Marie Laveau

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Detalhe da tumba de Marie Laveau no cemitério de Saint Louis, em Nova Orleans.

Marie Laveau (10 de setembro de 1782 - 16 de junho de 1881) foi uma conhecida praticante de vodu dos Estados Unidos, sendo chamada até hoje de Rainha dos Vodus.

Histórico[editar | editar código-fonte]

Muito pouco é conhecido com algum grau de certeza sobre a vida de Marie Laveau. Supõe-se que ela nasceu no Bairro Francês de Nova Orleans, Louisiana em 1794, filha de um agricultor branco e uma mulher negra. Ela casou-se com Jacques Paris, um negro livre, em 4 de agosto de 1819; sua certidão de casamento foi conservada na Catedral de Saint Louis, em Nova Orleans.

M. Paris morreu em 1820, em circunstâncias não explicadas; após sua morte, Marie Laveau tornou-se cabeleireira e trabalhou para famílias brancas abastadas. Ela arranjou um amante, Luis Christopher Duminy de Glapion, com quem viveu até a morte dele, em 1835.

Sobre sua carreira como paranormal, pouco pode ser dito conclusivamente. Diz-se que tinha uma cobra chamada Zumbi. Tradições orais sugerem que a parte oculta de sua magia era uma mistura sincrética de crenças católicas com espíritos de cultos africanos e outros conceitos religiosos.

Alega-se também que seu suposto poder mágico provinha, na verdade, de uma rede de informantes nas casas dos figurões nas quais ela tinha trabalhado como cabeleireira, e que ela era dona de um bordel. Ela especializou-se em obter informações privilegiadas de seus patrões ricos ao, aparentemente, instilar medo nos servos destes a quem ela "curava" de males misteriosos (os quais ela pode ter causado ou sugerido, numa espécie de Síndrome de Munchausen profissional).

Em 16 de junho de 1881, os jornais de Nova Orleãs publicaram que Marie Laveau havia morrido. Isto é digno de nota, porque ela teria continuado a ser vista na cidade após esta data. Afirma-se que uma de suas filhas com M. Glapion assumiu seu nome e prosseguiu com a prática mágica após a morte dela.

Marie Laveau foi sepultada no Cemitério de São Luís em Nova Orleans, na cripta da família Glapion. A tumba continua a atrair visitantes que desenham três cruzes (XXX) na lateral, esperando que o espírito dela lhes conceda a realização de um desejo.

Na ficção moderna[editar | editar código-fonte]

Marie Laveau aparece em muitos romances, especialmente aqueles que abordam o oculto. Estes incluem American Gods de Neil Gaiman, The Arcanum de Thomas Wheeler, Voodoo Dreams de Jewell Parker Rhodes, Midnight Moon de Lori Handeland e em Zorro, de Isabel Allende, entre outros. Ela é a antepassada de um lobisomem no filme Cry of the Werewolf. Ela também faz aparições em muitas outras obras, incluindo literatura infantil, histórias em quadrinhos e contos.

Marie Laveau aparece também no seriado norte-americano American Horror Story : Coven, como uma rival da Suprema Fiona (Jessica Lange).

Nas HQs[editar | editar código-fonte]

Na música[editar | editar código-fonte]

  • Marie Laveau é a personagem de uma canção do famoso cantor de blues de Nova Orleans, Dr. John. Como se poderia esperar, a música se chama "Marie Laveau."
  • Marie Laveau é a principal referência na trilha Dixie Drug Store de Grant Lee Buffalo.
  • Marie Laveau é mencionada na canção "Clare" do Fairground Attraction.
  • Marie Laveau também é personagem de uma música country de Bobby Bare, "Marie Laveau".
  • O maior sucesso do grupo Redbone, Witch Queen Of New Orleans foi escrito em sua homenagem.
  • Marie Laveau é citada passeando com Oscar Wilde em "Wheel Inside the Wheel" de Mary Gauthier.
  • Marie Laveau é mencionada em "I Will Play for Gumbo" de Jimmy Buffett.
  • Marie Laveau é mencionda indiretamente em "Gris-Gris" pela banda de rock gótico de Nova York, Curse. A canção fala com grandes detalhes do ritual que muitos realizam para invocar o espírito dela.
  • O músico de New Orleans Craig Klein gravou a tradicional canção "Marie Laveau" em seu disco "New Orleans Trombonisms".

Em jogos de computador[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]