Tetrápodes

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Como ler uma caixa taxonómicaTetrapoda
Ocorrência: Devoniano Médio - Recente
395–0 Ma
As quatro classes de tetrápodes viventes (sentido horário): Rana (anfíbio), Opisthocomus (ave), Eumeces (réptil) e Mus (mamífero)

As quatro classes de tetrápodes viventes (sentido horário): Rana (anfíbio), Opisthocomus (ave), Eumeces (réptil) e Mus (mamífero)
Classificação científica
Domínio: Eukaryota
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Subfilo: Vertebrata
Infrafilo: Gnathostomata
Superclasse: Tetrapoda
Broili, 1913
Classes

Os tetrápodes (Tetrapoda) constituem uma superclasse de vertebrados terrestres, possuidores de quatro membros.[1] Os tetrápodes evoluíram dos peixes-lobo de nadadeira cerca de 395 milhões de anos, no Período Devoniano.[2]

Em relação aos mamíferos, usa-se este termo (ou a expressão vulgar "quadrúpedes") para designar os animais que apoiam os 4 membros no solo, ao deslocarem-se, em contraposição aos animais que normalmente apoiam apenas dois, como o homem, e que são chamados bípedes. Os tetrápodes são descendentes de peixes de nadadeiras lobadas, os Sarcopterygii.

Todos os animais que descendem deles são considerados tetrápodes, pois possuem 4 membros. As serpentes, apesar de não possuírem membros são tetrápodes, pois seus membros sofreram um processo denominado regressão e foram perdidos, mas como pertencem ao grupo dos Lepidossauros, são descendentes de um ancestral Tetrapoda.

Note-se no entanto que existe uma nuance de significado entre tetrápode (do grego) e quadrúpede (do latim), com o mesmo significado etimológico. O conceito de tetrápode inclui todas as aves (as asas são membros), enquanto que quadrúpede neste caso não se aplica (as asas não são "patas"). Note-se ainda que embora os seres humanos possam em teoria deslocar-se sobre quatro membros, eles estão adaptados à marcha bípede dado que as pernas são razoavelmente mais longas que os braços. No entanto os seres humanos são considerados tetrápodes.

Biodiversidade[editar | editar código-fonte]

Tetrápodes inclui quatro classes: anfíbios, répteis, mamíferos e aves. No geral, a biodiversidade de lissanfíbios,[3] bem como dos tetrápodes em geral, tem crescido exponencialmente ao longo do tempo; mais de 30.000 espécies que vivem hoje descendem de um único grupo de anfíbio no Início para o Devoniano Médio. No entanto, esse processo de diversificação foi interrompido, pelo menos algumas vezes por grandes crises biológicas, como o evento de extinção do Permiano-Triássico, que pelo menos afetado amniotas.[4] A composição global da biodiversidade foi impulsionada principalmente por anfíbios no Paleozoico, dominada por répteis do Mesozoico e ampliada pelo crescimento explosivo de aves e mamíferos do Cenozoico.

Evolução[editar | editar código-fonte]

A mudança de um plano de corpo para respirar e flutuar na água para um plano corporal que permite que o animal se mova

em terra é uma das mais profundas

mudanças evolutivas conhecidas.[5] Também é um dos mais bem compreendidos, em grande parte graças a uma série de fósseis significativos encontrados no final do século XX combinados com a melhoria das análises filogenéticas.[6]

Referências

  1. Tetrápodes (em português) Porto Editora Infopédia. Visitado em 19 de dezembro de 2013.
  2. Clack, J.A.. Gaining ground: the origin and evolution of tetrapods (em inglês). 2ª ed. Bloomington, Indiana, EUA: Indiana University Press, 2012.
  3. Marjanović, D.; Laurin, M.. (2008). "Assessing confidence intervals for stratigraphic ranges of higher taxa: the case of Lissamphibia" (PDF) (em inglês). Acta Palaeontologica Polonica 53 (3): 413–432. DOI:10.4202/app.2008.0305. Visitado em 19 de dezembro de 2013.
  4. Ward, P.D.; Botha, J.; Buick, R.; Kock, M.O.; Erwin, D.H.; Garrisson, G.H.; Kirschvink, J.L.; Smith, R.. (2005). "Abrupt and gradual extinction among late Permian land vertebrates in the Karoo Basin, South Africa" (em inglês). Science 307 (5710): 709–714. DOI:10.1126/science.1107068. PMID 15661973. Bibcode2005Sci...307..709W.
  5. Long JA, Gordon MS. (2004). "The greatest step in vertebrate history: a paleobiological review of the fish-tetrapod transition" (em inglês). Physiol. Biochem. Zool. 77 (5): 700–19. DOI:10.1086/425183. PMID 15547790. Visitado em 19 de dezembro de 2013.
  6. Shubin, N.. Your Inner Fish: A Journey Into the 3.5-Billion-Year History of the Human Body (em inglês). Nova Iorque: Pantheon Books, 2008. ISBN 978-0-375-42447-2

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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