Lactuca sativa

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Como ler uma caixa taxonómicaAlface
Alface

Alface
Classificação científica
Reino: Plantae
Clado: angiospérmicas
Clado: eudicotiledóneas
Ordem: Asterales
Família: Asteraceae
Género: Lactuca
Espécie: L. sativa
Nome binomial
Lactuca sativa
L.

Alface (Lactuca sativa) é uma hortense anual ou bienal, utilizada na alimentação humana desde cerca de 500 a.C.. Originária do Leste do Mediterrâneo, é mundialmente cultivada para o consumo em saladas, com inúmeras variedades de folhas, cores, formas, tamanhos e texturas.

O cultivo hidropônico da alface, no Brasil, teve um considerável aumento. Cultivo este que geralmente é feito em casas de vegetação de plásticos ou telados.[1]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

"Alface" originou-se do termo árabe al-khass[2]. Lactuca sativa é um termo latino que significa "alface cultivada"[3]. O termo "Lactuga", e derivados encontrados em várias línguas europeias, advém da substância branca que se obtém do caule seccionado.

Dicas de compra[editar | editar código-fonte]

Para compra, deve-se dar preferência às de folhas limpas, de cor brilhante; para conservação, convém retirar as folhas machucadas e murchas e guardá-la na geladeira, embrulhada em saco plástico, onde conserva-se por dez a quatorze dias. Seu período de safra é de maio a novembro. Cem gramas de alface fornecem oito calorias.

Descrição[editar | editar código-fonte]

A estrutura usada como semente é um fruto simples seco indeiscente, chamado aquênio, que contém uma semente aderida no pericarpo num único ponto na região do funículo. Os aquênios da alface se apresentam pontiagudos, de formato oval, elíptico ou espatulado com estrias longitudinais na superfície e comprimento variável de dois a cinco mm. Dependendo do cultivo e do ano de produção, o número de sementes por grama varia de novecentos a mil, e a cor, dependendo do cultivo, pode ser branca, marrom ou preta – algumas vezes pode-se até ser rosa, se for aplicado um tipo de corante.

Variedades[editar | editar código-fonte]

São cultivadas quatro variedades comuns de alfaces:

  • Lactuca sativa var. capitata – as alfaces-repolhudas (inclui as alfaces-icebergs): batávia, great lakes, bola-de-manteiga, mescher, maravilha-das-quatro-estações, dos-mercados e sem-rival;
  • Lactuca sativa var. longifolia – as alfaces-romanas: romana, orelha-de-mula, loura-das-hortas e balão;
  • Lactuca sativa var. crispa – as alfaces-crespas ou alfaces-frisadas: escura-do-olival, folha-de-carvalho, lolla-rossa;
  • Lactuca sativa var. latina – as alfaces-galegas.

Valor nutricional[editar | editar código-fonte]

O valor energético da alface é baixo, pois seu conteúdo em água representa 96% do seu peso.

A alface contém ferro, mineral com importante papel no transporte de oxigênio no organismo. Contém fibras, que auxiliam na digestão e no bom funcionamento do intestino, além de apresentar pequenos teores de minerais como cálcio e fósforo.

Tabela Nutricional
Alface crespa, crua
Quantidade 100 gramas
Água (%) 96,1
Calorias 11 Kcal
Proteína 1,3 g
Carboidrato 1,7 g
Fibra Alimentar 1,8 g
Colesterol n/a
Lipídios 0,2 g
Cálcio 38 mg
Fósforo 26 mg
Ferro 0,4 mg
Potássio 267 mg
Sódio 3 mg
Tiamina 0,11 mg
Riboflavina 0,12 mg

Propriedades medicinais[editar | editar código-fonte]

O sumo da alface, tal como o de várias outras spp. do gênero Lactuca, contém lactucina (C15H16O5), substância com propriedades sedativas e um dos princípios ativos do lactucário.

Na cultura popular, o chá dos talos da alface é bem conhecido como calmante. A alface apresenta ainda propriedades laxativas (chá de folhas e talos), diuréticas[4] e antialérgicas (suco). É usada também como aliviante de angina de peito (chá dos talos amassados) e no tratamento da apoplexia (chá dos talos amassados), da artrite (sucos de folhas e talos, saladas) e na redução da aterosclerose (chá dos talos).[5]

Galeria[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Tipos de Alface cultivado no Brasil, .pdf ISSN 1414-9850, Novembro, 2009 Brasília, DF, Autores: Henz, Gilmar Paulo; Suniaga,  Fábio
  2. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1985. p. 82.
  3. http://translate.google.com.br/#la%7Cpt%7Clactuca%20sativa%0A
  4. Encontro de Rhabditis sp em alface Lactuca sativa comercializada em Anápolis, Goiás, Brasil. Por Campos et al.. Revista de Patologia Tropical, vol. 42 (2): 201-207, abril-junho de 2013.
  5. SPETHMANN, Carlos Nascimento. Medicina Alternativa de A a Z, 6.ª ed. Uberlândia: Natureza, 2003.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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