Uirapuru

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Chiroxiphia pareola em jardim zoológico de Viena, na Áustria

Chiroxiphia pareola em jardim zoológico de Viena, na Áustria
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Família: Pipridae[1]
Subfamílias
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Uirapuru, assim como irapuru, guirapuru, arapuru, irapurá, virapuru, tangará, rendeira, pássaro-de-fandango e realejo, é a designação comum a diversas aves da família dos Pipridae, especialmente as mais coloridas dos gêneros Pipra L., Chiroxiphia Cab. e Teleonema Reich.[1]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

"Uirapuru", "irapuru", "guirapuru", "virapuru", "arapuru" e "irapurá" provêm do tupi wirapu'ru.[1] "Tangará" provém do tupi tãga'rá.[2] "Rendeira" vem de "renda", "tecido".[3] "Pássaro" vem do latim passere, "pardal".[4] "Fandango" vem do castelhano fandango, o nome de um tipo de dança.[5] "Realejo" vem do castelhano realejo, um tipo de instrumento musical.[6]

Descrição[editar | editar código-fonte]

É um pássaro ativo, que se locomove muito rapidamente. Alimenta-se de frutas e, principalmente, de pequenos insetos. Tem os pés grandes, plumagem pardo-avermelhada, laranja, entre outras. Vive em meio à floresta úmida, nas Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia e em quase toda a região amazônica brasileira. O seu canto mavioso é longo e melodioso, parecido com uma flauta, e só é ouvido ao amanhecer, enquanto constrói o ninho para atrair a fêmea, durante uns 15 dias por ano.

Na Região Norte do Brasil, a população acredita que levar o uirapuru empalhado consigo traz sorte na vida e no amor, o que é uma das causas pelas quais o pássaro se encontra ameaçado de extinção.

Na cultura popular do Brasil, é conhecido principalmente pela canção que leva seu nome, interpretada pelo grupo Nilo Amaro e seus Cantores de Ébano.

Espécies[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.1 733
  2. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.1 646
  3. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.1 484
  4. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.1 277
  5. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.756
  6. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.1 456
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