Olaus Wormius

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Ole Worm

Olaus Wormius[1] (13 de maio de 158831 de agosto de 1654) foi um médico e antiquário dinamarquês.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Worm, filho de Willum Worm, que foi prefeito de Aarhus, foi um homem rico devido à herança de seu pai. Seu avô, Johan Worm, foi um magistrado de Aarhus e luterano que teve que fugir de Arnhem em Guéldria enquanto que esta se encontrava sob controle católico.

Ole Worm foi de alguma forma um "estudante perpétuo": depois de estudar na escola em Aarhus, continuou sua educação na Universidade de Marburg em 1605, recebeu o título de Doutor em Medicina pela Universidade de Basileia em 1611 e o título de Mestre em Artes pela Universidade de Copenhague em 1617. O resto de sua carreira acadêmica foi feito em Copenhague, onde aprendeu latim, grego, medicina e física. Foi o médico pessoal do rei Cristiano V da Dinamarca. Há de se destacar, posto que não era um comportamento normal dos médicos da época, que permaneceu exercendo em Copenhague durante a epidemia de peste bubônica.

Importância científica e cultural[editar | editar código-fonte]

Na medicina, as principais contribuições de Wormius foram na área da embriologia. Os ossos de Worm (pequenos ossos que cobrem os espaços no crânio) levam seu nome em honra a suas contribuições a esta área.

Wormius também é conhecido como um coletor de literatura primitiva em idiomas escandinavos. Também escreveu vários tratados sobre runas e colecionou textos escritos em alfabetos rúnicos. Em 1626 Wormius publicou seu Fasti Danici ou "Cronologia Dinamarquesa", que continha os resultados de suas investigações em tradições populares rúnicas. Em 1636 publicou Runir seu Danica literatura antiquissima, ("Runas: a mais antiga literatura dinamarquesa"), uma compilação de transcrições de textos em runas.

"Musei Wormiani Historia," Gabinete de curiosidades do Museum Wormianum.

Como naturalista, Wormius selecionou uma grande coleção em seu "Gabinete de curiosidades", que incluía desde artefatos nativos do Novo Mundo a animais dissecados ou fósseis, sobre os que especulou muito. Wormius compilou gravações de sua coleção assim como especulações sobre seu significado no catálogo de seu Museum Wormianum, publicado depois da sua morte, em 1655. Como cientista, Wormius está a meio caminho entre a ciência moderna e pré-moderna. Como exemplo, de uma forma moderna e empírica Wormius determinou que os unicórnios não existiam e que os supostos chifres de unicórnio eram na verdade de Narval. Ao mesmo tempo todavia, se perguntava se as supostas propriedades como antídoto associadas aos chifres de unicórnio seguiam sendo certas, realizando por isso primitivos experimentos nos quais envenenava animais domésticos e logo lhes forneciam chifre de narval (o veneno devia ser muito fraco pois os animais se recuperavam). Outras investigações empíricas que realizou incluíam demonstrar que os lêmingues eram roedores e não, como alguns pensavam, se geravam de forma espontânea pelo ar. Também proporcionou os primeiros desenho detalhado de uma ave-do-paraíso mostrando que, apesar das muitas especulações populares no sentido contrário, estas tinham pés, como o resto das aves. A principal utilidade das suas coleções de história natural de Wormius era a pedagogia.


Referências

  1. seu nome às vezes aparece, sem latinizar, como Ole Worm

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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