Ernst Ludwig Kirchner

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Ernst Ludwig Kirchner
Fotografia em autorretrato, 1919
Nome completo Ernst Ludwig Kirchner
Nascimento 6 de maio de 1880
Aschafemburgo, Baixa Francónia
Morte 15 de junho de 1938 (58 anos)
Frauenkirch-Wildboden, Suíça
Nacionalidade Alemanha alemão
Alma mater Königliche Technische Hochschule
Ocupação Artista e pintor
Principais trabalhos Pintura e gravura
Movimento estético Expressionismo

Ernst Ludwig Kirchner (Aschafemburgo, 1880 - Davos, Suíça, 1938) foi um pintor expressionista alemão. Foi um dos fundadores do grupo de pintura expressionista Die Brücke. Influenciado pelo cubismo e fauvismo, o pintor alemão deu formas geométricas às cores e despojou-as de sua função decorativa por meio de contrastes agressivos, com o fim de manifestar sua verdadeira visão da realidade.

Início de vida e carreira[editar | editar código-fonte]

Ernst Ludwig Kirchner nasceu em Aschafemburgo, na Baixa Francónia, em 6 de maio de 1880. Iniciou seus estudos em arquitetura no ano de 1901 na Technische Hochschule em Dresda. Dentre várias obras, Kirchner realizou trabalhos de decoração de interiores de casas e capelas, mas foi na pintura que mais se destacou, pintou mais de mil quadros.[1]

O artista foi o integrante de maior expressão do Die Brücke (a ponte), grupo formado em 1905 por quatro estudantes de arquitetura, cujo principal ideal era libertar a arte dos valores formais e tradicionais. A xilogravura foi uma técnica muito utilizada pelo grupo, Kirchner era o executor das xilogravuras para os cartazes e catálogos do Brücke, técnica que aprendeu aos 15 anos com seu pai. Em 1913, o grupo se dissolveu e cada artista seguiu seu caminho dentro da arte.

As características da xilogravura foram levadas para as outras obras de Kirchner, como a pintura a óleo Amazona Nua (1912), caracterizada por contornos recortados e contraste agressivo entre claro e escuro.

A bidimensionalidade e a simplicidade são marcas do artista, evidentes nas combinações simples de cor, poucas nuances, falta de perspectiva e motivos sobrepostos.

A emoção e o tormento individual de Kirchner são expostos em seus trabalhos pelo tipo de pincelada curta e agressiva. Além da influência do fauvismo, revelada na exploração e emoção das cores, e do cubismo, evidente na geometrização das formas, o pintor também foi influenciado pelo pós-impressionismo, sobretudo Van Gogh.

O mundo em torno do artista era o tema de seus trabalhos: vista de cidade, paisagens, retratos de seus companheiros, o corpo humano nu e cenas de circo e music-hall. Em 1911 Kirchner e seus amigos mudaram-se para Berlim, época na qual o pintor explorou em seus trabalhos a experiência numa metrópole moderna. As cenas urbanas se fizeram muito presentes na obras do artista, revelando um aspecto de movimento.

Quando eclodiu a Primeira Guerra Mundial, Kirchner transmitiu para o seu trabalho as suas perturbações. A destruição da figura humana foi uma das características dessa época. Um exemplo é a obra Auto-retrato como soldado, na qual ele se mostra em primeiro plano com a mão decepada, e no fundo uma modelo nua. O quadro pode ser interpretado como uma metáfora da masculinidade e ao horror da guerra.

Em 1917, devido ao seu estado emocional, Kirchner é levado para a Suíça pelos seus amigos. Conseqüentemente o tema de suas pinturas transformou-se com a nova paisagem. As formas recortadas das cenas urbanas dão espaço às linhas horizontais e verticais, transmitindo a sensação de paz e ordem.

Em 1938, sozinho e doente, o pintor se suicida na cidade de Davos, Suíça.[2]

Galeria[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Wolf, Norbert (2003). Ernst Ludwig Kirchner 1880-1938: On the Edge of the Abyss of Time (em inglês) (Colônia: Taschen). p. 21. ISBN 3822821233. 
  2. Dantini, Michele (2008). Modern & Contemporary Art (em inglês) (Nova Iorque: Sterling Publishing Company, Inc.). p. 28. ISBN 1402759215. 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • O Expressionismo, de Wolf-Dieter Dube, tradução de Ana Izabel Mendonza Y Arruda (Editora Verbo S/A, dezembro de 1976);
  • Espressionismo, de Jolanda Nigro Covre, Coleção Art Dossier (Editora Giunti);

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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