Moreira César

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Moreira César
—  Distrito  —
Estado São Paulo
Município Pindamonhangaba
Criado em 7 de janeiro de 1889
Área
 - Total 234
População
 - Total 40 000


Moreira César é um distrito do município de Pindamonhangaba, localizado a leste da cidade, no Vale do Paraíba. Possui uma área de 234 km², que corresponde a um terço da área de Pindamonhangaba.[1]

Moreira César possui quase 40 mil habitantes segundo a última pesquisa, em 2010. É considerado um dos maiores distritos do Estado de São Paulo, e detém uma economia maior que a média das cidades brasileiras apesar de não ser um município.[carece de fontes?]

A História[editar | editar código-fonte]

No início[editar | editar código-fonte]

A data oficial de sua criação é em 1889 ano no qual Moreira César foi nomeado como bairro. Antes chamado de Nhambuí (Nome que em tupi significa Mamona, já que a vegetação nativa do lugar era desta árvore) e Barranco Alto (devido a um de seus afluentes). Mas seus primeiros exploradores passaram por estas terras no século XVI, paulistanos em busca de uma nova rota pelo leste para a cidade do Rio de Janeiro, trilhando assim a antiga rodovia Rio - São Paulo. Tem-se registro que por volta da década de 10 do século XIX existia uma venda na onde hoje se situa o bairro das Taipas. Esta venda também funcionava como um tipo de pousada, para os viajantes que percorriam todos os 446 km entre as duas províncias. Por volta do ano de 1880 se instalou um posto telegráfico em Nhanbuí, já que nessa época o meio de comunicação mais viável era a telegrafia, pois se quiséssemos saber de algum fato ocorrido em outra cidade ou comunicarmo-nos com eles deveríamos recorrer a esse método. Assim com esse fato fazendeiros que jaziam naquelas terras lutavam para a criação de uma estação férrea para que os moradores pudessem usufruir do transporte comum a eles. Por fim a construção da estação foi ocorrida em 7 de janeiro de 1889, data que ficou conhecida o nascimento oficial de nossa terra, que nesse mesmo dia mudou seu nome para Bairro de Moreira César. O posto telegráfico de Moreira César foi desativado na década de 60 e demolido na década de 1990, pois segundos motivos ele era construído de madeira nobre, e era vitimada de saques por moradores do distrito, fazendo com que a prefeitura de Pindamonhangaba optasse pela demolição e não a reforma, um erro grande já que uma estrutura com mais de 100 anos poderia servir como ponto histórico para as futuras gerações e porque não para nós cidadãos atuais.


A Estação Ferroviária[editar | editar código-fonte]

(este texto foi retirado do site: http://estacoesferroviarias.com.br)

Histórico da Linha[editar | editar código-fonte]

Em 1869, foi constituída por fazendeiros do Vale do Paraíba a E. F. do Norte (ou E. F. São Paulo-Rio), que abriu o primeiro trecho, saindo da linha da SPR no Brás, em São Paulo, e chegando até a Penha. Em 12 de maio de 1877, chegou a Cachoeira (Paulista), onde, com bitola métrica, encontrou-se com a E. F. Dom Pedro II, que vinha do Rio de Janeiro e pertencia ao Governo Imperial, constituída em 1855 e com o ramal, que saía do tronco em Barra do Piraí, Província do Rio, atingindo Cachoeira no terminal navegável dois anos antes e com bitola larga (1,60m). A inauguração oficial do encontro entre as duas ferrovias se deu em 8 de julho de 1877, com festas. As cidades da linha se desenvolveram, e as que eram prósperas e ficaram fora dela viraram as "Cidades Mortas"... O custo da baldeação em Cachoeira era alto, onerando os fretes e foi uma das causas da decadência da produção de café no Vale do Paraíba. Em 1889, com a queda do Império, a E. F. D. Pedro II passou a se chamar E. F. Central do Brasil, que, em 1896, incorporou a já falida E. F. do Norte, com o propósito de alargar a bitola e unificar as 2 linhas. O primeiro trecho ficou pronto em 1901 (Cacheoira-Taubaté) e o trecho todo em 1908. Em 1957 a Central foi incorporada pela RFFSA. O trecho entre Mogi e São José dos Campos foi abandonado no fim dos anos 1980, pois a construção da variante do Parateí, mais ao norte, foi aos poucos provando ser mais eficiente. Em 31 de outubro de 1998, o transporte de passageiros entre o Rio e São Paulo foi desativado, com o fim do Trem de Prata, mesmo ano em que a MRS passou a ser a concessionária da linha. O transporte de subúrbios, existente desde 1914 no ramal, continua hoje entre o Brás e Estudantes, em Mogi e no trecho D. Pedro II-Japeri, no RJ.

A estação[editar | editar código-fonte]

A estação, inaugurada em 1898, homenageava o Coronel do Exército Antônio Moreira César, morto em Canudos, BA, quando comandava tropas do Governo, em 1897. A estação foi feita com madeira nobre Pinho-de-Riga vinda especialmente da França para a construção destinada. Servia de muito para levar o café produzido na região do atual Distrito para lugares longes e até mesmo ser transportado em direção a Europa lugar onde se apreciava o nosso produto. Antes, porém, segundo Rômulo Campos D'Arace, existia ali desde os anos 1880 um posto telegráfico cuja existência levou à pressão para a construção de uma estação. Alexandre Ferreira César e Bernardino de Sena Leite, fazendeiros locais, doaram as terras para esse fim. Esta, segundo o autor, teria sido inaugurada em 7 de janeiro de 1898, data diferente da constante na Central do Brasil (ver acima) e com o nome de Moreira César, morto um ano antes e cidadão de Pindamonhangaba, cidade à qual pertencia a vila., que, até ali, se chamava Nhambuí, nome índio para mamona, ali existente em grande quantidade na época. A estação existiu até o início dos anos 1990, quando foi demolida.[2]

Patrono[editar | editar código-fonte]

História do Patrono[editar | editar código-fonte]

Nomeou seus pais, em sua Fé de Ofício, como sendo desconhecidos ou incógnitos. Sabe-se, contudo, que ele era filho do padre Antônio Moreira César de Almeida (1814 - 1860) e de Francisca Correia de Toledo (1818 - 1895), falecida solteira e irmã de Maria Bernardina Correia de Toledo, que foi casada com o capitão Bento Moreira César de Almeida, irmão do mencionado padre. Moreira César foi fruto de uma relação ilícita de traição por parte de sua mãe e seu pai morreu aos seus 10 anos de idade. Mas mesmo assim, como tudo indicava que sua infância deveria ser traumatizada e problemática, já que numa situação como essa numa época destas a tendência era mais indicada a esse rumo, ele contrariou todas as expectativas, se ingressou na carreira militar voluntariamente alem de ser um excelente aluno, e se desenvolveu no exército brasileiro de uma forma estonteante, alcançou a patente tenente-coronel, e foi chamado para liderar uma expedição a Canudos. Pindamonhangaba considera o Cel. Moreira César um filho ilustre, com referência a sua grande coragem e determinação que o levou a Canudos. Treme-Terra, assim ele era conhecido entre o povo. Corta-Cabeças, assim era conhecido entre os escravos.

Os Últimos dias de Cel. Moreira César[editar | editar código-fonte]

(1850-1897)

No contexto à repressão da comunidade de Canudos, a chamada Campanha de Canudos, após o fracasso de duas incursões militares, o baiano Manuel Vitorino, vice-presidente da república em exercício, nomeou o coronel Moreira César para comandar uma terceira expedição militar. A primeira fora comandada pelo tenente Manuel da Silva Pires Ferreira (1859- 1925), tendo sido batida em Uauá (Novembro de 1896, e a segunda pelo Major-fiscal Febrônio de Brito (1850 -?), batida, por sua vez, em Tabuleirinho (Janeiro de 1897). Moreira César partiu do Rio de Janeiro para a Bahia em 3 de fevereiro de 1897, aportando em Salvador a 6 do mesmo mês. No dia seguinte partiu para Queimadas, onde chegou no dia 8 pela manhã, por trem expresso. Temendo que os sertanejos abandonassem o arraial, intensificou os preparativos para a partida da tropa em direção a Monte Santo. O seu efetivo era composto por mil e trezentos homens, seis canhões Krupp, cinco médicos, dois engenheiros militares, ambulâncias e um comboio cargueiro com munições de guerra e de boca. Antes de acampar em Monte Santo, onde estabeleceu a segunda base de operações, Moreira César sofreu uma crise epiléptica, que se repetiria, com mais brandura, na Fazenda Lajinha, entre Monte Santo e Cumbe (atual Euclides da Cunha). Em Cumbe mandou prender o vigário local, padre Vicente Sabino dos Santos, sob a acusação de partidário de Conselheiro. O religioso foi solto posteriormente, por interferência do Estado-maior. Próximo ao arraial de Canudos a expedição foi atacada por piquetes de homens de Conselheiro, sem que porém tenha havido enfrentamento. No dia 2 de Março a coluna militar avançou sobre o Rancho do Vigário, a dezenove km de Canudos. Moreira César pretendia aproximar-se do arraial, permanecer um dia nas vizinhanças das margens do rio Vaza-Barris, bombardear a povoação e em seguida conquistá-la com a sua infantaria. Na manhã do dia 3 Moreira César mudou subitamente de idéia, optando pelo ataque imediato. O arraial foi duramente castigado pelas peças de artilharia. O assalto final teve início após o meio-dia. Os defensores de Canudos defenderam-se a tiros a partir das igrejas velha e nova. Nos primeiros momentos as forças do exército conseguiram invadir o arraial e conquistar algumas casas. Foram, contudo, obrigadas a recuar, devido à pouca munição. Após cerca de cinco horas de combate, Moreira César foi ferido no ventre, quando se preparava para ir à frente de batalha incentivar a tropa. Atendido pelos médicos, estes constataram tratar-se de ferimento mortal. O comando foi transferido ao coronel Pedro Tamarindo. Após mais de sete horas de combate encarniçado, o coronel Tamarindo decidiu recuar. Moreira César faleceu doze horas após haver sido atingido, na madrugada de 4 de Março de 1897, protestando que Canudos fosse uma vez mais atacado. Em reunião de oficiais, às 23 horas da noite anterior, fora decidida a retirada, dados os grandes números de feridos. Moreira César mandou constar em ata que, se saísse vivo da guerra, pediria a exoneração do exército. A retirada constitui-se uma das situações mais críticas em que o exército brasileiro esteve envolvido, uma vez que foi necessário percorrer os cerca de duzentos quilômetros que separam Canudos de Queimadas, primeira base de operações da tropa.

Lista de bairros[editar | editar código-fonte]

(Atualizado em 2009)

  • Centro
  • Cícero Prado (CDHU)
  • Coruputuba
  • Don Bosco
  • Feital
  • Ipê I
  • Ipê II
  • Jardim Azeredo
  • Jardim Carlota
  • Jardim Regina
  • Jardim Tamborindeguy
  • Karina
  • Laerte Assumpção
  • Liberdade
  • Loteamento Ramos
  • Mantiqueira
  • Marieta Azeredo
  • Padre Rodolfo
  • Pasin
  • Paulino de Jesus
  • Pindamonhangaba "G"
  • Sapucaia
  • Taipas
  • Vale das Acácias
  • Vila São Benedito
  • Vila São João
  • Vila São José

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

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Referências

  1. Índices do Distrito de Moreira César. Visitado em 25/12/2013.
  2. Fontes: Christofer Ray; Contribuição para estudos das estações ferroviárias paulistas, Sueli Ferreira de Bem, anos 1990; Rômulo Campos D'Arace; Wanderley Duck.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Resumo do Diagnóstico dos Aspectos Significativos de Pindamonhangaba