Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades

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Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades é o primeiro álbum a solo de José Mário Branco gravado em 1971 em Paris, onde o cantor estava exilado devido à ditadura do Estado Novo. Entre os músicos portugueses que colaboram no disco, encontra-se Sérgio Godinho, autor nesse ano de Os Sobreviventes, com vários pontos de contacto com o trabalho de José Mário Branco (como a canção O Charlatão).

Descrição do álbum[editar | editar código-fonte]

Começa com os sons da Gare de Austerlitz, acaba com as palavras de Camões adapatadas pelo próprio José Mário Branco, de acordo com o espírito contrário à ditadura de então, sobre um manto com referências em Kurt Weil e Jacques Brel. Cantam-se ainda letras de Sérgio Godinho, um poema de Alexandre O'Neill e "Queixa das Almas Jovens Censuradas" (Natália Correia), uma das mais belas canções do património nacional. É um marco incontornável da música portuguesa[1] .

Faixas[editar | editar código-fonte]

  • Abertura (Gare d'Austerlitz) (José Mário Branco)
  • Cantiga para Pedir Dois Tostões (Sérgio Godinho/José Mário Branco)
  • Cantiga do Fogo e da Guerra (Sérgio Godinho/José Mário Branco)
  • O Charlatão (Sérgio Godinho/José Mário Branco)
  • Queixa das Almas Jovens Censuradas (Natália Correia/José Mário Branco)
  • Nevoeiro (José Mário Branco)
  • Mariazinha (José Mário Branco)
  • Casa Comigo Marta (Sérgio Godinho/José Mário Branco)
  • Perfilados de Medo (Alexandre O'Neill/José Mário Branco)
  • Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades (Luís de Camões - José Mário Branco/Jean Sommer)
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  1. Revista bliz n.º 1024, 28/12/2004. Os 50 melhores discos portugueses de sempre.