Rio Espera

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Município de Rio Espera
Bandeira de Rio Espera
Brasão desconhecido
Bandeira Brasão desconhecido
Hino
Fundação 11 de junho de 1911
Gentílico Não disponível
Prefeito(a) Luiz Balbino Moreira
(2009–2012)
Localização
Localização de Rio Espera
Localização de Rio Espera em Minas Gerais
Rio Espera está localizado em: Brasil
Rio Espera
Localização de Rio Espera no Brasil
20° 51' 18" S 43° 28' 26" O20° 51' 18" S 43° 28' 26" O
Unidade federativa  Minas Gerais
Mesorregião Zona da Mata IBGE/2008 [1]
Microrregião Viçosa IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Lamim, Senhora de Oliveira, Santana dos Montes, Capela Nova, Cipotânea, Alto Rio Doce
Distância até a capital 161 km
Características geográficas
Área 239,688 km² [2]
População 6 078 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 25,36 hab./km²
Clima Não disponível
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,673 médio PNUD/2000 [4]
PIB R$ 28 420,379 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 4 208,56 IBGE/2008[5]
Página oficial

Rio Espera é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Sua população estimada em 2004 era de 6.676 habitantes.

Localização[editar | editar código-fonte]

Rio Espera encontra-se na Zona da Mata, dentro da região do antigo Queluz de Minas, atualmente, o Alto Paraopeba - onde ficam também ficam as cidades de Conselheiro Lafaiete, Ouro Branco, Itaverava, Catas Altas da Noruega, Piranga, Lamim, Senhora de Oliveira, Capela Nova, Carandaí, Cristiano Otoni, Santana dos Montes, Casa Grande, Queluzito, Entre Rios de Minas, Desterro de Entre Rios, Jeceaba e São Brás do Suaçuí.

Histórico[editar | editar código-fonte]

A região, foi, primitivamente, habitada pelos índios Croatas e Puris, de origem Tupi. Em 1710, o bandeirante Manoel de Melo, depois de passar pelo arraial de Itaverava, atravessou a barco a antiga região de Guarapiranga, que por causa do Rio Piranga, passou a chamar-se Piranga e chegou a um local que achou apropriado para servir como ponto de espera de seus chefiados, exploradores paulistas que foram divididos em três grupos e partiram em rumos diferentes.

Depois retorno do grupo, Manoel de Melo, encantado com a beleza do local marcado para espera dos seus liderados, e percebendo que o mesmo centralizava todo um potencial de expansão de exploração, foi a Itaverava, a fim de comprar provimentos e em 1711, retorna, lançando nele os fundamentos de uma fazenda, onde começou suas explorações e pesquisas. Encontrou algum ouro de aluvião, mas não tendo a sua extração dado lucros, passou a se dedicar à agricultura, cultivando cereais como arroz, milho, feijão e produtos de pequena lavoura, como verduras e legumes, tudo feito com muita dificuldade, pois a atividade era exercida por processo muito rudimentar.

Para tanto, foram trazidos para a região escravos africanos, já encontrados no seu primeiro meio século de existência, eram numerosos e contribuíram muito para o progresso que, pouco a pouco, se notou no povoado. Os habitantes, animados com o desenvolvimento, requereram ao Bispo de Mariana permissão para ser erigida uma capela em honra a Nossa Senhora da Piedade.

Curiosamente, na primeira vez em que foi concedida, a permissão não foi aproveitada, porque houve desavenças com o abastado português Francisco de Souza Rego, que desejava que a capela se localizasse em sua fazenda, onde hoje, é o município de Lamim, resultando no desaparecimento do documento da Permissão. No entanto, o Bispo, novamente solicitado, fez nova concessão.

Assim, em 1760, foi demarcado o lugar para a construção da capela, tendo esta sido concluída depois de 5 anos. A primeira missa foi celebrada em dia 25 de dezembro de 1765, pelo padre Manuel Ribeiro Taborda, primeiro vigário de Itaverava.

Em volta da Capela, onde é a atual Praça da Piedade, ponto central do antigo povoado, nasceu o distrito de Piranga, que, primeiro, chamou-se de Nossa Senhora da Piedade da Boa Esperança e, criado pela Lei Provincial nº 471, de 1 de junho de 1850 ou 1858, confirmada pela Lei estadual de nº 2, de 14 de setembro de 1891. A cidade que hoje tem o nome de Rio Espera foi criada pela Lei estadual nº 556, de 30 de agosto de 1911, criou o município, com desligamento territorial da cidade de Piranga.

Desenvolvimento Urbano[editar | editar código-fonte]

José Rodrigues de Miranda, o Major Miranda, que fundou a escola de ensino de 1ª a 4ª séries primárias, que leva o seu nome e colocou rede de esgoto na cidade.

Em 1960, foi inaugurada, pelo Padre Francisco Miguel Fernandes, a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Piedade, contando, na sua ornamentação com a ajuda de Aleijadinho. Ele também reformou e reinaugurou a praça que a circunda, que continuou com o mesmo nome, mas ornando a bela matriz, que nada fica a dever a muitos santuários, com um lindo jardim.

O Padre, conhecido pela tanto por sua severidade, quanto pelo seu espírito empreendedor, tornou-se, mais que um líder espiritual, mas o melhor administrador que a cidade teve, sem nunca ter tido ou querer ter cargo político. Padre Francisco para uns, Padre Chiquinho, como era conhecido para outros, construiu a Casa Paroquial, o Teatro Municipal, ainda na Praça da Piedade, e, na parta baixa da cidade os prédios das atuais escolas estaduais de primeiro e segundo graus, a saber Escola Estadual Nossa Senhora do Rosário, Escola Estadual Nossa Senhora da Piedade, a capela de Nossa Senhora do Rosário e o atual prédio do Hospital de Rio Espera, já construído com esse propósito. Tinha tanto amor à cidade, que, tendo tornado-se Monsenhor Francisco, mas recusou tornar-se bispo para não ter que sair de lá.

   Antes a Escola Estadual Monsenhor Francisco , fundada pelo padre só possuía o Ensino Fundamental, precisando que os alunos deslocassem de nossa cidade para fazer o 2º grau.Por volta de 1986 foi instituído o ensino de Contabilidade e Magistério . Funcionava á noite e passou a ser chamado de Escola da Comunidade Nossa Senhora do Rosário.

Monsenhor Francisco participava das celebrações eucarística e a noite rezava o terço com seu povo.

A luz elétrica, que, em tempos remotos, era fornecida pela Usina de Boa Esperança, cuja iluminação era gerada por um motor a óleo colocado pelo então prefeito, também médico, Dr. Carlindo Garcês, o que foi fundamental para o crescimento da cidade, mas ainda assim, a iluminação era muito precária, tanto que alguns fazendeiros tinham sua usina particular de abastecimento, junto aos moinhos de fubá, informações fornecidas pela senhora Maria Augusta Alves dos Reis.

Depois, veio a Cemig abastecendo a iluminação da região, segundo o senhor Luís Anjo, o que aconteceu durante a gestão do então prefeito José Gordiano de São José, seu pai, conhecido como José Anjo, os problemas outrora comuns, como a luz fraca e os constantes apagões terminaram.

Admistração Político-Partidária[editar | editar código-fonte]

Politicamente, a cidade era administrada, pela antiga Arena, partido político que se subdividiu lá, tendo os partidários da Arena I e Arena II. Foi o cidadão Pedro Antônio de Jesus que, vindo de Juiz de Fora com a família, em 1972, e foi na cidade de Rio Espera, em 1975, que foi o pioneiro, na região do Alto Paraopeba, reunindo um grupo de dissidentes e fundando o antigo Movimento Democrático Brasileiro – MDB (atual PMDB), que era a única oposição da época ao partido da situação. Foi muito criticado inicialmente, pois partido que não era Arena só nas capitais e nas grandes cidades. Ninguém no interior se atrevia. Ele, entretanto, considerava salutar numa democracia haver mais de um partido político, pois aumentando a disputa, aumentaria também a preocupação dos representantes de um segmento partidário em prestarem bons serviços nas suas administrações, pois, dessa forma, haveria outras opções caso não estivessem agradando.

Pedro, que chegou à cidade transferido e assumiu cargo junto aos Correios, logo ficou comovido ao ver a desinformação e o nível de pobreza da região. Muitos idosos, que não tinham mais capacidade de trabalho, passavam fome e eram desassistidos nos lugares mais distantes do centro da cidade. Conhecedor que era da legislação da Previdência Social, na época, arrumou, sem cobrar quaisquer despesas, aposentadoria para mais de 130 pessoas. Ficava rindo quando a esposa reclamava que alguns, poucos na verdade, mal, mal agradeciam. Dizia que o que fazia era um bem necessário e se não o recebesse pela pessoa beneficiada ou em vida, que Deus daria um jeito de que seus filhos fossem amparados caso precisassem de ajuda, aonde quer que fossem.

Grande admirador e amigo que era de homens empreendedores e destemidos - entre eles, Itamar Franco, Sílvio Abreu Júnior (Juiz de Fora) e Manuel Conegundes (Barbacena), pessoas outrora simples, que se destacaram na luta pela democracia, fazendo oposição e melhorando o lugar em que moravam - não conseguiu ficar de braços cruzados e quis ajudar as pessoas simples e humildes da cidade.

Ele também tinha o ideal de melhorar a agricultura local, que considerava muito rudimentar ainda, visto o plantio gerar apenas o sustento básico, sem que houvesse lucro. Para tanto, pretendia montar, como projeto piloto, em uma das fazendas da região, o que se chama, hoje, de sesmarias, onde sob uma administração central, em forma de cooperativa, famílias de agricultores seriam instruídas como proceder durante o período de plantio e na manutenção da plantação, seria fornecido o adubo, a semente. Aproveitar-se-ia o solo o ano todo com as culturas com possibilidade de cultivo simultâneo e as culturas intercaladas. Além da agricultura, a pecuária. Quando houvesse a colheita, a administração dos cooperados ficaria com 40% da colheita para estocagem e venda, de forma a arrecadar verba para implementação de melhorias. Os cooperados por sua vez que quisessem vender parte do seu percentual, contariam com o apoio logístico.

Mas, não deu tempo. O seu Pedro, como já era conhecido na região inteira, morre em 1977, mas deixa a sua semente. Atualmente, o Partido do Movimento Democrático Brasileiro - PMDB (15) é situação e o Partido Liberal – PL (22) o principal partido de oposição disputam a administração local, mas já surgem partidários do Partido dos Trabalhadores - PT (13) e do Partido Verde – PV (43). A mentalidade mudou um pouco. Já é permitido fundar partidos sem que haja ameaças de morte e que se formem grandes inimizades duradouras. Fundar partido, manifestar-se politicamente, já são ações consideradas naturais dentro do espírito democrático.

O Hospital Municipal de Rio Espera foi, finalmente, inaugurado graças aos esforços do cidadão Benedito Beraldo da Costa, que saiu em busca de apoio político para seu funcionamento junto à família dos Andradas. Monsenhor Francisco ficaria orgulhoso, pois o prédio que construiu ficava sofrendo a degradação do tempo e desuso.

O saneamento básico atual passa a ser feito pela rede da Copasa desde a administração do então prefeito Antônio Guadalupe Cardoso, o Dr. Antônio, que como médico viu a necessidade dessa melhoria para a população local, num modo preventivo de evitar doenças desnecessárias.

Durante a atual administração, do prefeito Luís Balbino Moreira, o asfalto chega até a cidade. A rede municipal de educação e o esporte tiveram grande incentivo. A grande inovação, entretanto, foi que as pessoas doentes que moram longe e não têm condições próprias de deslocamento, após serem tratados no hospital local e receberem alta, passam a receber a visita dos enfermeiros municipais que prestam primeiros socorros básicos, fazem curativos, acompanham o restabelecimento completo de suas condições de saúde.

Festas[editar | editar código-fonte]

Pela influência da tradição que se solidificou durante sua formação, a cidade continuou sendo um lugar muito religioso e suas principais festas são religiosas, a saber Corpus Christi, Semana Santa, Festa Junina, Festa de Nossa Senhora da Piedade, Festa do Rosário, Festa de São José. Muito tempo depois, começou-se a comemorar o Carnaval, e, por último o Rio-Esperense Ausente – realizada sempre na penúltima semana de julho. Uma de suas manifestações folclóricas mais bonitas é o Congado.Hoje as festas estão cada vez mais animadas, devido a participação de várias pessoas da localidade e de visitantes.Cada comunidade rural também comemora seus padroeiros e há também a Banda de música Santa Cecília que abrilhanta as festas. Hoje as festas religiosas contam com a participação de todas as comunidades rurais, trazendo suas culturas, enriquecendo-as sempre mais. Aproveita e vem participar das nossas festas,pois cada um Rio Esperense deve procurar suas raizes,que quando partiram deixaram para atrás.O movimento é muito grande de visitantes e todos levam um pouco do aconchego e carinho do povo rioesperense.

Acessos[editar | editar código-fonte]

Para se chegar em Rio Espera, segue-se a BR-040 em direção ao Rio de Janeiro, entra-se, primeiro, em Conselheiro Lafaiete e pega-se uma das estradas que vai para a cidade, que fica, aproximadamente, entre 55 a 60 km de lá, podendo-se optar, pela ordem, pela via de Santana dos Montes (com grande parte ainda em estrada sem pavimentação) ou de Itaverava (praticamente, toda asfaltada).

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 de dezembro de 2010.
  3. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 de dezembro de 2010.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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