Luger P08

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Data da marcação: novembro de 2012
Luger Pistole 08
DWM 4 inch Navy Luger 859.jpg

Luger Marine
Tipo pistola semi-automatica
Local de origem  Império Alemão
História operacional
Em serviço 1904 - 1960
Histórico de produção
Criador George Luger
Data de criação 1898
Período de
produção
1900 - 1941
Variantes P08, P08/14, Luger Marine 1904, Luger Marine 1904/06 e Luger Marine 1904/08
Especificações
Peso P08: 850 g
Luger Marine: 1 kg
Comprimento P08: 230 mm
Luger Marine: 260 mm
Comprimento 
do cano
P08: 98 mm
Luger Marine: 150 mm
Calibre 7,65 mm Parabellum
9 mm Parabellum
Ação recuo curto
Velocidade de saída 350-400 m/s
Sistema de suprimento carregador recto de 8 munições ou carregador em tambor de 32 munições

A pistola Luger P08 foi uma antiga pistola fabricada na Alemanha. Foi considerada como o maior souvenir da Segunda Guerra Mundial. Esta pistola foi adotada pelo exército alemão em 1908 (daí o nome P08) e dois milhões de unidades foram fabricadas entre 1914 e 1918.

Sua verdadeira definição técnica era P08 Parabellum-Pistole (Pistola Parabellum), termo oriundo do latim.[1]

História[editar | editar código-fonte]

A Luger teve suas origens em um projeto inicial de Hugo Borchardt em 1893. Mais tarde foi patenteada por George Luger que a aprimorou e desenvolveu para produção em série. A arma acabaria levando seu nome até o final. A produção inicial foi feita pela fabricante de armas Deutsche Waffen-und Munitionsfabriken (DWM), a partir de 1900. Estima-se que foram produzidas em torno de 35 versões diferentes, por diversos fabricantes.

Utilização[editar | editar código-fonte]

A Marinha Alemã (na época Germânica) faria a primeira encomenda em 1904 (seguindo-se outras em 1906 e 1908), seguida pelo Exército em 1908. No entanto, os alemães acabaram criando variações específicas para cada força armada, devido à utilização que previam para essas armas.

A Luger foi popular durante a Primeira Guerra Mundial sendo utilizada principalmente pela infantaria do Exército Alemão. Inicialmente utilizava calibre 7.65x22mm Parabellum, que foi depois modificado para 9x19mm Parabellum, utilizando o novo cartucho desenvolvido. Este conjugava perfeitamente precisão, velocidade e poder de parada. Estes seriam os dois únicos calibres empregados pela Luger ao longo de sua história. Este cartucho 9mm seria, no futuro, padrão para a maioria das pistolas automáticas que viriam a ser fabricadas.

Apesar das restrições impostas pelo Tratado de Versalhes à Alemanha derrotada, a pistola continuou a ser fabricada, quer no interior da fronteira Alemã ou em linhas de produção em outros locais da Europa.

Como pistola militar, a Luger não justificava a reputação que granjeou. É elegante, boa de manusear e atira com precisão, mas sofre de várias limitações para ser considerada uma boa arma militar. Sua manufatura é bastante dispendiosa. O mecanismo tem muitas peças miúdas que requerem usinagem e montagem cuidadosa, e as molas têm que ser fabricadas com cuidado. O sistema de culatra articulável é sensível às variações da potência do cartucho, o que pode emperrar o funcionamento da arma. Lama, poeira, gelo e neve também provocam enguiços e uma vez que o mecanismo não é coberto, nada impede que esses agentes penetrem nele.

Quando posta ao lado de sua sucessora, a Walther P38, não se tem dúvida qual a melhor pistola para uso militar. Mesmo assim, foram fabricadas algo em torno de quatro milhões de unidades desta arma, e, até hoje, os colecionadores pagam altos preços por um exemplar em bom estado.

Serviço em Portugal[editar | editar código-fonte]

Versão da Luger adaptada como fuzil de assalto.[2]

O Exército Português tornou-se um dos primeiros exércitos do mundo a dispor de uma pistola automática como arma regulamentar, ao adotar a Luger de calibre 7,65 mm e cano de 120 mm, em 1908, dando-lhe a denominação oficial de Pistola 7,5 mm m/1908.

Em 1909 Marinha Portuguesa também adotou a Luger, mas de calibre 9 mm e cano de 100 mm, dando-lhe a denominação oficial de Pistola Parabellum m/910. Em 1912, a Marinha voltou a receber uma nova remessa de pistolas Luger com algumas alterações em relação às de 1909, que receberam a denominação Pistola Parabellum m/912.

Em 1935 foi a vez da Guarda Nacional Republicana ser equipada com pistolas Luger 7,65 mm.

O Exército Português voltou a reequipar-se com pistolas Luger a partir de 1941, mas, desta vez, com calibre 9 mm e cano de 100 mm, denominadas Pistola 9 mm Parabellum m/943. Estas pistolas serviram como arma de serviço dos oficiais do Exército até 1961, quando foram substituídas pela Walther P38. Parte das pistolas remanescentes, foram então distribuídas aos apontadores de lança granadas-foguete e morteiro das unidades em combate na Guerra do Ultramar, para que pudessem dispor de uma arma de defesa próxima.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Significa : Si vis Pacem, Para Bellum ( “Se queres a paz, prepara-te para guerra”) -Foi escrita pelo autor romano Publius Flavius Vegetius Renatus. A locução é uma de muitas provenientes do seu livro "Epitoma rei Militaris", que foi provavelmente escrito no ano 390 d.C.
  2. Durante a guerra foi desenvolvido um estranho carregador de tambor (também chamado de caracol), com capacidade para 32 tiros, que devido à sua complexidade tendia a emperrar facilmente, e conferia ao conjunto um aspecto um tanto grotesco.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Bishop, Chris (1998), The Encyclopedia of Weapons of World War II, New York: Orbis Publiishing Ltd
  • Weimar Lugers by Jan C. Still (Still's Books - 1993)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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