeira fase perfeita, logrando 5 triunfos em 5 partidas. No entanto, teve a má sorte de enfrentar-se a Estados Unidos, caindo derrotados nas quartas, pese a perder menos partidas que, por exemplo, o campeão, Argentina.

Na Eurobasket de 2005, Espanha voltou a ficar às portas de medalha, após cair na luta pelo bronze frente a França.

Mas o grande êxito de Calderón e de toda a seleção espanhola chegou com o título no Mundial de Japão em 2006. Calderón teve uma média de 7.2 pontos e 3.2 assistências no torneio. Também foi neste mundial quando firmou sua melhor pontuação com a seleção após fazer 20 pontos contra a Alemanha a 21 de agosto de 2006.

Em casa, no EuroBasket de 2005 chegou outra medalha para Calderón, esta vez de prata.

Na Olimpíada de Pequim se proclamou vice-campeão olímpico a pesar de não poder jogar a semifinal nem a final por uma lesão. Repetiu a façanha em Jogos Olímpicos de Londres 2012.

Sucesso na terra natal[editar | editar código-fonte]

Em Extremadura, comunidade autônoma espanhola onde nasceu, Calderón é tratado como um ídolo, já que foi o primeiro jogador da região a jogar na NBA, tendo recebido prêmios por isso.[5] Todas as vezes que visita sua cidade natal (e outras cidades da região) é requisitado para participar em eventos benéficos e de incentivo ao esporte.[6]

Títulos[editar | editar código-fonte]

Títulos internacionais de seleção[editar | editar código-fonte]

  • Medalha de prata Jogos Olímpicos de Pequim 2008 e Londres 2012.
  • Medalha de prata no Eurobasket da Espanha 2007.
  • Medalha de ouro no Mundial de Basquete de 2006 em Japão.
  • Medalha de prata no [Eurobasket da Suécia 2003.
  • Medalha de bronze no Eurobasket jovem de Ohride 2000, com a seleção espanhola jovem.
  • Medalha de ouro no Eurobasket Junior de Varna 1998.
  • Medalha de ouro no Torneio Junior de Mannheim 1998.

Títulos de club[editar | editar código-fonte]

  • Campeão da Copa del Rey com o Tau Vitoria na temporada 2003-04.
  • Campeão da Divisão do Atlântico com Toronto Raptors (2006-07).
  • Primeiro jogador espanhol em ganhar uma partida de playoffs na NBA.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]