Pascoal Moreira Cabral

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Pascoal Moreira Cabral Leme (Sorocaba, 1654 - Cuiabá, 1730[1] ) foi um bandeirante natural de São Paulo do século XVIII que, na busca de índios pela região mais central da América do Sul, acabou por encontrar ouro na região onde hoje é a cidade de Cuiabá. Tinha mais de 60 anos ao descobrir o ouro no que seria Mato Grosso. Havia casado em Itu em 1692 com Isabel de Siqueira Cortes, filha de Manuel de Siqueira Cortes.

Silva Leme descreve sua família no Vol. VII, página 433 em diante (Título Garcia Velhos) da sua «Genealogia Paulistana».

Em 1719, Pascoal Moreira Cabral estava no arraial de São Gonçalo quando um integrante da bandeira encontrou ouro às margens do córrego Coxipó-Mirim, descobrindo as minas do território do atual Mato Grosso.[2] A data de 8 de abril de 1719 ficou registrada na história através da ata da fundação de Cuiabá, que relatava a fundação, por Cabral, do arraial de Cuiabá dois anos antes da data,[3] com o intuito garantir a posse de Portugal sobre as minas recém descobertas que, de acordo com o Tratado de Tordesilhas, eram de domínio espanhol.[4]

Fundou Cuiabá em 1719. Contemporâneos desta data foram as bandeiras de Luís Pedroso de Barros e Antônio Pedroso de Barros e de Artur Pais de Barros e Fernão Pais de Barros. Mais tarde, os bandeirantes fundaram a vila de Nossa Senhora do Parto (hoje, Diamantino), mais para o oeste de Mato Grosso, e os Pedroso de Barros foram às fronteiras do Peru.

Não confundir com seu pai, Pascoal Moreira Cabral, morto em 6 de novembro de 1690 na vila de Sorocaba, coronel de auxiliares, cujo irmão Jacinto Moreira Cabral morreu também em Sorocaba em 3 de fevereiro de 1690. Era casado com Mariana Leite. Andou pelos sertões buscando minas de prata e depois se associou, em 1682, a Jacinto, a Manuel Fernandes de Abreu e ao capitão-mor Martim Garcia Lumbria a fim de, obtida autorização real, explorarem o ferro do morro do Araçoiaba. São descritos por Silva Leme no volume VII, página 431, da «Genealogia Paulistana».

Referências

  1. Siqueira, 2002, p. 33.
  2. Siqueira, 2002, p. 30.
  3. Siqueira, 2002, pp. 30-33.
  4. Silva, 1995, p. 43. A ata, disponível no Wikisource, contém notas relativas às incoerências entre seu texto e o de outros documentos.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • LEME, Luís Gonzaga da Silva. Genealogia Paulistana. [S.l.: s.n.], 1903-1905.
  • SILVA, Paulo Pitaluga Costa e. Ata de fundação de Cuiabá: uma análise crítica. [S.l.]: Editora do IHGMT, 1995.
  • SIQUEIRA, Elizabeth Madureira. História de Mato Grosso: da ancestralidade aos dias atuais. [S.l.]: Entrelinhas, 2002. ISBN 85-87226-14-2

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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