Lissanfíbio
| Lissamphibia | ||||||||
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Agalychnis callidryas
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| Classificação científica | ||||||||
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Lissamphibia é uma sub-classe de cordados que integra todos os anfíbios viventes. O grupo evoluiu entre o Triássico (pererecas, rãs e sapos) e Jurássico (gimnofionos, salamandras e tritões). Os anfíbios viventes pertencem a uma de três ordens - Anura (rãs, incluindo sapos), Caudata ou Urodela (salamandras, incluindo tritões) e Gymnophiona ou Apoda. Apesar da ancestria de cada um destes grupos ser controversa, todos partilham algumas características comuns, que indicam que eles evoluíram a partir de um ancestral comum e por isso formam um clado. A descoberta de uma forma do Permiano (Gerobatrachus hottoni) mostrou que rãs e salamandras tem um ancestral comum mais recentemente (±290 M.a.) do que anteriormente se achava baseado apenas no relógio molecular.
Índice |
[editar] Taxonomia
Enquanto que a monofilia dos Lissamphibia é aceite por muitos herpetólogos e paleontólogos, a origim e relação entre os vários grupos de Lissanfíbios quer entre eles quer com outros grupos de tetrápodes permanece controversa[carece de fontes]. Nem todos os paleontólogos estão convencidos que os lissamphibia são de facto um grupo natural, pois as várias características também são partilhadas com alguns anfíbios do Paleozóico, e é possível que estas características tenham evoluído independentemente[carece de fontes].
Actualmente há três teorias prevalecentes sobre a origem dos lissanfíbios: monofilia com os temnospondyli, monofilia com lepospondyli ou difilético (duas ancestrias separadas) com os apoda dentro dos lepospondyli e caudata e anura com os temnospondyli.
[editar] Características
As seguintes características são partilhadas por alguns, a maioria ou todos os Lissanphibia. Algumas destas aplicam-se a partes do corpo moles e por isso não estão presentes em fósseis. Aquelas que se referem ao esqueleto e são fossilizáveis também são conhecidas em vários tipos de anfíbios do Palaeozóico:
- Dois tipos de glândulas da pela (mucosa e granular)
- Corpos gorduroso associados às gónadas
- Papilas sensoriais com dois canais no ouvido interno
- Bastonetes verdes (um tipo especial de células visuais, desconhecidos nos Gymnophiona)
- Costelas não rodeam o corpo
- Capacidade de elevar o olho (com músculos do ''levator bulbi'')
- Respiração:
-pulmonar -cultênea -buco-faringeana -branquial
- "Centra" cilíndrica (o corpo central das vértebras; também encontrado em vários grupos dos primeiros tetrápodes)
- Dentes pedicilados (a coroa dos dentes estão separados da raiz por uma zona de tecido fibroso; também encontrado em alguns Dissorophoidea; os dentes de algumas salamandras fósseis não são pedicilados)
- Dentes bicuspidos (duas cúspides por dente, também encontrado em Dissorophoidea juvenis)
- Presença de papilla amphibiorum e papilla basilaris: áreas na parede do sáculo do ouvido interno sensíveis a frequências inferiores a 1000 Hz e superiores a 1000Hz, respectivamente.
- Opérculo (pequeno osso no crânio, ligado à cintura escapular pelo músculo opercular --> sons de baixa frequência do ar ou substrato; provavelmente envolvido na audição e equilibrio; ausente em Gymnophiona e algumas salamandras, fundido aos ossos do ouvido na maioria dos anuros)
- Perda dos ossos do crânio posteriores )também em Microsauria e Dissorophoidea)
- Pterigóide pequeno e muito separado (também em Temnospondyli e Nectridea)
- Processo cultriforme largo do parasfenóide (também em alguns Microsauria (Rhynchonchos) e Lysorophia)
- Condilo occipital duplo ou emparelhado
- Sistema reprodutor são dióicos-desenvolvimento indireto (metamorfose)
[editar] Ligações externas
- Mikko's Haaramo Phylogeny - Lissamphibia
- Biology 356 - Major Features of Vertebrate Evolution pelo Dr. Robert Reisz, Universidade de Toronto
[editar] Referências
- Benton, M. J. (2005), Vertebrate Paleontology, 3rd ed. Blackwell Science Ltd
- Carroll, RL (1988), Vertebrate Paleontology and Evolution, WH Freeman & Co.
- San Mauro, Diego;Miguel Vences, Marina Alcobendas, Rafael Zardoya and Axel Meyer. (May 2005). "Initial diversification of living amphibians predated the breakup of Pangaea". American Naturalist 165: 590–599. DOI:10.1086/429523.