Agência Nacional (Brasil)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Presidente Getúlio Vargas faz discurso pelo rádio, em maio de 1954. Mídia sob a guarda do Arquivo Nacional

A Agência Nacional foi uma agência de notícias brasileira criada em 1º de março de 1937,[1] durante o governo constitucional de Getúlio Vargas, com o fim de "divulgar os atos da administração federal e as notícias de interesse público, além de distribuir a publicidade dos órgãos governamentais".[2] De 1937 a 1939, a AN permaneceu como um serviço prestado pelo Departamento Nacional de Propaganda e Difusão Cultural,[3] substituído pelo DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda) em 27 de dezembro de 1939. Ambos departamentos eram submetidos ao Ministério da Justiça.

Na época, as agências de notícias desempenhavam um papel importante como principais fornecedoras de material para o rádio, que era então a mídia de maior alcance. Nesse contexto a Agência Nacional operava em parceria estreita com a Rádio Nacional, estando ambas subordinadas ao DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda). Nessa cooperação, reforçada na época da guerra, foi produzido o programa Llamando a América, voltado para a América Latina. O produto mais conhecido da AN era A Voz do Brasil, que todas as rádios foram obrigadas a transmitir em cadeia nacional, diariamente às 19h, ficando conhecido por sua vinheta que usava a abertura de O Guarani, de Carlos Gomes. Com a queda de Getúlio e a redemocratização (1945), a Agência Nacional foi mantida, assim como a Voz do Brasil, sendo a Rádio Nacional transformada em em Radiobrás.[4]

Em 25 de maio de 1945, o DIP foi extinto e substituído pelo Departamento Nacional de Informações. Nessa ocasião, a AN foi formalmente designada em decreto-lei[5] como uma divisão do DNI. Este, no entanto, durou apenas até 6 de setembro de 1946, quando também foi extinto, embora a AN tenha sido mantida como órgão autônomo do Ministério da Justiça. Até 1967, a Agência Nacional permaneceu nesse status, sendo então transferida para o Gabinete Civil da Presidência da República (hoje, Casa Civil). A Agência Nacional continuou como um órgão até 1979, quando foi transformada em Empresa Brasileira de Notícias, empresa estatal.[6]

Em 1979, no governo de João Figueiredo, a Agência Nacional foi sucedida pela Empresa Brasileira de Notícias, constituída em empresa pública pela Lei nº 6.650, de 23 de Maio de 1979.[7] A EBN estava subordinada ao Ministério da Justiça e tinha a sua sede na com sede na Capital Federal.[8]

Em 1988 a EBN foi extinta e absorvida pela Radiobrás, sendo a razão social alterada para Empresa Brasileira de Comunicações S.A., sociedade com um único acionista, a União.[9]

Durante o governo de Collor de Melo foi criada a Agência Brasil, em substituição da antiga EBN.[10]

Referências

  1. [1]
  2. [2]
  3. Abreu, Alzira Alves de; Paula, Christiane Jalles de (24 de maio de 2018). «Dicionário histórico-biográfico da propaganda no Brasil». FGV Editora – via Google Books 
  4. «Yahoo! Groups». groups.yahoo.com 
  5. «Legislação :: Normas Jurídicas». legis.senado.gov.br 
  6. «:: Guia de Fontes Memórias Reveladas ::». www.an.gov.br 
  7. Lei nº 6.650, de 23 de Maio de 1979
  8. Estatuto da Empresa Brasileira de Notícias - EBN
  9. Saroldi, Luiz Carlos; Moreira, Sonia Virgínia (24 de maio de 2018). «Rádio Nacional, o Brasil em sintonia». Jorge Zahar Ed. – via Google Books 
  10. «Uma viagem à história do rádio, Gisele Sayeg Nunes Ferreira, p.30, nota 24» 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre meios de comunicação é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.