Índia, a Filha do Sol

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Índia, a Filha do Sol
Pôster de divulgação do filme.
 Brasil
1982 •  cor •  85 min 
Direção Fábio Barreto
Produção Lucy Barreto
Luiz Carlos Barreto
Luciola Villela
Coprodução Filmes do Triângulo
Governo do Estado de Goiás
Roteiro Fábio Barreto
Marco Altberg
Bubi Leite Garcia
Eduardo Coutinho
História Baseado no conto Ontem, como hoje, amanhã, depois, de Bernardo Élis
Elenco Glória Pires
Nuno Leal Maia
Sebastião Vasconcelos
Pedro Paulo Rangel
Género drama
Música Caetano Veloso
Cinematografia Pedro Farkas
Edição Raimundo Higino
Companhia(s) produtora(s) Produções Cinematográficas L.C. Barreto Ltda.
Distribuição Embrafilme
Estreia 9 de agosto de 1982[1]
Idioma português

Índia, a Filha do Sol é um filme brasileiro de 1982, do gênero drama e primeiro filme dirigido por Fábio Barreto, baseado em um conto de Bernardo Élis.

O roteiro é de Fábio Barreto, Marco Altberg, Bubi Leite Garcia e Eduardo Coutinho. A música do filme é de Caetano Veloso, a fotografia de Pedro Farkas, a direção de arte e os figurinos de Clóvis Bueno.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

É uma história moderna sobre o envolvimento de um branco e uma índia e das imensas diferenças culturais entre ambos e a violência do garimpo onde vivem.

O filme começa com um soldado uniformizado solitário, caladão e fortemente armado, chegando de barco a uma região do interior do Brasil. No mesmo barco estão uma jovem índia e seu pai. O soldado fica em uma pousada enquanto os índios ficam por perto. Ele resolve pedir ao dono do bar que embebede o pai da índia, para dormir com ela.

No dia seguinte, ao seguir viagem pela floresta, o soldado percebe que a índia veio atrás dele com seus poucos pertences e uma cabrita de estimação. Sem se falarem, ele permite que a índia o acompanhe no seu caminho. Ao chegar ao seu destino, um garimpo de diamantes no meio da mata, o soldado se mostra a vontade em meio aos homens rudes e as prostitutas do lugar. Ele logo é contratado por um dos chefões do garimpo. Já a índia é totalmente deixada de lado por todos, mas ela só deseja ficar com seu amado e continuará com ele até o fim.

No filme “Índia: filha do sol” o encontro entre um não índio, no caso um general, e uma índia, filha do sol, se dá em uma região de garimpo e de exuberante beleza natural. O tal general encantado com a beleza da índia, a seduz. Os dois convivem por um período nessa natureza intocada, com suas belezas e mistérios. As diferenças entre os dois presentes no início, se acentuam no meio para o final da trama. A Índia o alimenta, cuida de seus ferimentos e o ama ao longo de toda a trama. Ele, por outro lado, mostra um desejo inicial, porém não a respeita e mostra a sua indiferença. Mata e come primeiramente o seu lado selvagem, um inofensivo animal. Nesse momento, o general não só mostra os dentes como também revela o seu lado cruel de um carnívoro doente. Ela o perdoa por tal crueldade, ele tem uma segunda chance. Mas novamente ele mostra sua incapacidade de amar verdadeiramente humilhando a Filha do Sol na pior forma de maldade, o abuso sexual. Novamente ela o perdoa e o acompanha no caminho de volta para casa. Ele, o general, cada vez mais se distanciava de um homem racional e se aproximava de um homem besta enquanto ela, a Filha do Sol, se preservava na sua luz própria. Ele já não mais podia com a luz da Filha do Sol e a apaga com uma arma. Ele anda nas trevas e ela continua a iluminar os corações dos justos, dos bons e dos amantes.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Lançamento[editar | editar código-fonte]

Foi selecionado para a Quinzena dos Realizadores, exibido no Festival de Cannes de 1982.[2]

Distribuído pela Embrafilme, estreou no Rio de Janeiro em 9 de agosto e em São Paulo em 20 de agosto de 1982. Na Hungria, levou o título A Nap lánya, e estreou nos cinemas em 4 de julho de 1985. Nos Estados Unidos, foi apresentado em Los Angeles em novembro de 1990.

Recepção[editar | editar código-fonte]

Índia, a Filha do Sol recebu menção honrosa e o Prêmio Especial da Juventude Comunista no Festival de Cinema de Havana, em Cuba no ano de 1982.[3]

Referências

  1. Índia, a Filha do Sol na Cinemateca
  2. AdoroCinema, Índia, a Filha do Sol: Curiosidades, consultado em 14 de agosto de 2021 
  3. «FILMOGRAFIA - ÍNDIA A FILHA DO SOL». bases.cinemateca.gov.br. Consultado em 14 de agosto de 2021 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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