Alfred Döblin

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Alfred Döblin
Alfred Döblin (por volta de 1946)
Nome completo Bruno Alfred Döblin
Nascimento 10 de agosto de 1878
Estetino, Prússia
Morte 26 de abril de 1957 (78 anos)
Emmendingen, Alemanha
Nacionalidade Alemanha alemão, francês
Ocupação escritor e médico
Prémios Fontane-Preis (1916)
Magnum opus Berlim Alexanderplatz
Retrato de Alfred Döblin (Ernst Ludwig Kirchner, 1912)

Alfred Döblin, ou, como consta em sua certidão de nascimento, Bruno Alfred Döblin[1] (Estetino, 10 de agosto de 1878Emmendingen, 26 de junho de 1957) foi um médico alemão, sendo romancista e poeta ligado ao Expressionismo alemão e influenciado pelo Futurismo.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Alfred Döblin nasceu em Estetino (então Stettin, Prússia, hoje Szczesin, Polónia) em 1878 no seio de uma família de comerciantes de origem judaica. Formado em medicina, Alfred Döblin trabalha como neurologista entre 1905 e 1930 em Ratisbona (Regensburg), Freiburg im Breisgau e Berlim e serve na frente alsaciana durante a Primeira Guerra Mundial.

No mesmo período, Döblin se engaja ativamente como escritor e intelectual na cena cultural de Berlim. Um exemplo disto é a polêmica gerada em 1912 por ocasião da exposição itinerante do Futurismo, personificado pela figura do italiano Marinetti. A reação final de Döblin ao programa artístico futurista vem em 1913 sob a foma de um manifesto, intitulado An Romanautoren und ihre Kritiker. Berliner Programm (Aos romancistas e seus críticos. Programa Berlinense) em que ele reconhece a necessidade de uma atualização das formas de expressão artística, inclusive a literatura, porém condena elementos do manifesto futurista, como o repúdio à tradição estética, a incitação à guerra e a doutrinação intelectual.[2]

Em 1916 o autor recebe o Fontane-Preis ou o prêmio Theodor Fontane de Literatura juntamente da quantia de 600 marcos alemães pela obra Die drei Sprünge des Wang-lun.

Em 1920 Döblin passa a integrar a Associação de Escritores Alemães ou (Schutzverband Deutscher Schriftsteller), tornando-se presidente da mesma em 1924.[3] Nesse período, ele circula por diversos grupos artísticos, como o movimento em torno de Herwarth Walden e sua revista Der Sturm.

Em 1929 obtém sucesso mundial com o romance "Berlin Alexanderplatz". Fugindo ao nacional-socialismo e ao clima de perseguição enfrentado pelos judeus, Döblin emigra primeiramente para a França, em 1933, e em seguida para os EUA em 1940, para escapar à invasão nazista. Em 1941 Döblin converte-se à religião católica num acto revestido por alguma polémica entre a comunidade intelectual alemã exilada nos EUA.

Em outubro de 1945 Alfred Döblin é um dos primeiros a regressar do exílio e a envolver-se activamente no "saneamento" e renascimento da actividade cultural alemã do pós-guerra. Em 1949 é um dos co-fundadores da Academia de Ciências e Literatura Alemã em Mogúncia (Mainz). Algo desapontado com a evolução política na Alemanha do pós-guerra, Döblin regressa a França em 1953.

Morre em 1957 em Emmendingen/Baden de uma agravada condição de síndrome de Parkinson.

Obras[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Alfred Döblin
  1. Prangel, Matthias (1987). Alfred Döblin (Metzler). Stuttgart: Metzler. pp. 13 (de 135). ISBN 978-3-476-12105-9 
  2. Cornelsen, Élcio Loureiro (2010). O estilo em Alfred Döblin Pandemonium germanicum 15/2010 ed. São Paulo: EdUSP. pp. 56 (de 50 a 69) 
  3. Sander, Gabriele (2001). Alfred Döblin (Reclam). Stuttgart: Reclam. ISBN 3-15-017632-8