Termas de Trajano

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Ruínas das termas de Trajano.

As Termas de Trajano, iniciadas em 104 pelo arquitecto grego Apolodoro para o imperador Trajano, eram um complexo termal e de lazer da Roma Antiga que, à semelhança das termas de Tito, reaproveitavam algumas das ruínas do palácio dourado de Nero (a Casa Dourada). A enorme cisterna, que suportava 8 milhões de litros, ainda permanece, conhecida como sette sale.

O imperador Trajano (53-117) contratou o arquiteto Apolodoro de Damasco para construir diversas obras públicas para Roma. Entre elas, estavam as Termas de Trajano, um complexo de banhos públicos cujo modelo seria seguido em termas construídas por outros imperadores, como Caracala e Diocleciano.

O local escolhido para a obra fazia parte da antiga e gigantesca casa do imperador Nero, a Casa Dourada, destruída após o fim de seu governo. A área da casa, que antes era para o prazer exclusivo de Nero, agora podia ser utilizada pela população da cidade.

A construção de uma terma exigia um grande suprimento de água, fornecido em Roma pelos aquedutos, além de muita lenha para alimentar as caldeiras. Também eram necessários funcionários para abastecê-las e para as demais atividades ali realizadas.

Ao chegar às termas, os seus frequentadores encontravam jardins, que podiam ser utilizados para encontros, conversas ou mesmo para uma leitura tranquila. Depois, entravam no vestiário onde se preparavam para as mais distintas atividades que podiam ser realizadas no local. Tinham que tomar cuidado para que suas togas ou túnicas não fossem roubadas, uma prática um tanto comum. Portanto, os mais ricos traziam consigo seu escravo para guardar as roupas ou mesmo pagavam para alguém observá-las.

As pessoas que visitavam as termas realizavam seus exercícios na palestra, um estádio ao ar livre onde podiam jogar bola, correr, praticar lançamento de disco, lutar ou levantar halteres. Para os que buscavam relaxamento, existiam salas de massagem. Algumas termas possuíam inclusive bibliotecas e até galerias de arte, porém, o grande atrativo desses locais eram os banhos.

Para se banhar, existiam piscinas com distintas temperaturas, bem como salas aquecidas. Uma delas, o sudatório, era uma espécie de sauna. Também existia o caldário, um local com piscinas pequenas e muito aquecidas. O tepidário era uma sala morna que normalmente separava o caldário do frigidário. Essa era uma piscina de água fria. Algumas termas possuíam o natatio, um local para praticar natação.

A estrutura com salas aquecidas das termas só foi possível graças a uma invenção romana: o hipocausto. Era um espaço, abaixo do andar principal, aquecido por uma fornalha cujo ar quente percorria as paredes por meio de tubulações ou tijolos perfurados.

Os banhos recebiam homens livres, escravizados, mulheres, crianças e até estrangeiros. Eram característicos das cidades, sendo um símbolo do mundo romano, bem como um estilo de vida que era "exportado" para os locais conquistados pelo império.

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