Uso de álcoois na medicina

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Uso de álcoois na medicina
Alerta sobre risco à saúde
Ethanol-2D-skeletal.svg
Identificadores
Número CAS 64-17-5
DrugBank DB00898
ChemSpider 682
Código ATC D08AX08,V03AB16, V03AZ01
Farmacologia
Via(s) de administração Topical, intravenosa, pela boca
Classificação legal


OTC (US)

Exceto onde denotado, os dados referem-se a
materiais sob condições normais de temperatura e pressão

Referências e avisos gerais sobre esta caixa.
Alerta sobre risco à saúde.

Os álcoois, em várias formas, têm sido utilizados dentro da medicina como antissépticos, desinfetantes, e antídotos.[1] A aplicação na pele é utilizada para desinfecção antes da picada de uma agulha e antes de uma cirurgia. Pode ser usado tanto para desinfectar a pele do paciente quanto para as mãos dos prestadores de cuidados de saúde. Também pode ser usado para limpar outras áreas[2] e como enxaguante bucal.[3][4][5] Tomado por via oral ou injetado na veia é usado para tratar a toxicidade ao metanol ou  ao etilenoglicol quando o fomepizole não está disponível. Além destes usos, o álcool não tem nenhum outro uso médico aceito,[6] e seu índice terapêutico é apenas 10:1.[7]

Efeitos colaterais incluem irritação da pele. Deve-se ter cuidado com o manuseio conjunto do eletrocautério, pois o etanol é inflamável.[1] Os tipos de álcoois utilizados incluem o etanol, etanol desnaturado, 1-propanol, e o álcool isopropílico.[8] São eficazes contra uma variedade de microorganismos embora não inativam os esporos. As concentrações de 60 a 90% funcionam melhor.[8]

O álcool tem sido usado como um antiséptico com evidências para apoiar a sua utilização desde pelo menos 1363, tornando-se disponível no final de 1800.[9] Está na Lista de Medicamentos Essenciais da Organização Mundial da Saúde, os medicamentos mais eficazes e seguros em um sistema de saúde.[10]  Formulações comerciais de gel desinfetante ou com outros agentes, como a clorexidina estão disponíveis.[11]

Mecanismo[editar | editar código-fonte]

O etanol, quando utilizado para a toxicidade, concorre com outros álcoois para a enzima álcool desidrogenase, diminuindo o metabolismo em tóxicos, aldeídos e derivados do ácido carboxílico, reduzindo o efeito tóxico mais grave dos glicóis de se cristalizar nos rins.[12]

História[editar | editar código-fonte]

O álcool tem sido usado como um antiséptico com evidências para apoiar a sua utilização desde pelo menos 1363, tornando-se disponível no final de 1800.[9] Desde a antiguidade, antes do desenvolvimento dos agentes modernos, o álcool foi usado como anestésico geral.[13]

Referências

  1. a b British national formulary: BNF 69 69 ed. [S.l.]: British Medical Association. 2015. pp. 42, 838. ISBN 9780857111562 
  2. WHO Model Formulary 2008 (PDF). [S.l.]: World Health Organization. 2009. p. 321. ISBN 9789241547659. Consultado em 8 de janeiro de 2017. Cópia arquivada (PDF) em 13 de dezembro de 2016 
  3. Hardy Limeback (11 de abril de 2012). Comprehensive Preventive Dentistry. [S.l.]: John Wiley & Sons. pp. 138–. ISBN 978-1-118-28020-1. Cópia arquivada em 18 de setembro de 2017 
  4. Moni Abraham Kuriakose (8 de dezembro de 2016). Contemporary Oral Oncology: Biology, Epidemiology, Etiology, and Prevention. [S.l.]: Springer. pp. 47–54. ISBN 978-3-319-14911-0. Cópia arquivada em 18 de setembro de 2017 
  5. Jameel RA, Khan SS, Kamaruddin MF, Abd Rahim ZH, Bakri MM, Abdul Razak FB (2014). «Is synthetic mouthwash the final choice to treat oral malodour?». J Coll Physicians Surg Pak. 24 (10): 757–62. PMID 25327922. doi:10.2014/JCPSP.757762 
  6. Pohorecky LA, Brick J (1988). «Pharmacology of ethanol». Pharmacol. Ther. 36 (2-3): 335–427. PMID 3279433 
  7. Becker, Daniel E (Spring 2007). «Drug Therapy in Dental Practice: General Principles Part 2—Pharmacodynamic Considerations». Anesth Prog. 54 (1): 19–24. ISSN 0003-3006. PMC 1821133Acessível livremente. PMID 17352523. doi:10.2344/0003-3006(2007)54[19:DTIDPG]2.0.CO;2  Verifique data em: |data= (ajuda)
  8. a b McDonnell, G; Russell, AD (01/1999). «Antiseptics and disinfectants: activity, action, and resistance.». Clinical Microbiology Reviews. 12 (1): 147–79. PMID 9880479  Verifique data em: |data= (ajuda)
  9. a b Block, Seymour Stanton (2001). Disinfection, Sterilization, and Preservation (em inglês). [S.l.]: Lippincott Williams & Wilkins. p. 14. ISBN 9780683307405. Cópia arquivada em 13 de janeiro de 2017 
  10. «WHO Model List of Essential Medicines (19th List)» (PDF). World Health Organization. 04/2015. Consultado em 8 de dezembro de 2016. Cópia arquivada (PDF) em 13 de dezembro de 2016  Verifique data em: |data= (ajuda)
  11. Bolon, MK (09/2016). «Hand Hygiene: An Update.». Infectious disease clinics of North America. 30 (3): 591–607. PMID 27515139  Verifique data em: |data= (ajuda)
  12. Barceloux DG, Bond GR, Krenzelok EP, Cooper H, Vale JA (2002). «American Academy of Clinical Toxicology practice guidelines on the treatment of methanol poisoning». J. Toxicol. Clin. Toxicol. 40 (4): 415–46. PMID 12216995. doi:10.1081/CLT-120006745 
  13. Edmond I Eger II; Lawrence J. Saidman; Rod N. Westhorpe (14 de setembro de 2013). The Wondrous Story of Anesthesia. [S.l.]: Springer Science & Business Media. pp. 4–. ISBN 978-1-4614-8441-7. Cópia arquivada em 18 de setembro de 2017