Pim Fortuyn

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Pim Fortuyn (4 de Maio de 2002)
Retrato de Pim Fortuyn por Jean Thomassen
Busto de Pim Fortuyn em Roterdão

Wilhelmus Simon Petrus Fortuijn, conhecido como Pim Fortuyn [pronúncia: fore-TOWN, SAMPA para "t9yn] (Velsen, 19 de Fevereiro de 1948 - Hilversum, 6 de Maio de 2002) foi um político, autor, colunista e professor universitário neerlandês que alcançou fama por sua personalidade carismática e sua maneira não convencional de debater, tendo estado a frente nas pesquisas de opinião.

Pim Fortuyn também ficou conhecido como um político populista de direita, por ser abertamente homossexual e pelas suas visões sobre a liberdade de expressão, o fluxo de imigração e o Islão.

Em Maio de 2002, enquanto concorria à eleição para o parlamento neerlandês de 2002, ele foi assassinado por activista ecológico radical.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Fortuyn nasceu no seio de uma família católica na pequena cidade costeira de Velsen, no norte dos Países Baixos. Estudou História, Direito e Economia em Amsterdão. Obteve doutorado em Sociologia e exerceu a funcção de professor na Universidade de Groningen. Depois foi contractado como professor titular na Universidade Erasmus de Roterdão. Nos seus primeiros tempos em Groningen ele foi membro do partido trabalhista PvdA. Ele tentou inclusive tornar-se membro do partido comunista neerlandês CPN, mas não foi aceite.

Em 26 de Novembro de 2001, ele foi eleito candidato principal por voto majoritário do então novo partido Leefbaar Nederland, participando das eleições parlamentares de 2002.

Em entrevista ao Volkskrant em 22 de Fevereiro de 2002, ele declarou entre outras coisas, favorecer por um fim à imigração islãmica. Suas declarações foram consideradas tão controversiais que no dia seguinte ele perdeu seu cargo de candidato principal. Logo depois, em 11 de Fevereiro de 2002, ele fundou seu próprio partido, o LPF (Lijst Pim Fortuyn).

Em 6 de Maio de 2002, a nove dias das eleições parlamentares, ele foi assassinado a tiros em Hilversum por Volkert van der Graaf, um activista da esquerda ecológica. O assassinato ocorreu no estacionamento de uma estação de rádio, onde havia concedido uma entrevista.

Numa votação popular promovida em 2004 pelo canal de televisão neerlandês KRO, Pim Fortuyn foi eleito pelo público como personalidade neerlandesa mais importante de todos os tempos.

Postura política[editar | editar código-fonte]

Fortuyn foi foco da controvérsia pelas suas visões críticas do Islão e suas posições anti-imigração. Ele opunha-se a imigrantes muçulmanos tais como Khalil el-Moumni, que ele afirmava recusarem-se em integrar-se na sociedade neerlandesa e estarem a constituir uma ameaça à cultura tradicionalmente tolerante do país. Qualificava o islão duma cultura atrasada. Nas eleições nacionais, ele se opos a toda imigração vinda de fora da Europa.

Fortuyn foi chamado de populista de direita. Por exemplo, numa entrevista televisada, criticava os "jovens marroquinos que, na rua, roubaram às idosas Neerlandesas o dinheiro de aposentado, deixando as avós Turcas em paz". Ele mesmo rejeitava intensamente este rótulo e distanciou-se claramente dos políticos de extrema direita activos na Áustria, Flandres (a parte da Bélgica de língua neerlandesa) e França. Ele pode talvez ser descrito como um nacionalista mas em termos culturais e não raciais.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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