Alice Brill

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Alice Brill
Nascimento 13 de dezembro de 1920
Colônia (Alemanha)
Morte 29 de junho de 2013 (92 anos)
Itu (Brasil)
Nacionalidade alemão / brasileiro
Ocupação Fotógrafa

Alice Brill (Colônia, 13 de dezembro de 1920 - Itu, 29 de junho de 2013) foi uma fotógrafa, pintora e crítica de arte com atuação na cidade de São Paulo.[1][2]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Alice Brill Czapski nasceu em Colônia, na Alemanha, em 1920. De origem judaica, filha do pintor Erich Brill e da jornalista Marta Brill, mudou-se para o Brasil com a família exilada do nazismo que ascendia na Alemanha. Influenciada por uma professora da escola, registrou em um diário as viagens feitas durante o exílio, com uma câmera fotográfica dada pelo pai. Passou pela Espanha, Itália e Holanda antes de desembarcar no Brasil, em 1934. Seu pai morreria no campo de concentração Jungfernhof, em 1942.[3]

Aos 16 anos estudou com o pintor Paulo Rossi Osir, que influenciou sua produção de fotografias e pinturas em batik. Participou do Grupo Santa Helena, associação informal de pintores paulistas, mantendo contato com artistas como Mario Zanini e Alfredo Volpi.[4] Em 1946, ganhou uma bolsa de estudos da Fundação Hillel para estudar na Universidade do Novo México e na Art Students League of New York onde estudou fotografia, pintura, escultura, gravura, história da arte, filosofia e literatura.

Após seu retorno ao Brasil, em 1948, trabalhou como fotógrafa da revista Habitat, coordenada pela arquiteta Lina Bo Bardi. Documentou arquitetura, artes plásticas e fez retratos de artistas, além de registrar obras e exposições do MASP e do MAM-SP. Também participou de uma expedição em Corumbá organizada pela Fundação Brasil Central, fotografando os índios Carajás. Em 1950, realizou o ensaio no Hospital Psiquiátrico do Juqueri a convite da artista plástica Maria Leontina da Costa, registrando a ala do Ateliê Livre de Artes. No mesmo ano, Pietro Maria Bardi encomendou um ensaio sobre São Paulo para o IV Centenário da cidade. Retratou o processo de modernização da cidade entre 1953 e 1954, mas o projeto de publicação não foi concluído.[5]

Além de fotógrafa, trabalhou como pintora, participando da I e IX Bienal de São Paulo (1951 e 1967 respectivamente) além de diversas exposições individuais e coletivas. Suas temáticas envolviam paisagens urbanas e abstracionismo, realizando aquarelas e pinturas batik. Formou-se em filosofia pela PUC-SP em 1976, concluindo mestrado em 1982 e doutorado em 1994 e atuou como crítica de arte, escrevendo artigos para o Suplemento Cultural do jornal O Estado de S. Paulo, que posteriormente foram reunidos no livro "Da arte e da linguagem" (Perspectiva, 1988).[6]

Escritos[editar | editar código-fonte]

  • Da arte e da linguagem (Perspectiva, 1988)
  • Mario Zanini e seu tempo (Perspectiva, 1984)
  • Flexor (Edusp, 1990)

Referências

  1. «Enciclopédia Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras». enciclopedia.itaucultural.org.br. Consultado em 29 de maio de 2018. 
  2. Brill, Alice (2005). O Mundo de Alice Brill. São Paulo: Instituto Moreira Salles. 48 páginas 
  3. «A experiência de exílio na trajetória da fotógrafa Alice Brill» (PDF). puc-rio.br. Consultado em 30 de maio de 2018. 
  4. Czapski, Silvia (2011). Cavaleiro da Saúde. [S.l.]: Novo Século. 424 páginas 
  5. Cadernos de Fotografia Brasileira: São Paulo 450 anos. São Paulo: Instituto Moreira Salles. 2004 
  6. «Alice Brill, retratos de uma metrópole» (PDF). http://www.labhoi.uff.br. Consultado em 4 de junho de 2018. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]