Queer as Folk (Estados Unidos)

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Queer As Folk
Queer As Folk (GRB)
Diferentes Como Nós (PT)
Os Assumidos (BR)
Logotipo da série.
Informação geral
Formato Seriado
Duração 44 à 58 minutos
Criador(es) Russell T Davies
adaptado por Ron Cowen e Daniel Lipman
País de origem  Estados Unidos
 Canadá
Idioma original Inglês
Produção
Elenco Michelle Clunie
Robert Gant
Thea Gill
Gale Harold
Randy Harrison
Scott Lowell
Peter Paige
Chris Potter
Hal Sparks
Sharon Gless
Tema de abertura "Spunk", de Greek Buck (1ª à 3ª temporada)
"Cue the Pulse to Begin", de Burnside Project (4ª à 5ª temporada).
Tema de
encerramento
Várias.
Exibição
Emissora de
televisão original
Estados Unidos Showtime
Canadá Showcase
Formato de exibição SD e HD
Transmissão original 3 de dezembro de 2000 - 7 de agosto de 2005
N.º de temporadas 5
N.º de episódios 83
Cronologia
Último
Último
Queer As Folk
Próximo
Próximo

Queer As Folk é o nome da série estadunidense e canadense, produzida pelo canal Showtime e Temple Street Productions. O seriado foi exibido originalmente nos Estados Unidos, pelo canal Showtime e no Canadá, pelo canal Showcase, sendo transmitido entre 3 de dezembro de 2000 à 7 de agosto de 2005 (nos Estados Unidos) e entre 22 de janeiro de 2001 à 15 de agosto de 2005 (no Canadá).E a partir de 02 de julho de 2014 o site TRS começou a exibir a série on-line, duas vezes por semana, as quartas e sábados.

O nome do seriado é uma brincadeira com um ditado em inglês, de "ninguém é tão estranho como nós" ("nobody is so weird as folk"), para "ninguém é tão gay como nós" ("nobody is so queer as folk").

Adaptado por Ron Cowen e Daniel Lipman, a série foi baseada no britânico Queer As Folk, de Russell T Davies. O seriado foi dirigido por Russell Mulcahy, Bruce McDonald, David Wellington, Kelly Makin, John Greyson, Jeremy Podeswa e Michael DeCarlo e tendo como escritores principais Ron Cowen e Daniel Lipman. O seriado é distribuído pela Warner Bros. Television.

Queer As Folk narra a história de cinco homens homossexuais que vivem em Pittsburgh, Pennsylvania: Brian, Justin, Michael, Emmett e Ted. Compondo o elenco principal, ainda temos o casal de lésbicas, Lindsay e Melanie e a mãe orgulhosa de Michael, Debbie.

Entre as duas versões, existem suas diferenças do qual destacamos: a quantidade de personagens, as tramas principais e as cenas de nudez.

Este seriado é um marco na luta dos direitos GLBT, pois investe em uma trama sem cunho pornográfico ou apelativo, mostrando homossexuais como pessoas comuns, vivendo em seu dia-a-dia. As dificuldades e conquistas desta comunidade são brilhantemente retratadas nesta produção.

No Brasil, a série recebeu o nome de Os Assumidos e foi transmitida pelo canal à cabo Cinemax. Já em Portugal, a série foi chamada de Diferentes Como Nós e teve sua exibição durante as madrugadas no canal TVI. Em ambos países, nunca tiveram lançamento dos DVDs de suas temporadas.

Descrição das personagens[editar | editar código-fonte]

Personagens Principais[editar | editar código-fonte]

Nome Ator Homólogo britânico Descrição
Brian Kinney Gale Harold Stuart Alan Jones
(Aidan Gillen)
Brian Kinney é um personagem complexo, de comportamento que pode ser descrito como revolucionário e bastante ambíguo, que ao decorrer da série mostra-se ainda mais difícil de ser entendido – apesar de haver pistas sobre seu passado quando criança e o que motivou a ser como é. Mas, apesar das "pistas" de um lar desestruturado graças a uma mãe fanática e um pai alcoolátrica e homofóbico, em um lar conservador e patriarcal, na segunda temporada, quando Brian descobre que sua mãe está apegada a um padre (o único refúgio de uma vida conturbada, já que seu marido morre na temporada anterior), após uma discussão, sua mãe aponta que Brian “sempre foi egoísta demais para perceber qualquer coisa ao seu redor”. Tudo começa porque ela descobre que Brian é gay e passa a condená-lo por conta disto. Em mais momentos da série ela diz que ele pagará seus pecados diante de Deus - e nestes mesmos momentos, Brian parece ser ateu.

Brian não é um personagem frio, como pode parecer. Ele é, na realidade, distante das convenções morais ordinárias em que todos a sua volta vivem. Ele tem uma veia explosiva, agressiva quando atentado e mais reage do que age. Ele tem seus próprios hábitos e sua rotina, mostrando-se extremamente organizado e vivendo uma vida intensa – mas com limites. Apesar do abuso de drogas, que é recorrente durante as 5 temporadas, Brian nunca se aprofundou em nenhum desses problemas, mas ficou fragilizado algumas vezes com doenças. E por conta da vida promíscua que o personagem vive, ele tem dificuldade em acreditar na estrutura de um relacionamento monogâmico, criticando todos a sua frente ao assunto referido - ele descreve o casamento como "algo chato" e sempre questiona se casados ainda fazem sexo ou não. Brian também acredita que a natureza do homem é a do sexo – afinal, “it’s all about sex”. É o lema da sua vida, apoiando-se em uma faceta animalesca e, por isso, sempre defende seu ponto de vista sobre casamento quando diz que ele (e Justin) não são "two fucking dykes". Não acredita em romantismo de nenhuma espécie, diga-se de passagem.

O maior ídolo de Brian é James Dean (“live fast and die young”). Brian tem um objetivo: ser perfeito, lindo, jovem e bem sucedido. Sua fixação com beleza física é algo que fica muito clara em toda série e é o que mais preocupa Brian, apesar dele não ser totalmente aficcionado pelo seu corpo - ele ainda sabe que é um homem bonito e sua confiança, junto das suas habilidades sexuais brilhantes, ele consegue atrair todos a sua volta. Também por conta da sua inteligência e esperteza, ele consegue fazer movimentos em seu trabalho que o tornam quase insuperável no mercado publicitário. Mas também ele mostra a mesma inteligência e capacidade de estratégia quando se trata do campo político ou negócios. Ele entende o mundo capitalista e consegue jogar bem as regras, além de ter outra frase marcante: “não há nada de nobre em ser pobre”. Vivendo uma vida de luxos e bom gosto, Brian também mostra-se um personagem que tem conhecimentos profundos na arte, arquitetura, literatura. De maneira alguma é fútil – pelo contrário, ele é erudito. E, tem um bom coração que prefere esconder e mostrar em momentos certos. Brian em vários momentos foi altruísta, mas poucos reconhecem suas qualidades - é mais fácil julgá-lo pela ácidez e o gosto duvidável de piadas agressivas a respeito da desgraça dos amigos.

Brian possui relacionamentos profundos e distintos com todos os personagens da série. Com Michael – ou Mike –, quem é seu amigo desde que ele tem 14 anos, Brian criou uma ligação de amizade que passa os limites normais. Apesar de possessiva, essa faceta só aparece quando Mike parece estar se distanciando de alguma forma – na primeira temporada, quando Dave e Brian têm um embate sério sobre a organização de tempo de Mike. Na segunda, quando Ben entra em cena e, futuramente, na transição da quarta-quinta temporada quando Mike adota um estilo de vida mais conservadora. Brian tem uma maneira única de exteriorizar seus problemas, hora tornando uma criança mimada, hora em depressão. Com Mike, a sua estratégia é mais manipulativa e utilizando-se do amor que o amigo sente por ele, consegue resultados – até que haja intervenção de terceiros na situação.

A mudança comportamental de Brian muda quando Justin Taylor, o mais jovem no ciclo central da série, aparece em cena. Brian tira a virgindade de Justin na mesma noite em que seu filho, Gus, nasce. Esse primeiro movimento faz com que uma criação de um lanço mais profundo seja criado – Taylor batizou Gus. É importante colocar como Taylor insistiu em ficar com Brian e teve que abrir muitas portas até entendero que ele queria e como queria e como poderia contornar isto, para terem um relacionamento “mais ou menos” estável. Muitos conflitos acontecem na trama dos dois personagens e são o foco da maior tensão sexual de toda a série. É o único personagem a quem Brian consegue corresponder o sentimento de paixão e amor.

Brian tem em Lindsay, a mãe do seu filho – mesmo ele sendo apenas o “doador” do esperma – uma amiga, que procede desde a época de faculdade. É também uma das personagens que se apaixona por Brian, mas apenas de uma maneira unilateral. Os dois têm uma única experiência sexual na época de faculdade, mas não passa de um momento para Brian – apesar de Lindsay relembrar a cena esporadicamente. Lindsay admira Brian e sua maneira livre de viver: “sem desculpas, sem arrependimentos”. É uma das frases que está sempre citando. Ela o considera um bom pai, apesar dos demais o verem como relapso. A relação dos dois, afetuosa e compreensiva, se dá principalmente por Lindsay ser equilibrada o suficiente para entender o funcionamento caótico de Brian – ela é uma artista, afinal. Brian sempre apoiou e ajudou Lindsay e ela sempre retribuiu o companherismo. Os dois são confidentes, ainda mais do que Brian e Michael.

Justin Taylor Randy Harrison Nathan Maloney
(Charlie Hunnam)
Justin Taylor é o personagem mais novo da série, começando na primeira temporada com 17 anos. Apesar de a princípio ser superficial e pouco resolvido, seu temperamento adolescente amadurece bastante com o decorrer da série – mas ainda se mostra influenciável. Muitas vezes equivocado, ele é inteligente, mas deixa de ser esperto e toma posturas infantis de tempos em tempos – mas tudo é uma consequência da sua idade. Na primeira temporada, Justin sai da casa de seus pais após assumir sua homossexualidade e passa a viver com Brian, depois com Debbie e, até o final da série, em um vai-e-vem de vários lugares. Quando Justin passa na faculdade de artes, seguindo sua real vocação, ele entra em mais um embate com seu pai - intolerante e homofóbico -, já que este decide não pagar pelos seus estudos já que ele não vai para a mesma faculdade que ele cursou quando novo.

Na primeira temporada, Justin ainda sofre um crime caracterizado como "crime de ódio", sendo atacado e sofrendo lesões cerebrais por conta do ferimento. Suas capacidades motoras, até a terceira temporada, parecem comprometidas. Com o tempo, Justin mostra uma surpreendente articulação e, provavelmente, é o que atrai Brian – além de manipulações simples de jogos de ciúmes. Ele tem uma sensibilidade notável como artista e a série retrata bem como a sua arte evolui: em primeiro momento, muito atento a retratar pessoas com grafite, ele passa a usar o meio digital – já se recuperando do ataque – para se expressar, criando uma mistura pouco equilibrada de colagens e desenhos e em sua terceira fase, usa de tinta para produções mais abstratas - e ainda tem a vertente de quadrinhos, para a revista "Rage" que cria com Michael.

Justin é obstinado o suficiente para conseguir as coisas que deseja e sua mãe sempre menciona como ele “tenta demais”, principalmente citando um episódio quando mais novo e quis aprender andar de bicicleta – “ele caiu até seus joelhos virarem carne crua, mas não desisitiu”. Isso reflete diretamente em suas tentativas de ficar com Brian durante todas as temporadas. Sempre passando dos seus próprios limites, Justin sofreu muitas vezes até conseguir ficar com Brian e ser seu “partner” – mesmo que eles não usem esse termo com frequência. O maior pecado de Justin é, infelizmente, ser influenciável pelos demais e pelas circunstâncias. Ele vê o que Michael e Ben, Lindsay e Mel têm e deseja o mesmo para ele e para Brian - mas, dificilmente, consegue convencer o mais velho a ter isto. Se adaptando ao estilo de vida promíscua, de tempos em tempos, Justin também passa a ficar mais reservado quanto a sexo - e na segunda temporada, quer viver um romance com o violinista Ethan Gold, onde ele teria tudo que os demais têm.

Justin é chamado de “Sunshine” graças ao sorriso iluminado que tem e também por ter uma personalidade radiante e exuberante.

Michael Novotny Hal Sparks Vince Tyler
(Craig Kelly)
É o melhor amigo de Brian desde a infância, e também está a ponto de fazer 30 anos. No princípio da série, Michael trabalha numa loja chamada The Big Q e é um fanático dos quadrinhos e do super herói "O Capitão Astro".

Michael é profundamente apaixonado por Brian, mesmo que este não lhe corresponda como ele deseja e muitas vezes o manipule sabendo de seu amor por ele para mante-lo por perto, entretanto Michael não consegue ver isso. Brian 'cuida' do amigo desde que eles se conheceram. Michael tem muito ciúme de Justin e sempre tem discussões, muitas vezes se comporta como uma criança, mas na maioria de seus atos é responsável e no decorrer da história acaba conhecendo Ben e se apaixona perdidamente por ele.

Emmett Honeycutt Peter Paige Alexander Perry
(Antony Cotton)
“Silly fag” como Emmett pode ser considerado por muitos, ele é um personagem muito mais complexo do que as pessoas podem querer acreditar. Emett nasceu e cresceu em Hazlehurst, Mississippi – o que ele constantemente resgata quando precisa fundamentar alguma postura ou comportamento, lembrando deu sua Tia Lulah –, ele também traz consigo características do Sul do país. Uma cultura mais viva, ligada a comida e também mais festiva e tudo isso transparece em sua personalidade. Ele tem um bom coração e é um dos poucos personagens da série que realmente se doa aos demais – dificilmente comentendo algum erro que seja imperdoável. Ele é firme com sua postura de nunca negar quem é, deixando claro, na quarta temporada, que ele “não viveria uma mentira por ninguém”. Apesar de ser maléavel e conseguir ver o melhor em todos – mas não sendo “bobo” como o descrevem –, ele passa por difíceis situações com Ted, seu “partner”, quando este se entrega ao vício da droga chamada “crystal”. Emmett consegue se moldar a todo tipo de situação, orbitando em quase todos os aspectos da sua vida. Ele trabalhou com várias coisas, incluindo ser vendedor de roupas na loja Torso, na Liberty Ave, estrela pornô (seu codinome: "Fetch Dixon"), garçom/camareiro nu, planejador de festas e ser o “queer guy” no canal de notícias. Ele consegue sucesso sendo ele mesmo e atraiu também pessoas de grande importância na comunidade em que vive. Entre eles: Jorge Tickle, dono de uma empresa de picles e Drew Boyd, o capitão do time “Iron Man” de futebol americano. Manteve relacionamentos românticos com ambos, mas não duradouros. Emmett é um personagem nobre, respeitável por suas posturas e tem um pouco do "caricato trejeito gay": ele conhece todas as divas do Disco e é apaixonado pelas musas do cinema americano, sempre fazendo referências a grandes obras do cinema americano, como "Casablanca" ou "Funny Girl".

Seu relacionamento com Ted foi intenso o suficiente para desestruturá-lo, mas ele foi capaz de contornar a situação – até superando a época de amargor e ressentimento que vive. Tentando compreender o que o parceiro vivia com a experiência de crystal, Emmett se auto-multila em função de Ted e é humilhado muitas vezes, até que desiste da situação - e do relacionamento. Em vários momentos, podemos observar que Emmett é surperprotetor com Ted - na primeira temporada, ao tentar afastar Blake, na segunda-terceira, quando Ted quase é preso e precisa da ajuda de Brian para que não aconteça e depois com Mel e Linz quando há o conflito poupança. Mesmo durante a Liberty Ride, para que Ted cumpra o aniversário de reabilitação. Seja como for, Emmett é capaz de perdoar como nenhum outro e isso o faz tão nobre.

Seu valor é notado, principalmente, quando Brian o respeita o suficiente para acolher o que Emmett pede e conseguir manter uma honesta conversa - são momentos discretos, mas que valem a atenção. Ele também é o companheiro de quarto de Michael – antes de Godiva –, depois vivendo com Ted, Mel and Linz, terminando ao lado de Debbie (mãe de Mike).

Ted Schmidt Scott Lowell Phil Delaney
(Jason Merrells)
É um contador de 33 anos com baixa auto estima. Foi apaixonado platonicamente por Michael. Sempre diz a Brian que ele precisa libertar Michael para que o mesmo consiga ter um relacionamento estável e não ficar sempre esperando por ele. É introvertido e sempre está se queixando de seu aspecto físico. Tem o costume de visitar páginas pornôs e é amante da ópera e da boa comida. Ted acaba se envolvendo com as drogas e tenta se recupera e acaba se reencontrando com um antigo namorado já recuperado das drogas e palestrante.
Lindsay Peterson Thea Gill Romey Sullivan
(Esther Hall)
Lindsay Peterson é filha de uma família rica, protestante e distinta de Pittsburg e viveu uma infância cercada por babás e sendo mimada. Tem uma irmã apenas, Lanette, com quem tem parece ter um contato razoável – mas não se pode dizer que são amigas, já que ela é homofóbica. Na realidade, a família inteira de Lindsay é homofóbica e não aprovam sua condição. Sua mãe acha que Melanie a converteu ao “lesbianismo” – lembrando que “ismos” são usados para doenças – e, por isso, não têm um bom relacionamento. Em alguns momentos na série, Lindsay tenta pedir ajuda aos pais para dinheiro, mas vai muito além disso: ela quer ser aceita, quer se sentir amada de alguma forma, mesmo que seja por apoio financeiro. Não acontece. Lindsay passa até a última temporada nesta situação delicada e não sente o amor dos pais – tudo por porque ela é gay.

Lindsay é também uma das mais enigmáticas personagens da série. É uma artista frustada, que se engessa quando sai da faculdade e tem dificuldade na criação da arte, achando-se insuficientemente boa. Se transforma em professora na Faculdade de Artes e, posteriormente, trabalha em uma galeria de arte. Vende e monta exposições. A mais importante foi a de Sam Auerbach, artista com quem ela cria um laço significativo e determinante na sua trama pessoal. Além de despertar as artes adormecidas em seu interior, Sam é também o gatilho que faz Lindsay questionar tudo que ela acreditava até o momento (acontece na quarta temporada).

Por ser uma personagem articulada, bem educada, sensível e compreensível, Lindsay também tem uma dificuldade imensa de exteriorizar seus sentimentos e, calada, vive muitos deles de uma maneira impessoal. Isso gera muitos conflitos com a sua parceira, Melanie, que sente-se isolada. Lindsay sempre parece ter uma maneira ardilosa de conseguir o que quer – mas não é tão pejorativo quanto parece. Ela é apenas estratégica, principalmente quando se trata ganhar de alguém usando seu ponto fraco.

Seu relacionamento com Melanie é conturbado, mas parece ter uma boa sintonia quando estão em momentos neutros ou bons. Elas são companheiras, uma das principais características do relacionamento. Mas também têm uma atração física intensa e que não é reprimida de maneira alguma – apesar da série ser mais voltada para os relacionamentos entre homens.

O relacionamento com Brian é claro e de fácil entendimento. Seu sentimento, unilateral, é perceptível. Principalmente por Melanie – gerando ciúmes e tensão. Como já sugerido, ela provavelmente ficaria com Brian se ambos fossem heterossexuais e houve momentos em que fingem ser um casal para que Gus – filho dos dois – fosse aceito em uma boa pré-escola. Lindsay tem uma dependência de Brian, mas isso não é muito discutido na série – apenas em momentos críticos em que Melanie usa como argumento em uma briga.

Melanie Marcus Michelle Clunie Lisa Levene
(Saira Todd)
Melanie é judia, advogada e lésbica. Apesar de ser apenas três palavras, elas a definem muito bem, uma vez que todo microcosmo da personagem foi criado sobre estes pilares. Por não se falar muito do seu passado, apenas o que se pode extrair da personagem é que ela cresceu em uma família tradicional judia, sendo criada com as tradições da religião e também com características da referida. Isso se justifica quando o assunto é dinheiro e o quanto ela é cuidadosa e, em outras palavras, “pulso-firme” sobre isto. Melanie e Lindsay têm muitas discussões sobre gastos de dinheiro, assunto que aparece mais de uma vez ao decorrer da série. Além deste aspecto, Melanie também usa de certas referências familiares como background para justificar seus valores – principalmente a luta dos seus direitos, já que seu avô sobreviveu ao campo de concentração.

É uma personagem muito devota a sua carreira, trabalhando até exaustão ou ataque de estresse – sendo bem representando durante seu período de gravidez. Ela é obstinada e sua teimosia, a mais intensa de toda a série, e sua agressividade em como se colocar a podem deixar com um ar inflexível. É conservadora e tem dificuldade em coisas que não são perfeitamente alinhadas – como, por exemplo, se uma mulher que é lésbica tem um único e singular envolvimento com um homem, ela já não é lésbica. Sua incapacidade de entender que as demais pessoas podem a vir ser mais livres a deixa estagnada e cria atritos consideráveis – principalmente entre ela e Linz.

Com o decorrer da série, Mel passa a acreditar nas palavras de Brian (“existem dois tipos de héteros: os que te odeiam pela frente e os que te odeiam pelas costas”). Isto a faz tomar decisões definitivas sobre sua vida e sobre a vida da família. Pelo teor político da série, ela é uma das personagens que frequentemente está envolvida em causas do Centro de Gays e Lésbicas de Pittsburg e trabalha nas campanhas propostas por ele e, como advogada, os casos em que a série cita sua participação são geralmente aqueles em que ela defende um casal de mães lésbicas tentando ter a guarda dos filhos, ataques contra gays etc e todos os problemas judiciais dos seus amigos. Mel se torna o eixo racional da trama, em vários momentos e é fria quando necessário, mas pode ser detestável também.

Melanie tem dificuldade em gravidar, mas após um tratamento, ela se torna capaz e escolhe Michael para ser o pai biológico de sua filha: Jenny Rebecca.

Ben Bruckner Robert Gant (nenhum) Um professor da universidade que se converte noivo estável de Michael desde a segunda temporada. Ele é HIV positivo. Ben passa a morar com Michael e acaba encontrando Hunter na rua enfrente sua casa, se prostituindo e acaba por levá-lo para casa e cuida dele, mas Hunter a princípio não aceita a ajuda do casal.
Debbie Novotny Sharon Gless Hazel Tyler
(Denise Black)
Uma membra ativa do PFLAG (Pais, familiares e amigos de lésbicas e gays), Debbie está muito orgulhosa da homossexualidade de seu filho Michael. Acolhe todos os garotos na sua casa, especialmente a Justin, que vive com ela depois de fugir de casa. Ela trabalha no Liberty Diner, e na sua casa cuida de seu irmão Vic.
Vic Grassi Jack Wetherall Bernard Thomas (Andy Devine) O irmão de Debbie. Para ajudar a Debbie pagar a hipoteca, trabalha como chefe na sua cozinha. Também trabalha de hospedeiro para os negócios empresariais de Emmett. Mais tarde tem uma discussão com Debbie, finalmente morre por complicações de AIDS.
James Montgomery (Hunter) Harris Allan (nenhum) (Temporadas 3-5) Um adolescente HIV-positivo e Prostituto que se encontra com Ben e Michael. Ben sente pena por Hunter e o acolhe, finalmente ele e Michael o adotam. Ainda inicialmente parece interessado por Brian depois se apaixona por uma garota, Callie Leeson. Hunter sempre se mostra frio por causa da má educação que recebeu de sua mãe que o explorava.

Lista de episódios[editar | editar código-fonte]

Temporada Episódios Data de exibição Lançamento em DVD
Início da temporada Final da temporada Região 1
1 22 3 de Dezembro de 2000 (2000-12-03) 24 de Junho de 2001 (2001-06-24) 8 de Janeiro de 2002 (2002-01-08)
2 20 6 de Janeiro de 2002 (2002-01-06) 16 de Junho de 2002 (2002-06-16) 25 de Fevereiro de 2003 (2003-02-25)
3 14 2 de Março de 2003 (2003-03-02) 22 de Junho de 2003 (2003-06-22) 24 de Fevereiro de 2004 (2004-02-24)
4 14 18 de Abril de 2004 (2004-04-18) 18 de Julho de 2004 (2004-07-18) 5 de Abril de 2005 (2005-04-05)
5 13 22 de Maio de 2005 (2005-05-22) 7 de Agosto de 2005 (2005-08-07) 30 de Maio de 2006 (2006-05-30)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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