Carbonífero

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Período Carbonífero
359.2–359.2 milhões de anos atrás


Teor médio de o2 atmosférico durante o período ca. 32.5 Vol %1
(163 % do nível atual)
Teor médio do CO2 atmosférico durante o período ca. 800 ppm2
(3 vezes o nível pré-industrial)
Temperatura média da superfície durante o período ca. 14 °C3
(0 °C acima do nível atual)
Nível do mar (acima dos dias de hoje) Falling from 120m to present day level throughout Mississippian, then rising steadily to about 80m at end of period4


Na escala de tempo geológico, o Carbonífero ou Carbónico é o período da era Paleozoica do éon Fanerozoico que está compreendido entre 359 milhões e 245 milhões de anos atrás, aproximadamente. O período Carbonífero sucede o período Devoniano e precede o período Permiano, ambos de sua era. Na América do Norte o período é dividido em dois, o Mississippiano (entre cerca de 360 milhões e 318 milhões de anos atrás) e o Pennsylvaniano (entre cerca de 318 milhões e 299 milhões de anos atrás), sendo que em alguns outros locais estes "períodos" são considerados como épocas e consequentes subdivisões do período Carbonífero.


O Carbonífero tem este nome devido as grandes quantidades de carvão mineral encontradas em formações rochosas da época na Inglaterra, onde foram datadas pela primeira vez rochas deste período. Estas grandes formações de carvão tem origem, segundo creem os especialistas, nas grandes florestas e pântanos que cobriam a maior parte das terras imersas do período. Apesar disto, na América do Norte, a maioria das jazidas de carvão são datados do Pennsylvaniano, enquanto que as formações do Mississippiano são formadas principalmente de rochas calcárias.

Acontecimentos[editar | editar código-fonte]

O início do Carbonífero foi marcado por um aumento do nível dos oceanos, que alagou muitas terras baixas criando mares litorâneos rasos. Porém tal efeito se reverteu em meados do período (cerca de 318 milhões de anos atrás). A mudança nos níveis dos oceanos causou considerável extinção na fauna marinha, principalmente entre crinóides (40% das espécies extintas) e ammonóides (80% das espécies extintas).

Gondwana, o supercontinente do hemisfério sul, sofreu uma grande glaciação neste período, porém isto parece não ter causado diferença no clima equatorial do período, que se manteve tropical e propiciou o desenvolvimento de exuberantes florestas e pântanos.

Também foi ao longo deste período que as massas de terra se uniram para formar o supercontinente Pangeia, que resistiu como único continente mundial até a era dos dinossauros.

Fóssil de Lepidodendron lycopodioides

Flora[editar | editar código-fonte]

Um dos aspectos marcantes do Carbonífero foi a proliferação das florestas e de novas formas de vida vegetal, apesar de licopódios e samambaias ainda predominarem (embora com uma diversidade incomparavelmente maior do que nos períodos anteriores), merecendo destaque para as chamadas "samambaias com sementes", hoje extintas. Também merece ressaltar que fora neste período que ocorreu o desenvolvimento das cicadáceas. Algumas das árvores desse período poderiam alcançar uma altura próxima aos 40 metros.

Entre os principais gêneros fósseis botânicos do Carbonífero podemos destacar Calamites, Lepidodendron e Sigillaria.

Fauna[editar | editar código-fonte]

Aviculopecten, Syringothyris.

Dentre os animais, se destaca a extinção total dos graptólitos e dos peixes mais primitivos (como os placodermos, por exemplo). O período também merece destaque pela proliferação dos animais terrestres, com grande variedade de artrópodes e anfíbios, além do surgimento dos primeiros répteis (os primeiros vertebrados totalmente terrestres a surgir em nosso planeta) e dos primeiros animais com a capacidade de voar (insetos, muitos deles semelhantes a libélulas). Ainda falando de artrópodes, merece destacar o grande tamanho de alguns (como, por exemplo, Arthropleura e Archimylacris) comparado com os atuais, segundo creem os cientistas, tal gigantismo destas criaturas seria consequência de uma maior porcentagem de oxigênio na atmosfera do período (sendo que se considera que os níveis de oxigênio na atmosfera naquele período superava os 35%, contra cerca de 21% da atualidade).

Galerias[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Imagem:Sauerstoffgehalt-1000mj.svg
  2. Imagem:Phanerozoic Carbon Dioxide.png
  3. Imagem:All palaeotemps.png
  4. Haq, B. U.. (2008). "A Chronology of Paleozoic Sea-Level Changes". Science 322 (5898): 64–68. DOI:10.1126/science.1161648. PMID 18832639.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  • [Museu da UNESP Título não preenchido, favor adicionar]
  • [Geocities Título não preenchido, favor adicionar]
  • 2006: Série de televisão da emissora ITV Prehistoric Park, episodio 5.
  • Revista DINOSSAUROS!, 1996, Editora Globo, Fascículo 68, páginas 1614-1617
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