Mo Yan
| Mo Yan |
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|---|---|
| Mo Yan, em 2008 | |
| Nome completo | Guan Moye |
| Nascimento | 17 de fevereiro de 1955 (58 anos) Gaomi, Shandong |
| Nacionalidade | |
| Ocupação | Escritor |
| Prémios | |
| Gênero literário | Realismo mágico |
Guan Moye (em chinês: 管謨業, em chinês simplificado 管谟业, em pinyin Guǎn Móyè) (17 de fevereiro de 1955) é um escritor chinês, mais conhecido pelo pseudônimo de Mo Yan (em chinês: 莫言, em pinyin Mò Yán), que significa "Não fale"1 . É descrito como "um dos mais famosos, banidos e largamente pirateados escritores chineses".2
Foi laureado com o Nobel de Literatura em 2012,3 "que com realismo alucinatório funde contos populares, história e contemporaneidade".4
Biografia [editar]
Nasceu na província de Shandong, numa família de granjeiros, em um meio rural. Deixou a escola durante a Revolução Cultural para trabalhar numa fábrica de petróleo. Com 20 anos alistou-se no Exército Popular de Libertação, as atuais forças armadas do seu país, onde desempenhou um cargo de segurança e foi instrutor político de propaganda3 e nessa época começou a escrever. Seu pseudônimo foi escolhido logo no início de sua carreira e significa "não fale". Numa entrevista recente explicou que o nome se refere ao período revolucionário da década de 1950, quando seus pais o instruíam a não falar tudo o que pensa quando em público.5
Em 1981, publicou o seu primeiro romance que tinha escrito enquanto soldado.3
Em 1984, obteve um posto na Escola de Arte e Literatura do Exército, o que lhe permitiu dedicar mais tempo a escrever.
Em 1987, edita o que seria um grande sucesso, "Red Sorghum", que foi adaptado ao cinema por Zhang Yimou. A película contou com os atores Gong Li e Jiang Wen, ganhando o Urso de Ouro do Festival Internacional de Berlim em 1988.3
Em 1996, publicou 丰乳肥臀 (traduzido em Portugal como "Grandes peitos, ancas largas" e editado pela Ulisseia, reeditado em 2007 pela Babel),3 romance que foi proibido na China, e no que desde uma visão feminina, revisa quase um século da história do seu país. Devido ao teor sexual da história, o autor foi obrigado a escrever uma autocrítica ao seu próprio livro, tendo mais tarde sido obrigado a retirá-lo de circulação.6
Em 2009, numa conferência na Feira do Livro de Frankfurt, respondeu às acusações de falta de independência perante o poder: "Um escritor deve exprimir crítica e indignação perante o lado negro da sociedade e a fealdade da natureza humana, mas não devemos recorrer a formas de expressão uniformes. Alguns poderão querer gritar nas ruas, mas devemos tolerar aqueles que se escondem nos seus quartos e usam a literatura para transmitir as suas opiniões".6 Nesse mesmo ano, o escritor ganha diversos prémios, entre eles Prémio Newman para literatura chinesa.7
Em 2011, ganhou o Prêmio Mao Dun, o mais importante galardão literário oficial do país, sendo depois eleito vice-presidente da Associação dos Escritores da China.3 6 7
O seu mais recente romance, "Frog", fala de um tema especialmente sensível: a prática de abortos forçados na China devido à política de controle da natalidade imposta há três décadas sob a politica de "um casal, um filho".3
Seu estilo é comparado com o realismo mágico de Gabriel García Márquez.
Referências
- ↑ "La voz recuperada de Mo Yan", artigo en El País, 10 de maio de 2008 (em espanhol).
- ↑ Morrison, Donald (14 de fevereiro de 2005). Holding Up Half The Sky. Time.
- ↑ a b c d e f g Mo Yan vence Nobel de Literatura (em português) noticias.sapo.pt. Página visitada em 11 de outubro de 2012.
- ↑ The Nobel Prize in Literature 2012 (11 de outubro de 2012). Página visitada em 11 de outubro de 2012.
- ↑ Leach, Jim (Jan/Feb 2011). "The Real Mo Yan". Humanities 32 (1): 11–13.
- ↑ a b c Nobel da Literatura 2012 para chinês Mo Yan. Público (11 de outubro de 2012). Página visitada em 11 de outubro de 2012.
- ↑ a b Chinês Mo Yan vence Nobel de Literatura 2012. Globo (11 de outubro de 2012). Página visitada em 11 de outubro de 2012.
Ligações externas [editar]
- Perfil no sítio oficial do Nobel de Literatura 2012 (em inglês)
- Novelist Mo Yan Takes Aim with 41 Bombs (China Daily June 27, 2003)
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