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Angelitos negros

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Angelitos negros
Informações gerais
Formato Telenovela
Gênero Drama
Criação Joselito Rodríguez
Direção Antulio Jiménez Pons
Elenco ver
País de origem  México
Idioma original Espanhol
Produção
Produtor Valentín Pimstein
Exibição original
Emissora México El Canal de las Estrellas
Transmissão maio – agosto de 1970

Angelitos Negros foi uma telenovela mexicana exibida entre maio e agosto de 1970, produzida por Valentín Pimstein para a Teleprogramas Acapulco, S.A., empresa ligada ao então Telesistema Mexicano, atual Televisa[1]. A trama teve como principal antagonista a atriz Alicia Rodríguez, contracenando com Manuel López Ochoa e com a consagrada primeira atriz Silvia Derbez.

O elenco contou ainda com participações de destaque de Titina Romay, Josefina Escobedo, Lilia Aragón, Raúl “Chato” Padilla e Rafael del Río. A obra foi um remake do filme homônimo lançado em 1948 e tornou-se uma das telenovelas mais marcantes da carreira de Silvia Derbez, sobretudo pela intensidade e verossimilhança com que interpretou uma empregada doméstica negra, vítima de constantes humilhações e maus-tratos impostos pela própria filha.

Ana Luisa de la Fuente é uma jovem bonita, de família tradicional, porém arrogante, orgulhosa e extremamente vaidosa. Criada com fortes preconceitos, desenvolveu um profundo desprezo pelas pessoas negras, sentimento que se reflete no modo cruel como trata sua ama de leite, Mercé — uma mulher negra, honesta e dedicada, que a criou desde o nascimento, apesar do ódio que Ana Luisa nunca fez questão de esconder.

Diretora de um colégio feminino, Ana Luisa conhece certo dia o cantor Juan Carlos Flores, um jovem órfão, íntegro e simples, que vive com as tias gêmeas, Carlota e Elisa. Juan Carlos se apaixona por ela, mas é rejeitado no início. Com o tempo, porém, Ana Luisa passa a corresponder aos seus sentimentos. Os dois ficam noivos e logo se casam.

Algum tempo depois, Ana Luisa engravida e dá à luz uma linda menina. A felicidade de Juan Carlos, no entanto, transforma-se em choque ao perceber que a criança tem a pele negra. Diante da situação, Mercé revela a ele um segredo doloroso: ela é a verdadeira mãe de Ana Luisa, fruto de um relacionamento com o falecido Don Luis, pai da jovem e antigo patrão da ama. Juan Carlos promete manter o segredo e, superando a surpresa inicial, aceita a filha com amor, dando-lhe o nome de Belén.

Ana Luisa, por outro lado, reage de forma oposta. Rejeita a criança unicamente por ser negra e se recusa a reconhecê-la como filha. Belén passa a ser criada com carinho por Mercé, por Juan Carlos e por Jova, outra empregada da casa. À medida que cresce, a menina sofre profundamente com o desprezo da mãe, chegando a um ponto tão doloroso que, certa vez, pinta o rosto de branco na esperança de ser amada e aceita.

Diante dessa situação, Juan Carlos decide enfrentar a esposa e tentar fazê-la enxergar a realidade. Contudo, Ana Luisa permanece inflexível, sem imaginar que a bondosa Nana Mercé — a quem sempre desprezou, apesar de todo o amor recebido — é, na verdade, sua verdadeira mãe.

Referências

Ligações externas

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