Raul Lino da Silva

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Raul Lino
Nome completo Raul Lino da Silva
Nascimento 21 de Novembro de 1879
Lisboa
Morte 13 de julho de 1974 (94 anos)
Nacionalidade Portugal portuguesa
Ocupação arquitecto
Prémios Prémio Valmor e Municipal de Arquitectura 1930
Casa dos Patudos, construída em 1905
Casa da Quinta da Comenda, construída em 1903

Raul Lino da Silva melhor conhecido como Raul Lino (Lisboa, 21 de Novembro de 187913 de Julho de 1974), foi um arquitecto português[1] .

A vida[editar | editar código-fonte]

Raul Lino fez os seus estudos em Inglaterra, para onde se deslocou com 10 anos de idade, e depois de 1893 na Alemanha, onde trabalhou no atelier de Albrecht Haupt [1], com quem manteve uma amizade duradoura.

O encontro e a amizade que manteve com o arquitecto alemão foi um dos pontos marcantes da sua formação estética, arquitectónica e da concepção do cultural. Haupt era apaixonado pela arquitectura do renascimento e levou a cabo várias viagens de estudo na Itália, Espanha e Portugal, procurando o contacto directo com as obras, por mais recônditas que estivessem, desenhando-as e documentando-se abundantemente. Uma concepção da cultura como elemento vivo, que se pode experimentar no terreno e participar dela.

Raul Lino regressou a Portugal em 1897, onde continuou os seus estudos. Desempenhou cargos no Ministério das Obras Públicas e foi Superintendente dos Palácios Nacionais. Foi membro fundador da Academia Nacional de Belas Artes, sendo seu presidente no momento da sua morte. No setor da imprensa, foi colaborador artístico em diversas publicações periódicas, nomeadamente nas revistas: Atlantida[2] (1915-1920), Ilustração (1926-1975) e Revista municipal (1939-1973)

Ao longo dos seus 70 anos de artista e arquitecto, defendeu a tradição na concepção das formas, afirmando que a arte e a arquitectura são elas também um produto do homem e para os homens, com história, genealogia, características e funcionalidades próprias do espaço e do tempo em que se inserem e da comunidade para que são produzidas. É, assim, um defensor da tradição versus modernismo ou um modernista da tradição.

A Obra[editar | editar código-fonte]

Ao longo da sua vida, projectou mais de 700 obras, tais como a Casa dos Patudos, em Alpiarça, para José Relvas (1904), a Casa do Cipreste, em Sintra (1912), o Cinema Tivoli, em Lisboa, (1925), o Pavilhão do Brasil na Exposição do Mundo Português de 1940.

Foi ainda autor de numerosos textos teóricos sobre o problemática da arquitectura doméstica popular, como A casa portuguesa (1929), Casas portuguesas (1933) e L'évolution de l'architecture domestique au Portugal (1937).

Posteriormente, alguns textos foram reunidos num livro publicado pelo jornal O Independente em 2004, de nome "Não é artista quem quer".

Destacam-se entre os seus projectos arquitectónicos, os seguintes:

Teatro Tivoli[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. André Cruz. O Estádio Nacional e os novos paradigmas do culto (em português). Página visitada em 14 de Novembro de 2011.
  2. Rita Correia (19 de Fevereiro de 2008). Ficha histórica: Atlantida: mensário artístico, literário e social para Portugal e Brasil (pdf) Hemeroteca Municipal de Lisboa. Página visitada em 17 de Junho de 2014.
  3. Prémio Valmor e Municipal de Arquitectura / 1930/1939 (em português) Câmara Municipal de Lisboa. Página visitada em 10 de Julho de 2012.
  4. a b c Uma arquitectura pré-republicana. A República das Artes (em pt). Tugaland ed. [S.l.]: Tugaland, 2010. p. 13. ISBN 978-989-8179-85-2

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